O que acontece no local onde um machucado está infeccionado?

14 junho, 2010

“Tive um pequeno corte no meu dedo, que ficou vermelho e agora está parecendo que vai sair um monstro de dentro dele. Tá cheio de pus e doendo pra C… O que acontece com nosso corpo para desenvolver essas reações? Phelipe Passos – Boynton Beach, Florida/Estados Unidos.

Ótima pegunta Phelipe! Pois bem, vou tentar explicar mais detalhadamente de forma simples por que o nosso corpo age assim. Vamos do início: Se, por exemplo, sofremos um corte com uma faca, as bactérias presentes na lâmina e no ambiente começam a penetrar em seu organismo (o mesmo pode ser considerado para um vírus da gripe, por exemplo) . Dentro do nosso corpo os microorganismos encontram um ambiente ideal para se reproduzir e, rapidamente, começam a se multiplicar. A reação do nosso organismo é imediata, a presença de um organismo estranho é um alarme geral que atrai para o local danificado um grupo especial de células do sangue – os glóbulos brancos ou leucócitos.

O processo inflamatório então se inicia. Os Basófilos e Mastócitos (que são tipos de leucócitos) liberam histamina, que aumenta a circulação sanguínea no local e assim a região fica avermelhada. Este aumento da temperatura no local ajuda a evitar a entrada de microrganismos sensíveis ao calor. A histamina também permite que os NEUTRÓFILOS  e  MACRÓFAGOS saiam da corrente sanguínea e vão para o tecido afetado, juntamente com o plasma, causando inchaço no local. Geralmente os neutrófilos são os primeiros a chegar no local atingido, isso porque ele está em maior quantidade no sangue e são os primeiros  a  sentir a presença do inimigo. São também chamados de “Kamikases”, pois “comem” (fagocitam) o inimigo até a própria morte, ou seja explodem de tanto comer!

Quando os neutrófilos não conseguem “dar conta do recado”, os macrófagos (monócitos grandões) são acionados e partem para o ataque. A fagocitose é muito lenta, e por isso eles vivem mais. Na região que sofreu o corte, onde macrófagos e neutrófilos estão fagocitando o inimigo, são verdadeiros campos de batalha. Ali nossas células de defesa e os microorganismos invasores se “engalfinham”. A guerra entre leucócitos e agentes invasores causa toda aquela reação de dor, vermelhidão. E no final de uma batalha, acabam morrendo sobre o campo de guerra microscópico.  Assim, o pus, líquido viscoso e branco-amarelado que encontramos, por exemplo, em espinhas e furúnculos, nada mais é do que estes restos.

Um célula de defesa fagocitando um protozoário. Gulosa!

Aqui uma garganta infeccionada. Resultado da luta entre macrófagos, neutrófilos e organismos invasores!

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Por que as pessoas formam um “galo” quando sofrem uma pancada na cabeça?

26 agosto, 2009

” Bati a cabeça na porta do armário e formou um galo enorme. Por que isso acontece? Quanto tempo demora para sumir? Quando ele some, para onde vai?”

DÚVIDA DE: J. A. (via: contato@diariodebiologia.com)

Boooooa pergunta, J.A.! O “Galo”, na verdade, é um tipo de hematoma formado sobre o osso do crânio. Quando tomamos batemos a cabeça, vasos sanguíneos que passam debaixo da pele se rompem e o sangue vaza. O vazamento pode gerar dois tipos de lesão: equimose (quando o sangue escorre entre os músculos e ossos) e hematoma (quando o sangue fica represado, como em uma bolsa).

Nas partes do corpo onde a pele fica muito próxima do osso (cabeça e canela, principalmente), a bolsinha de sangue faz a pele subir, formando um caroço. Isso por que é mais fácil empurrar a pele do que o osso. Naturalmente, o sangue é reabsorvido pelo organismo e o hematoma desaparece depois de alguns dias. Conforme o sangue é absorvido, o “roxo” do hematoma vai mudando de cor, graças à diminuição do nível de ferro no local.

