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Sintomas de HIV mais comuns, principalmente, nos homens

Sintomas de HIV mais comuns, principalmente, nos homens

Sintomas de HIV mais comuns, principalmente, nos homens
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Os sintomas de HIV são normalmente os mesmos para homens e mulheres. Contudo, sabe-se que há algumas diferenças importantes entre os gêneros. O HIV é um vírus que afeta o sistema imunológico, especificamente as células CD4. As células CD4, a saber, fazem parte do nosso sintam imunológico, ou seja, ajudam a proteger o corpo contra doenças. Ao contrário de outros vírus, o HIV não pode ser eliminado pelo sistema imunológico. Isso porque, ele atava justamente as células que deveriam fazer este trabalho.

De acordo com o Dr. Daniel Murrell [2], especialista em doenças infecciosas do Centro de Saúde e Ciência do Tennesee, os sintomas do HIV podem variar muito de pessoa para pessoa. Duas pessoas com o HIV provavelmente não terão os mesmos sintomas. No entanto, o HIV geralmente segue esse padrão: (1) doença aguda (estágio primário) (2) período assintomático (3) infecção avançada. Cada uma dessas fases, porém, podem apresentar diferentes sintomas.




Sintomas de HIV na fase de Doença aguda

Aproximadamente 80% das pessoas que contraem o HIV apresentam sintomas semelhantes aos da gripe,  dentro de duas a quatro semanas de ter contraído o vírus. Esta doença semelhante à gripe é conhecida como “infecção aguda pelo HIV” . Esse, a saber, é o estágio primário do HIV e dura até que o corpo tenha criado anticorpos contra o vírus. Neste momento, na verdade, o corpo trata o vírus HIV como qualquer outro vírus. Então, geralmente, a pessoa sequer percebe que contraiu o vírus da Aids. Os sintomas  de HIV desta fase, geralmente, duram de uma a duas semanas e são:



  • erupção cutânea
  • febre constante
  • dor de garganta, dificuldade para engolir
  • dor de cabeça constante e severa


Contudo, mais raramente, algumas pessoas sentem:

Sintomas específicos dos homens

Os sintomas do HIV são geralmente os mesmos em mulheres e homens. Mas, os homens podem apresentar feridinhas no pênis. Ao mesmo tempo o vírus HIV pode levar ao hipogonadismo , ou baixa produção de hormônios sexuais, em ambos os sexos. No caso dos homens, a baixa de testosterona, pode levar à disfunção erétil, mesmo no início da doença.

Sintomas de HIV na fase assintomática

Depois que os sintomas iniciais desaparecem, o HIV pode não causar sintomas adicionais por meses ou anos. Por isso, o paciente normalmente pensa que se curou de uma forte gripe e tudo ficou bem.

Mas, é nesse tempo em que o corpo está sem problemas é que o vírus se replica e começa a enfraquecer o sistema imunológico. Então, a pessoa nesta fase não se sentirá ou parecerá doente, mas o vírus está mais ativo do que nunca. Aliás, nessa fase a transmissão do vírus acontece facilmente. Afinal, na maioria das vezes, a pessoa sequer imagina que esteja contaminado.

Nesta fase, à medida que o HIV progride , ele ataca e destrói células CD4 suficientes para que o corpo não consiga mais combater infecções e doenças. Quando isso acontece, pode levar ao estágio 3 do HIV. O tempo que o HIV leva para progredir até este estágio pode ser de alguns meses a 10 anos ou mais.

Então, os médicos sempre alertam que pessoas que são do grupo de risco, precisam fazer testes periodicamente. Isso porque, mesmo se estiver se sentindo bem, o vírus pode estar se replicando e estruindo toda sua imunidade. Portanto, o tratamento é importantíssimo, pois ele garantirá que o HIV não atinja o estágio 3. Atualmente, o vírus pode ser controlado com medicação chamada terapia anti-retroviral.

Sintomas de HIV na fase de Infecção avançada

Como já dito, pode levar algum tempo, mas, sem tratamento, o HIV vai acabar com o sistema imunológico da pessoa. Uma vez que isso aconteça, o vírus irá progredir para o estágio 3. Agora sim, este estágio é conhecido como AIDS ou SIDA (Síndrome da Imuno-Deficiência Adquirida) . A AIDS é o último estágio da infecção do vírus HIV. Uma pessoa nesta fase tem um sistema imunológico gravemente danificado, tornando-os mais suscetíveis a infecções oportunistas.

As infecções oportunistas são condições que o corpo normalmente seria capaz de combater, mas podem ser prejudiciais para as pessoas que têm o HIV. As pessoas que vivem com o HIV podem perceber que frequentemente sofrem de resfriados , gripes e infecções por fungos . Eles também podem experimentar os seguintes sintomas de HIV no estágio 3 :

  • náusea e vômito
  • diarreia depois de comer
  • diarreia com sangue
  • fadiga crônica
  • perda de peso rápida
  • tosse seca constante ou tosse com catarro
  • falta de ar
  • febre recorrente, calafrios e suor noturnos
  • erupções cutâneas, feridas ou lesões na boca ou no nariz, nos genitais ou na pele
  • inchaço prolongado dos gânglios linfáticos nas axilas, virilha ou pescoço
  • perda de memória, confusão ou distúrbios neurológicos

Dicas de prevenção do HIV

Centers for Desease Control and Prevention [1] estima que a partir de 2015, pelo menos 15% das pessoas que vivem com o HIV não sabem que estão infectadas. Nos últimos anos, o número de pessoas vivendo com HIV aumentou, enquanto o número anual de novas transmissões de HIV permaneceu razoavelmente estável.

É crucial estar ciente dos sintomas do HIV e fazer o teste se houver a possibilidade de ter contraído o vírus. Evitar a exposição a fluidos corporais potencialmente transportando o vírus é um meio de prevenção. As medidas preventivas que o órgão americano recomenda podem ajudar a reduzir o risco de contrair o HIV:

  • Use preservativos para sexo vaginal e anal. Quando usados corretamente , os preservativos são altamente eficazes na proteção contra o HIV.
  • Evite drogas intravenosas. Tente não compartilhar ou reutilizar agulhas.
  • Tome precauções. Sempre acredite que o sangue de qualquer pessoa pode ser infeccioso. Use luvas de látex e outras barreiras para proteção.
  • Faça o teste para o HIV. Fazer o teste é a única maneira de saber se o HIV foi transmitido ou não. Aqueles que testam positivo para o vírus podem obter o tratamento de que precisam bem antes dos sintomas de HIV surgirem. Ao mesmo tempo, podem tomar medidas para reduzir o risco de transmissão do vírus a outras pessoas.

 

Opinião médica:   Centers for Desease Control and Prevention [1]   Dr. Daniel Murrell [2]

Atenção: O material neste site é fornecido apenas para fins educacionais, e não deve ser usado para conselhos médicos, diagnósticos ou tratamentos. 


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