Por que os insetos são atraídos pela luz artificial?

16 maio, 2010

“Sempre quis saber por que os insetos se debatem contra a luz das lâmpadas. Qual a explicação pra isso?” Vinicius Assis

“Minha sala fica cheia de insetos a noite? Eles se matam indo direto pra luz quente. Por que eles se matam dessa forma?”
Maria Clara Monteiro

Ótima pergunta Vinícius e Maria Clara! É muito comum vermos insetos indo contra a luz como se estivessem hiponitizados e muitas vezes morrem ali mesmo sem ao menos saber por quê. Na verdade existem diversas especulações defendidas por uma série de idéias e propostas dos cientistas. Mas podemos dizer que isso acontece principalmente porque os insetos usam a luz para se orientar.

Como sabemos os insetos já existem a milhões de anos, muito antes da existência dos seres humanos. Assim, os cientistas acreditam que os insetos com hábitos noturnos (que voam à noite) também evoluíram nesta época quando os seres humanos não existiam e muito menos a luz artificial. A única luz que eles tinham durante a noite, era a luz da lua. Assim, eles instintivamente seguiam a luz da lua com a intenção de voar em linha reta. Este comportamento era muito útil para que eles pudessem navegar no escuro. É um instinto, ou seja, até hoje, eles fazem isso sem pensar, pois ao longo de milhões de anos seus ancestrais já seguiam a luz e nunca houve problemas de colidir com nada artificial.

Hoje, no entanto, os insetos voam para uma luz artificial até colidir com ela e isso, muitas vezes, é mais forte que a própria vida. Eles não podem evitar, faz parte do seu instinto que foi cuidadosamente desenvolvido como uma ferramenta de navegação a noite. Poderíamos arriscar em dizer que se tivéssemos mais alguns milhões de anos de evolução com a luz artificial sempre presente, certamente os insetos dariam um jeito de enganar este instinto, mas infelizmente, hoje eles não podem!

A reação à luz é chamada de fototropismo. E os insetos são mais facilmente atraídos por cumprimento de onda curta, como o azul e violeta.

Os entomologistas (pessoas que estudam insetos) utilizam a luz como estratégia para coletar insetos noturnos. [Foto: uma coleta noturna com o pessoal do museu. Os artistas são Eduardo e Rodrigo!]

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Categoria: Visitante Curioso

Panchlora: Que bicho é esse?

6 maio, 2010

“Estava em casa quando achei esse bichinho verde. Eu até pensei que fosse uma espécie de barata verde porque parece bastante. Será que é uma barata mesmo? Você sabe?” Naira

Imagem enviada pela Naira!

Naira, ela não parece com uma barata. Essa coisa fofa É UMA BARATA! Este é um exemplar da ordem Blattodea, da família Blaberidae. Esta parece ser a  Panchlora nivea que foi descrita a muito tempo por Linnaeus em 1758.

É uma baratinha charmosa de clima preferencialmente tropical ou subtropical. As fêmeas são quase sempre maiores que os machos, elas podem medir até 2,4 cm enquanto os machos medem de 1,2 a 1,5 cm. É uma excelente voadora. Possuem uma coloração verde, com uma linha amarelada correndo pelos lados. Mas as ninfas (as espécies jovens) são na cor marrom ou preta.

Geralmente é uma espécie de jardim e raramente é encontrado dentro de casa e, por causa disso não é considerada uma praga. Os adultos muitas vezes podem ser encontrados em arbustos, árvores e plantas. Os jovens podem ser encontrados sob troncos e outros detritos. São espécies que atraem por luzes brilhantes e é principalmente uma espécie noturna.

Muitas pessoas costumam tratá-la como barata de estimação, devido a sua cor bonita esverdeada e pelo fato de não ser uma espécie que vive em interiores.

Ai que coisinha mais lindaaaa!!!!
Linda!
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A vida da abelha rainha na colméia

28 abril, 2010

Sem nenhuma dúvida, a rainha é a peça mais importante e o centro das atenções dentro de uma colméia. Ela é a “manda-chuva” que coordena a harmonia dos trabalhos da colônia e também a reprodução da espécie. É fácil diferenciá-la numa colméia, pois ela é quase o dobro do tamanho das operárias, mas é difícil conseguir vê-la, até porque cada colméia com milhares de abelhas só uma única rainha.

As rainhas vivem cerca de 5 anos e é a única fêmea ativa para reprodução.  Além disso, ela é responsável pela “boa convivência” na colméia. Através de hormônios produzidos – os feromonios – ela coordena o funcionamento na colméia. É como se ela transmitisse ordens para suas operárias através de um sinal químico. Esse hormônio também evita que as operárias amadureçam sexualmente e se tornem rainha. É por isso que na colméia só existe uma única rainha. Na verdade, ela é uma operária que pode se reproduzir e não deixa nenhuma outra ser como ela.

