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Sintomas de câncer no estômago e seus estágios: como diagnosticar e tratar

Sintomas de câncer no estômago e seus estágios: como diagnosticar

Sintomas de câncer no estômago e seus estágios: como diagnosticar e tratar
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Os sintomas de câncer no estômago não ocorrem no início da doença, segundo o NCI (National Cancer Institute). Infelizmente, isso significa que as pessoas muitas vezes não sabem que algo está errado até que o câncer tenha atingido um estágio avançado. Um estudo sobre dados estatísticos de câncer no mundo, publicado na Cancer Journal for Clinicians [3], diz que as taxas de câncer de estômago são geralmente duas vezes mais altas nos homens do que nas mulheres

Sintomas de câncer no estômago




Alguns dos sintomas de câncer no estômago avançado são, de acordo com a Dra. Christina Chun [1], imunologista e oncologista da John Hopkins Bloomberg School of Public Health:

Como diagnosticar?

Como as pessoas com câncer no estômago raramente apresentam sintomas nos estágios iniciais, a doença geralmente não é diagnosticada até que esteja mais avançada.

Para fazer um diagnóstico, seu médico primeiro fará um exame físico para verificar se há alguma anormalidade. Eles também podem, então, solicitar um exame de sangue, incluindo um teste para a presença de bactérias Helicobacter pylori*. De acordo com estudo publicada na Cancer Epidemiology [2], essa bactéria é o maior fator de risco estabelecido para o câncer de estômago, seguido por histórico familiar e tabagismo.

Mais testes diagnósticos precisarão ser feitos se seu médico acreditar que você mostra sinais de câncer no estômago. Os testes de diagnóstico procuram especificamente tumores suspeitos e, da mesma forma, outras anormalidades no estômago e no esôfago. Esses testes podem incluir:

  • Endoscopia gastrointestinal alta;
  • Uma biópsia;
  • Exames de imagem, como tomografias computadorizadas e radiografias.

Estágios do câncer no estomago

Depois de diagnosticado o câncer, o médico determinará em qual dos seguintes estágios a doença está:

Estágio 0 (também conhecido como Carcinoma in Situ): O câncer encontrado apenas no revestimento interno da mucosa, ou camada mais interna, da parede do estômago é o primeiro estágio.

Estágio I: Dependendo de onde o câncer se espalhou, determina se o estágio I do câncer no estômago é um estágio IA ou um estágio IB. Assim, quando o câncer se espalhou completamente pela mucosa ou camada mais interna da parede do estômago é considerado estágio IA. Contudo, no estágio IB, o câncer se espalhou completamente através da camada mucosa da parede do estômago e, ao mesmo tempo, é encontrado em até 6 linfonodos próximos ao tumor.

Estágio II: Quando o câncer no estômago se espalhou:

  • Completamente através da camada mucosa da parede do estômago e, da mesma forma, é encontrado em 7 a 15 linfonodos próximos ao tumor; ou
  • Para o músculo ou camada mediana da parede do estômago e, ao mesmo tempo, encontrado em até 6 linfonodos próximos ao tumor; ou
  • Para a camada serosa, ou mais externa, da parede do estômago, mas não para os nódulos linfáticos ou outros órgãos.

Estágio III: Dependendo de onde o câncer se espalhou determinará se ele está neste estágio. Isso, então será confirmado se estiver atingido:

  • Camada intermediária da parede do estômago, é encontrada em 7 a 15 linfonodos próximos ao tumor; ou
  • A camada serosa, ou mais externa, da parede do estômago e, ao mesmo tempo, é encontrado em 1 a 6 linfonodos próximos ao tumor; ou
  • Órgãos próximos ao estômago, mas não aos nódulos linfáticos ou outras partes do corpo.
  • Camada serosa da parede do estômago e, da mesma forma, é encontrado em 7 a 15 linfonodos próximos ao tumor.

Estágio IV: O câncer recebe essa classificação quando se espalha para órgãos próximos ao estômago e para pelo menos um linfonodo. Ou, então, mais de 15 gânglios linfáticos e, ao mesmo tempo, outras partes do corpo.

Qual o tratamento?

Tradicionalmente, o câncer de estômago é tratado com um ou mais das seguintes opções:

  • Quimioterapia;
  • Terapia de radiação;
  • Cirurgia;
  • e, por fim, imunoterapia, como vacinas e remédios para dor no estômago;

Seu plano de tratamento exato dependerá da origem e do estágio do câncer. Ao mesmo tempo, a idade e saúde geral também podem desempenhar um papel importante. Além de tratar células cancerosas no estômago, o objetivo do tratamento é impedir que as células se espalhem. Dessa forma, quando não tratado, pode se espalhar para outras partes do corpo atingindo, pulmões, gânglios linfáticos, ossos e fígado, por exemplo.

Prevenção do câncer no estômago

O câncer de estômago sozinho não pode ser evitado. Em alguns casos, no entanto, os médicos podem até prescrever medicamentos que possam ajudar a diminuir o risco de câncer de estômago. Isso geralmente é feito para pessoas que têm outras doenças que podem contribuir para o câncer. No entanto, o estudo publicado na Cancer Journal for Clinicians [3], revela que as  principais estratégias de prevenção para o câncer de estômago incluem:

  • redução da ingestão de alimentos preservados
  • dieta balanceada e, igualmente, com baixo teor de gordura;
  • manter peso saudável
  • aumento do consumo de frutas e vegetais frescos
  • e, por fim, monitoramento da ocorrência e, ao mesmo tempo, eliminação de H. pylori usando antibióticos.

Seria interessante começar um teste de triagem precoce, sem mesmo sentir qualquer um dos sintomas de câncer no estômago. Este teste, decerto, pode ser útil na detecção da doença. Assim, o médico pode usar um dos seguintes testes de rastreamento para verificar se há sinais de câncer de estômago:

  • Exame físico;
  • Exames laboratoriais, como exames de sangue e urina;
  • Procedimentos de imagem, como raios-X e tomografia computadorizada;
  • E, por fim, estes genéticos.

Vocabulário

Helicobacter pylori: é uma espécie de bactéria que infecta a mucosa do estômago do ser humano. Muitas úlceras pépticas, alguns tipos de gastrite e de sintomas de câncer no estômago são causados por essa espécie de bactéria. 90% dos casos de câncer de estômago, a saber, parecem estar relacionados a essa bactéria.

Opinião médica: Dra. Christina Chun [1],  Artigos médico-científicos: Cancer Epidemiology [2],  Cancer Journal for Clinicians [3]

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