Por que o ataque da água viva dói tanto?

9 março, 2010

“Minha dúvida é sobre as águas vivas, por que dói tanto? O que fazer quando somos atingidos por elas? Uma delas me pegou do joelho pra baixo nas duas pernas e esta me queimando, não sei o que fazer. Vim para teu site que já sou fã há muito tempo, mas não tem nenhum post com o assunto. Muito obrigado pelas ótimas informações.”
Roberto

Olá Roberto. Que má sorte, hein? Realmente o ataque da água viva é muito doloroso e parece que nada amenizar o ardor que causa. Como são bichos muito sensíveis, obviamente que necessitam de alguma estratégia para se livrar do inimigo.

Águas vivas, hidras, medusas, anêmonas, corais e caravelas são todos invertebrados do filo dos cnidários - ou celenterados - um grupo bem primitivo em comparação com os demais animais. As águas-vivas e as medusas mais exatamente, são celenterados da classe Scyphozoa. Este grupo é, muitas vezes, uma ameaça para banhistas e pescadores, podendo ocasionar “queimaduras sérias”. Mas por que isso acontece?

Bom, para se proteger e também conseguir alimento, a natureza proporcionou uma vantagem: em seus tentáculos sempre posicionados ao redor da cavidade digestiva - que nem podemos chamar de boca, devido à quanto rudimentar ela é. Tais tentáculos são preenchidos por milhares de células especiais os cnidoblastos, dotadas de uma cápsula - chamada nematocisto - que contém toxinas e um filamento inoculador. Esta reação só acontece ao contato, pois o cnidoblasto, quando estimulado, provoca a abertura da tal cápsula que expulsa o filamento inoculador, descarregando suas toxinas sobre o inimigo ou sobre sua a presa.

São milhares de células inoculando toxinas ao mesmo tempo. Mas o perigo está apenas nos tentáculos. Estes bichos não possuem nenhum perigo quando tocados na parte de cima - que aprece um guarda-chuva - lembra daquela cena do filme Procurando Nemo (foto), quando os peixinhos saem pulando sobre as águas vivas e não sofrem nenhuma queimadura, até que a Dori acaba sendo tocada por um tentáculo? Pois é, é exatamente isso, somente os tentáculos oferecem perigo.

xD  Cena do filme Procurando Nemo: Que medo dos tentáculos!

Lindas!

Aqui conseguimos ver os pontinhos nos tentáculos, provavelmente as células urticantes!

—————–FONTE: INVERTEBRATES / BRUSCA&BRUSCA—————–

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Por que as pimentas ardem?

5 março, 2010

Eu como boa mineira adoro uma pimentinha na comida, mas por que as pimentas são ardidas? É verdade que as galinhas podem comer pimentas que não sentem ardência? Aproveito para parabenizar pelo trabalho no site.
Lucimara Lacerda - Belo Horizonte/MG

Também adoro pimenta, Lucimara… E esta ardência foi uma forma que a Mãe Natureza arranjou para preservar as pimenteiras, ou seja, é uma forma de defesa contra os animais que podem atrapalhar sua reprodução e uma forma de atrair aqueles que ajudam. Essa é uma história curiosa, mas as pimentas ardem apenas na língua dos mamíferos. Vamos entender isso melhor!

As pimentas possuem uma substância chamada CAPSAICINA. Essa substância de nome estranho não tem cheiro nem sabor, mas estimulam as células receptoras da boca e da garganta, produzindo aquela sensação de ardor. A capsaicina  é produzida por glândulas localizadas na placenta da pimenta que são aquelas partes brancas no interior da pimenta que descem no centro e nas paredes laterais da mesma, onde ficam grudadas as sementinhas. Por estarem sempre muito próximas a placenta, as sementes são geralmente ardidas também.

Mas para que a pimenteira produz essa substância? Bem, o ardor da pimenta é uma estratégia fantástica  para evitar a ação dos predadores, o que atrapalhariam sua reprodução. Alguns mamíferos são atraídos por frutos com a coloração viva como vermelho, amarelo e laranja, só que  estes animais atrapalham os planos das pimenteiras, pois a passagem pelo trato digestivo torna a germinação das sementes de pimenta impossível. Os mamíferos são muito sensíveis a capsaicina e geralmente evitam atacar as pimenteiras.

Não só as galinhas, mas as outras aves não possuem receptores para capsaicina, ou seja, não sentem o ardor que esta substância causa. Assim, podem se fartar de pimentas de todos os níveis de ardência. Isso é muito bom para as pimenteiras pois suas sementes não são destruídas quando passam pelo trato digestivo das aves e então além de garantir o “rango” elas também ajudam a espalhar sementes de pimenteiras.