Para nascer uma rainha, a rainha mãe (já velha e cansada) põe o ovo numa célula especial, construída pelas operárias, chamada de célula da rainha (veja foto). O local é considerado especial, a rainha que está sendo criada, enquanto larva recebe atenção especial sendo alimentada pelas operárias com a geléia real – riquíssimo em proteínas, vitaminas e hormônios sexuais. Esta “superalimentação” fará com que ela se torne diferenciada das operárias. A geléia é o único e exclusivo alimento da abelha rainha, durante toda sua vida (chique, não???).

A nova rainha leva pelo menos 15 dias para nascer e, assim que nasce, é acompanhada de “paparicos” por várias operárias, que garantem sua alimentação e seu bem-estar. Logo que se sente forte, ela começa a fazer vôos de reconhecimento em torno da colméia, se preparando para o tão importante vôo nupcial quando será fecundada pelos zangões. Os zangões são os únicos machos da colméia, sua função é somente fecundar a rainha.

No grande dia, geralmente um dia quente e ensolarado, a rainha escolhe dias quentes e ensolarados, sem ventos fortes, para realizar o vôo nupcial. Assim que inicia o vôo, a rainha virgem libera hormônios que deixarão os zangões loucos. Somente os zangões mais fortes e velozes conseguem alcançá-la para a cópula. Geralmente cerca de 10 zangões conseguem consumar o ato, mas certamente morrem, pois seus órgãos genitais ficarão presos no corpo da rainha e esta continuará a copular com quantos zangões forem necessários para encher de esperma a sua bolsa especial chamada espermateca.

Esse é o único vôo que a rainha faz em toda sua vida. Ela só sairá da colméia se o enxame se mudar e ela precisar fazer postura de um ovo para uma nova rainha em outro local. Ela nunca mais fará cópula. Todo esperma coletado neste dia, servirá para fecundá-la durante toda sua vida. Ao voltar para a colméia, é alimentada e cuidada de muita atenção pelas operárias. Se neste trajeto de volta para casa ela morrer, por alguma razão, a colméia inteira está condenada ao fim. Após o vôo nupcial, a vida da rainha se resume a colocar ovos para formação de novas operárias e liberar hormônios para a coordenação e orientação da colméia.

Aqui operárias construindo um casulo real para o nascimento de uma nova rainha!

Aqui a célula real já pronta e provavelmente com uma rainha sendo criada.

A rainha (centro) sendo paparicada por várias operárias.

Aqui a abelha rainha em uma de suas tentativas de cópula com o pobre zangão!

A rainha linda com o abdome bem expandido… A natureza é 1000!

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O ciclo de vida impressionante da libélula!

18 abril, 2010

Uma libélula vive até quatro anos, porém o tempo de vida adulto é muito curto. Existem três fases do ciclo de vida libélula, o ovo, a ninfa e o adulto. A maior parte do ciclo de vida de uma libélula é vivida no estágio de ninfa e raramente podemos acompanhá-lo, a menos que você esteja nadando debaixo d’água em um lago ou lagoa, com os olhos abertos, é claro!

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O macho e a fêmea de libélula copulam enquanto estão voando. Uma vez fecundada a fêmea deposita seus ovos em uma planta na água, caso não exista uma planta por ali, ela simplesmente deixa os ovos caírem na água. Tenho certeza que a maioria das pessoas já viram uma libélula encostando a “bundinha” na água. Pois, neste momento ela está depositando seus ovos.

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Quando os ovos eclodem libélula, o ciclo de vida da larva começa como uma ninfa (uma libélula adolescente, feia). A ninfa se parece com uma pequena criatura alienígena (veja a foto). Elas não tem asas e vivem na água durante muito tempo passando por vários estágios de desenvolimento. Este estágio de vida pode durar até quatro anos para ser concluída. Até lá, as ninfas devoram tudo que é animalzinho que verem pela frente: larvas de peixe, girinos, larvas de mosquitos e por aí vai…

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Assim que a ninfa está totalmente desenvolvida, chega o momento de sair da água para a metamorfose. Para isto, ela rasteja e escala o caule de uma planta ali perto da água. A ninfa adere sua pele no caule por onde fica até que o adulto resolva emergir. Neste tempo ela se mantém muito quieta, não come e não se mexe.

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O jovem resolve deixar aquele corpo de alienígena, ele “quebra” a casquinha e vai deixando o corpo antigo para trás. É um momento fabuloso. A pele que a ninfa deixa para trás é chamado de exúvia e não é muito difícil encontrar essa casquinha ainda preso ao caule, perto de um local de água doce.

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Quando a libélula deixa a exúvia, ela ainda se mantem ali esperando que o contato com o ambiente se ocupe em secar suas asas. Logo que estão prontas, ela já sai a procura de alimento e de um companheiro. Uma vez que a libélula encontra um companheiro o ciclo recomeça. Os adultos de vivem somente cerca de dois meses.

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As libélulas são chamadas também de dragonfly, que quer dizer MOSCA DRAGÃO. Adoro esse nome!