Em casos extremos, quando o sangue não é absorvido naturalmente, o coágulo de sangue precisa ser extraído em cirurgia. Mas, para os médicos, “galo” é bom sinal: indica que o sangue não vazou para dentro do cérebro. De qualquer forma, caroços muito grandes e que demoram para abaixar devem ser avaliados por um médico, pois pancadas violentas podem rachar o crânio.

Apesar de doloridos, “galos” indicam que a pancada não foi das mais violentas! :(

Pessoal, tenho tentado responder a todas as curiosidade de vocês. Talvez eu demore demore um pouco, mas um dia sua dúvida será esclarecida. Tenho dado prioridade aos emails enviados para: contato@diariodebiologia.com, pois aqueles pedidos pelos comentários requer um pouco mais de trabalho, eles não ficam arquivados na caixa de entrada… Mas enfim, um dia serão respondidos! Beijos, obrigada pelas vistas, que andam aumentando a cada dia!

Karlla Patrícia  :wink:

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Os insetos não tem sistema nervoso? Eles não sentem dor?

26 abril, 2009

DUVIDA DE BABEE (comentário)

Eles tem sistema nervoso SIM, Babee. O sistema nervoso dos insetos é composto de um cérebro localizado na cabeça, e um cordão nervoso localizado ventralmente (a parte de baixo do inseto, que fica encostado no chão quanado ele anda), com gânglios em cada segmento. A comunicação das células nervosas é bem parecida com a nossa, elas se comunicam através das sinapses com ação de neurotransmissores, como a acetilcolina, e os impulsos são transmitidos através de mudanças na carga elétrica nas sinapses.

Se eles sentem dor? Bem, se entendermos que a dor pode ser um desconforto físico, eu diria que SIM, eles sentem dor. Se os insetos possuem terminações nervosas similares às que nós temos, é razoável supor que eles possuem algum tipo de percepção sensorial equivalente ao que nós chamamos de dor.

Além disso, perceba que os insetos são capazes de fazer uma aprendizagem de afastar de algo que lhe causa desconforto. Não podemos afirmar que essa dor é igual à nossa, uma vez que os homens têm um tipo de consciência diferente da dos insetos, é claro!

Os insetos possuem ainda mecanismos de bloqueio de dor diferentes e mais eficientes que os dos humanos. Graças a esses mecanismos, uma barata continua a andar mesmo depois de ter uma perna arrancada, se caso isso nos acontecesse, certamente perderíamos a consciência ou morreríamos.

Se fossemos como os insetos, ao arrancarem uma de nossas pernas continuaríamos andando em direção ao hospital sem pegar se quer uma carona. Realmente não dá para comparar, não é?

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:whistle: Pessoal, muita calma nessa hora! Estou com cerca de 80 perguntas do visitante curioso para responder. Vai demorar, mas todos serão atendidos! Beijocas… :love:

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Síndrome Riley-Day – Insensibilidade à Dor

14 janeiro, 2009

Esta é uma doença bem curiosa, trata-se de uma ausência congênita de sensibilidade à dor. Acontece devido a uma mutação num gene encarregado da síntese de um tipo de canal de sódio que se encontra principalmente em neurônios encarregados de receber e transmitir o estímulo doloroso, ou seja, quem possui a doença não sente dores de forma alguma.

Isso mesmo!!! São pessoas normais quanto ao tato, ao frio, ao calor, pressão e “cosquinhas”. No entanto, diante de qualquer ato que em pessoas normais provocaria dor (como fincar uma agulha, levar um beliscão) não provoca nenhuma sensação dolorosa. Como consequência disto, costumam morrer mais jovens por traumatismos e lesões ao não sentir nenhum dano. Devem estar sempre sob o cuidado dos olhos quando crianças para que não se machuquem eles mesmos.

É um transtorno hereditário que afeta a função de nervos ao longo de todo o corpo. Os sintomas estão presentes ao nascimento e piora ao longo do tempo. Temos poucos casos documentados apenas nos Estados Unidos, provavelmente devido a dificuldade no diagnóstico.

Atualmente, um recém-nascido com síndrome de Riley-Day tem 50% de chance de se chegar a 30 anos.