Os seres humanos, como todo mamífero são sensíveis a capsaicina, mas encontraram uma forma de fazer do ardor um importante aliado a culinária de diversos povos.

A substância que causa a ardência da pimenta fica numa região que chamamos de placenta!

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Por que lacrimejamos ao bocejar?

3 março, 2010

Reparei que toda vez que eu bocejo, sai lágrima nos meus olhos.. Por que isso acontece?
Raliane Mendes

Isso é verdade Raliane. Sempre que bocejamos não só a lágrima como a nossa salivação aumenta. O bocejo acontece sempre que estamos cansados, entediados ou sonolentos. Nessas situações nosso metabolismo diminui, isso faz com que  a circulação sanguínea diminua, baixando também a concentração de oxigênio no organismo, inclusive no cérebro. O bocejo é um mecanismo de alerta.

No momento em que inalamos uma grande quantidade de ar, isso acelera a circulação sanguínea e aumenta a concentração de oxigênio, principalmente no cérebro. Quando isso acontece, é como se “carregasse” a energia em nosso corpo, por alguns instantes, melhorando nossa atenção e nos deixando mais despertos.

Quando o bocejo é necessário e bocejamos, os principais músculos da nossa face se movimentam provocando uma espécie de contorção facial. Todo processo envolve uma grande pressão muscular sobre as glândulas lacrimais e salivares provocando lágrimas e aumento da salivação. O resultado é lágrima e saliva em um momento em que não seriam necessários.

:o  O bocejo movimenta os músculos da face e comprime as glândulas lacrimais e salivares!

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O que determina o momento do parto?

1 março, 2010

“O que determina o momento do parto? Como o bebê sabe que já é hora de nascer?”

Fernando Gottlieb

Fernando, realmente é estranho, mas ao mesmo tempo surpreendente. O bebê passa ali 9 meses e de repente resolve que chegou a hora de nascer, o útero começa a contrair e o parto acontece. Como o bebê, sabe que “chegou a hora”? Pois é, o momento certo do parto é regulado através de hormônios principalmente, produzidos pela mãe. O principal é chamado de ocitocina que regula todo o processo de contrações uterinas. No começo da gravidez a produção de ocitocina acontece, mas o útero não possui receptores para este hormônio, é por isso que o bebê passa todo o tempo se desenvolvendo sem que as mães tenham as contrações fora de hora.

Estes receptores de ocitocina vão aparecendo gradativamente no decorrer da gravidez. Assim que todos os receptores necessários estão ali e se ligam as ocitocinas e desencadeia as contrações, acaba ocorrendo o estímulo do útero para produção de outro hormônio chamado prostaglandinas. Sem a produção destes hormônios, não haverá a adequada dilatação do colo do útero e o parto poderá não progredir normalmente.

Não se sabe ao certo o que realmente desencadeia o trabalho de parto, mas sabe-se que, quando o hipotálamo - região do cérebro responsável determinar processos metabólicos) do feto alcança certo grau de maturação, estimula a hipófise fetal a liberar hormônios que estimulam a placenta a secretar mais protaglandinas. Estas promovem contrações da musculatura lisa do útero.

O interessante é que todo o trabalho de parto é ordenado por ações hormonais. Outros hormônios também agem em todo processo: relaxina (aumenta os receptores de ocitocina no útero), estrogênio (aumenta o grau de contratilidade uterina)… Ainda não se conhecem os fatores que realmente interferem no trabalho de parto, mas uma vez que ele tenha iniciado, há um aumento no nível de ocitocina, elevando muito sua secreção, o que continua até a expulsão do feto.

Bom, mas quando uma gravidez já alcançou 9 meses e o bebê já está amadurecido mas a mãe não sente nenhuma contração. Os médicos costumam injetar uma ocitocina sintética que ajuda a acelerar o trabalho de parto. Mas o corpo também produz outras substâncias inibitórias. A progesterona, por exemplo, mantém seus níveis elevados durante toda a gravidez e isto inibe as contrações uterinas, pois bloqueia sua resposta a ocitocina e as prostaglandinas.

O momento do parto é desencadeado através de hormônios!

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Por que temos cinco dedos nos pés e nas mãos?