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Este post foi sugerido por uma leitora através de email:

Certa vez vi num canal de TV o ciclo de repordução da libélula, foi um vídeo muito interessante e lindo! Mostrou que os ovos são colocado na água durante um tempo e… Poxa! como eu queria ver todo esse processo ou pelo menos lê como tudo ocorre novamente…

Greice Santana

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Categoria: Curiosidades - Animais

pentatomídeo: Que BICHO é esse?

14 abril, 2010

“Gostaria de saber o que são esses bichinhos que encontrei em uma parede perto de casa. Uns 2 dias antes da foto eram umas bolinhas laranjas que pareciam ovos de algum inseto, estavam em volta dessas bolinhas brancas da foto. Quando voltei dois dias depois para tirar as fotos eles estavam assim.” Alfeu

Karlla, quem são esses bichinhos?” Grasi Welter

Foto enviada pelo Alfeu

Foto enviada pela Grasi Welter

Que coincidência! Dois leitores do Diário de Biologia fotografaram o que parece ser o mesmo bichinho, ou pelo menos a mesma família. Pois bem, Alfeu e Grasi, as fotos que vocês enviaram parecem ser de um grupo de percevejos recém-eclodidos (acabaram de nascer do ovo). Pela definição das fotos será difícil reconhecer a espécie e saber mais detalhes, mas são insetos da ordem hemiptera, sub-ordem heteroptera e existe uma grande chance serem membros da família pentatomidae.

O que eu poderia dizer sobre os pentatonídeos? Bem, eles são reconhecidos por possuírem uma placa  triangular no dorso do tórax (vejam foto do adulto abaixo). As pernas são finas e sem espinhos. O corpo geralmente tem uma forma de escudo. Alguns podem ser bem coloridos, mas geralmente são marrons ou verdes. Algumas espécies podem ter aquela glândula fedida de cada lado do tórax, quando adultos, entre o segundo par de perna, que libera um cheiro horroroso quando são importunados. Quando são ninfas não possuem asas e as glândulas odoríferas estão no dorso do tórax.

Os ovos são colocados geralmente em grupos bem coladinhos uns ao outros e numa planta hospedeira, mas não é incomum vê-los em cortinas e cantinhos dentro das nossas casas. As ninfas fazem pelo menos cinco mudas (metamorfoses) até se tornarem adultas. As mudas de inseto são chamadas de ecdises e servem para trocar a pele antiga para outro novo e maior para poder crescerem. É como se “trocassem de roupa”. Assim que eclodem, passam a primeira fase (às vezes até mais de uma fase) junto da casca do ovo até que mudem de o tegumento novamente e então, se dispersam em busca de alimento. A maioria dos percevejos são fitófagos – se alimentam de plantas – embora alguns sejam predadores de outros insetos.

As figuras abaixo, não necessariamente representam a mesma espécie enviadas pelo Alfeu e pela Grasi. São exemplos de uma espécie da mesma família.

Um membro da família Pentatomidae. Reparem no triângulo no dorso (costas) e o corpo em formato de escudo… Fofíssimos!

Coisinhas fofas! Bebês de percevejo.

Mais bebês pentatomídeos… cute! :kiss:

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FONTE: STUDY OF THE INSECTS – BORROR&DELONGS

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Categoria: Que bicho é esse?

Lista dos 5 MAIS… Besouros mais incríveis!

8 abril, 2010

1- BESOURO ROLA-BOSTA, o mais nojento: Fazem uma bolinha de esterco (cocô, mesmo!) de pelo menso 5 milímetros de diâmetro. Rolam esta bolinha até encontrar um lugar legal para enterra-la. A bola de cocô serve de alimento para o Rola-bosta, e a fêmea coloca seus ovos sobre a bolinha fedida para que suas larvas tenham o que comer quando nascerem… Ecaaa!!!!

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2- BESOURO RINOCERONTE, o mais forte: Ele parece mesmo um rinoceronte. Os machos tem um chifre enorme que usa para lutar na disputa da fêmea. O vencedor pode copular com a fêmea. Ele suporta 850 vezes seu próprio peso, seria o mesmo que se um homem adulto levantasse quase 60 toneladas. Caramba!

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3- BESOURO BOMBARDEIRO, fabrica uma bomba: Produz uma substância altamente tóxica e ácida capaz de provocar queimaduras dolorosas até mesmo nos seres humanos. A bomba sai de glândulas no final do abdome e em algumas espécies faz um som “poc!” que dá até pra ouvir.

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4- BESOURO TITANUS, o maior do mundo: Vive na Amazônia e pode medir cerca de 22 centímetros e pesar até 70 g. Além o maior besouro do mundo, é o inseto mais pesado e o maior inseto voador.

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5- BESOURO GIRAFA, o mais esquisito: Possui parte do tórax muito longo, parecendo um pescoção. São insetos comuns em Madagascar, na costa africana, e só o macho tem o pescoço longo. Na época de reprodução eles enrolam folhas para que as fêmeas depositem os ovos.

——————-FONTE: REVISTA RECREIO——————
——————-FONTE: STUDY OS THE INSECTS – BORROR&DELONG——————
Minha colaboração na matéria da revista Recreio com o mesmo assunto:
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