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Como surgem as aftas na nossa boca?

11 dezembro, 2008

Não tem coisa mais incomoda do que uma afta, não é? Bem , mas na verdade, ninguém sabe ao certo como aparece uma afta. Alguns especialistas dizem que ela pode ser resultado de uma doença auto-imune, quando o próprio organismo produz substâncias que atacam a mucosa da boca e levam à formação da ferida. Outros acreditam que a afta também pode ser provocada pela ação de um vírus. Além de tudo isso, existem suspeitas que a afta pode ser desencadeada pelo consumo excessivo de alimentos muito condimentados ou ácidos, pelo estresse ou até mesmo pela proximidade da menstruação nas mulheres.

Podemos ter dois tipos de afta: minor e major. A primeira é mais freqüente e atinge apenas a superfície da mucosa da boca. Desaparece em mais ou menos dez dias e não deixa marcas. Já na afta major, a ferida é maior, mais dolorida e leva até um mês para sumir. Para completar, deixa cicatrizes brancas na mucosa. Apesar de todas as dores que provocam, não há nada que possa ser feito contra esse incômodo – não existem remédios específicos para combater as aftas, só algumas pomadas que aliviam a dor.

Atenção!!! Para aqueles que acham que o Bicarbontato de sódio é um “santo remédio”. Na verdade este sal serve apenas para diminuir a dor, pois destrói as células nervosas responsáveis por ela, porem destrói também, os tecidos saudáveis da mucosa fazendo com que a afta demore ainda mais a desaparecer.

Mas o que acontece?
1. A pessoa começa a ter uma sensação de queimação e surge uma área avermelhada na gengiva ou na língua
2. Quatro dias depois, surge uma ferida coberta por uma membrana branco-amarelada, e circundada por um halo vermelho
3. A ferida rompe a derme e atinge o tecido conjuntivo, que é irrigado por vasos nervosos – e aí vem a dor

As aftas podem demorar até um mês para desaparecer

Fontes: Revista mundo estranho, wikipédia

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Categoria: Curiosidades

Postado por Karlla Patrícia

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Qual o caminho da dor no nosso corpo?

28 setembro, 2008

Imagine que você está andando num campo cheio de flores coloridas, numa grama verdinha, borboletas brincam com as flores (ai que bom, né?)… você está sorridente, tira os sapatos para sentir a natureza e sai correndo do meio das flores feliz da vida…. e então… então… surge uma pedra no meio do caminho e você dá uma violenta “topada” com o dedão  (aiiii!! que dor!!!).

 Saiba que, desde o momento que você deu a topada na pedra até o momento de sentir a dor, várias reações acontecem em seu corpo (parece instantâneo, mas não é!)… O choque da topada afeta algumas células naquela região e essas imeditamente liberam substâncias que carregam  a mensagem da dor para o neurônio primário que ligam a periferia (nesse caso,  o dedão do pé) à medula espinhal. As substâncias que atuam no neurônio primário  fazem com que ele mande a mensagem dolorosa para o neurônio secundário parte da medula espinhal levando a mensagem para o cérebro… Só aí é que você percebe que há dor… e então solta aquele: “Aaaaaaaai!!!” ou “*&°§@*?+#”.

 O legal disso tudo é que o próprio organismo tem maneiras de controlar a dor, produzindo endorfinas (ufaaa!!) que atrapalham a comunicação entre o neurônio primário e secundário, impedindo que a mensagem dolorosa chegue ao cérebro… Mas infelizmente essas substâncias nem sempre evitam a dor, e aí não tem jeito… Tem mesmo que tomar análgésicos que impedem que as substâncias mensageiras da dor sejam liberadas e atuem sobre os neurônios primários, ou então, na medula espinhal e no cérebro evitando que a mensagem de dor seja transmitida.

De quem é culpa da dor que você sentiu quando deu uma “topada” na pedra? Da substância que libera a mensagem da dor? Do neurônio primário? Do neurônio secundário? Do cérebro? Da falha das endorfinas?

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Categoria: Curiosidades

Postado por Karlla Patrícia

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