23 fevereiro, 2010

“Por que na evolução nos desenvolvemos 5 dedos? Não seria perfeitamente possível viver somente com 4 ou 3? Afinal, o dedinho do pé por exemplo (parece que) não serve pra nada… ”
Carol Hanada

Carol, essa é uma longa e complicada história e nada do que for dito aqui, pode realmente ser considerado como uma “Teoria da Evolução”. Alguns cientistas acreditam que há milhares e milhares de anos atrás, o primeiro vertebrado (antes aquático) que conseguiu respirar em terra firme tinha este padrão (5 dedos). Desde então, acredita-se que este se tornou o padrão original de todos os bichos com vértebras que colonizaram a terra firme, e são chamados de tetrápodes, inclusive os seres humanos.

O interessante é que nem sempre foi assim. Nosso possível ancestral (estou falando de pelo menos 360 milhões de anos atrás) não tinha cinco dígitos. O Ancanthostega, por exemplo, foi uma criatura desde tempo que possuía 8 dedos nas patas, no entanto, eram adaptadas para o ambiente aquático e se por acaso este animal fosse viver na terra, suas patas com 8 dedos jamais sustentariam o corpo pesado pois, elas só serviam mesmo para nadar.

Possivelmente, este padrão de 5 dedos só surgiu mesmo 10 milhões de anos depois (350 milhões de anos atrás), no começo do período carbonífero. Os estudos fósseis indicam que este padrão está diretamente associado a patas voltadas para frente, adaptadas a locomoção em terra firme e combinando flexibilidade com estabilidade. Outra razão para este padrão de 5 dígitos, pode ser por nossos ancestrais aquáticos terem perdido as membranas entre os dedos exatamente para viver em terra firme. Fora da água existe a necessidade de controlar cada dedo individualmente. Mas tudo isso, envolve muito estudo e especulação!

E não pense que nosso dedo “mindinho” do pé não serve para nada, na verdade ele faz parte de um processo evolutivo que determinou que seu tamanho quase insignificante fosse ideal para o equilíbrio no nosso corpo. Parece estranho dizer isso, mas se uma pessoa tiver o dedo mindinho amputado seu equilíbrio corporal pode sofrer sérios danos.

Agora, a presença de um dos nossos dedos terem se transformado no polegar, já é outra história que envolve também uma história de milhares de anos atrás envolvendo os primatas. Ou seja, os ancestrais dos macacos, e nossos ancestrais. Essa vale outro post!

:o Temos cinco dedos porque há 350 milhões de anos o primeiro tetrápode terrestre tinha 5 dedos!

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Tive o prazer de assistir um Seminário sobre Darwin oferecido pela UFRJ, onde por coincidência houve uma palestra exatamente com este tema: por que temos 5 dedos!   :lol:  Karlla Patrícia

FONTE

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Por que arrepiamos?

19 fevereiro, 2010

“Karlla, eu acho o Diário de Biologia um dos sites mais “gostosinhos” de ler. As respostas e perguntas que você mostra são muito interessantes. Não sou Biólogo, trabalho com informática, mas me identifico muito com seus textos. Tenho uma pergunta: Por que, para que a gente arrepia?
Marco Antônio, Analista de Sistemas

:lol: Boa pergunta, Marco! De onde vem o arrepio… A resposta é simples: Embora não tenhamos mais muito pêlos pelo corpo (como nossos ancestrais), nós ainda mantivemos o mesmo sistema neuronal que eriçava os pêlos dos nossos ancestrais para protegê-los do frio.

Os animais peludos (ou cheios de penas) eriçam essas estruturas como uma estratégia para aumentar o “colchão de ar” que recobre o corpo e assim, manter o seu calor. Como assim? Bem, o colchão de ar, é o espaço entre os pêlos eriçados e o corpo do animal. Quando os pêlos estão eriçados o calor produzido pelo corpo fica mais tempo retido e assim, é mais fácil para o animal peludo ficar mais quentinho.

Os pêlos são eriçados, graças a inervação de uma musculatura que envolve a base de cada pelinho. Quando o frio causa um estresse suficiente para que nosso sistema nervoso responda, esses músculos se contraem e então os pêlos ficam eriçados.

Mas e o arrepio, de onde vem? Na verdade, quando arrepiamos, estamos fazendo a mesma coisa que os animais quando eles eriçam os pêlos. O que acontece é que nossos pêlos são mais finos e curtos e com a contração dos músculos a base dos pêlos fica mais evidente, formando aquelas “pelotinhas na pele”.

E então pessoal, com a evolução nós seres humanos perdemos os pêlos fartos, mas continuamos com a capacidade de buscar diminuir a perda de calor eriçando os pelinhos curtos e finos que temos, por isso arrepiamos. Na falta de pêlos, é obvio: um agasalho ajuda muito!

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FONTE: MUNDO ESTRANHO, HOWSTUFFSWORKS

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Por que os cachorros ficam grudados quando estão acasalando?

17 fevereiro, 2010

“Por que quando os cachorros estão cruzando às vezes eles ficam grudados pelo rabo?”
Ítalo

Itálo, o acasalamento dos cachorros é bastante estranha, não é? Este comportamento de ficar “grudados” dando impressão de dor e desconforto é uma das fases do acasalamento. Os cães possuem, obviamente, uma anatomia do pênis e da cérvix bem diferenciada de nós humanos. Vamos entender melhor como isso funciona.

Os cães machos possuem uma espécie de “bulbo” próximo a base dos testículos, chamado de “bulbus glandis“. Quando ocorre a ereção peniana, este bulbo é preenchido com sangue e isto fará com que ele aumente o seu volume. As cadelas possuem uma cérvix que é praticamente plana e possui uma “fossa”, na qual o “bulbo” peniano irá se encaixar. O processo de preenchimento sanguíneo do bulbo ocorre já no interior da vagina da cadela.

Uma vez com o bulbo inchado, é praticamente impossível que o pênis seja retirado da vagina. Parece ser uma situação desconfortável, mas tudo tem uma razão biológica de ser! Os cães machos possuem uma ejaculação por “gotejamento”, ou seja, eles liberam o esperma parceladamente, e podem demorar (dependendo da espécie) cerca de 30 minutos naquela posição estranha, conhecida como “grudar”, “colar” ou “engatar”. Esse grude na hora da cópula parece ser uma forma de minimizar as perdas de esperma e garantir a fecundação.

Na fase final da cópula, ocorre um movimento de rotação do macho sobre a fêmea, ficando juntos pela região caudal e virados para direções opostas, fase em que a ejaculação acontece.  Como o término o bulbo se retrai deixando os cães livres para se separar. E aí, é só aguardar a gravidez da cadela!

:o Os cães podem ficar grudados por mais de meia hora até que a cópula termine!

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Para que serve a vesícula biliar e como se formam as pedras na vesícula?

11 fevereiro, 2010

“Meu pai foi internado às pressas com dores abdominais e os médicos descobriram pedras na vesícula. Ele teve de ser operado às pressas para retirada dessa vesícula que tava inflamada causando muita dor. E agora ele está sem vesícula. Para que serve a vesícula e por que as pessoas têm pedras? É alguma coisa que comeu?”
Marília S. Garcia - São Gonçalo/RJ

Muito bem Marília, vamos entender primeiro “o que é a Vesícula Biliar”. Assim tudo fica mais fácil. A vesícula é uma espécie de saco membranoso, que funciona como reservatório para a Bile no intervalo entre nossas refeições. A bile (ou bílis) é uma espécie de detergente natural do nosso corpo que o fígado produz para quebrar as moléculas de gordura e assim facilitar nossa digestão. Quando não estamos digerindo nada, o fígado se ocupa na produção desta substância que é levada para a nossa vesícula biliar através de ductos biliares.

A nossa vesícula, tem função apenas de armazenagem da bile. O fígado produz e vai “concentrando” na vesícula para o momento em que comermos algo, ela seja injetada no nosso intestino delgado para ajudar na digestão do alimento. Pois bem, essa bile possui principalmente bilirrubina (pigmento derivada da destruição dos glóbulos vermelhos do sangue efetuada no baço e que acaba indo para os canais biliares através da circulação), também temos os sais biliares (produzidos pelo fígado e ajudam na digestão) e ainda o colesterol que é eliminado pelo fígado através da produção de bile. Os cálculos biliares, ou as pedras na vesícula, são resultado de um desequilíbrio na precipitação e formação destes componentes.

Os cálculos (ou pedras) são chamados pelos médicos de “Litíase Biliar”. Elas são formadas principalmente por cálcio e colesterol e são realmente como pedrinhas que podem causar inflamação na vesícula, resultando dores muito fortes. Bom, o tratamento para esta “vesícula doente” habitualmente é cirúrgico. Ocorre a retirada da vesícula, e geralmente este procedimento não ocasiona nenhum problema ao paciente. No entanto, é recomendado que evite a ingestão de comidas gordurosas, pois a bile continua sendo produzida, porém o reservatório que a concentra foi retirado!

A vesícula é o reservatório da bile!

O tratamento mais comum para a litíase biliar é a intervenção cirurgica por laparoscopia!

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Por que as pessoas precisam fazer transplante de medula óssea?

7 fevereiro, 2010

“Eu sou um grande fã do seu trabalho. Gosto e entendo tudo que você escreve, porque como não sou Biólogo e nem Médico, muitas coisas eu não conseguia compreender. Eu queria saber o que é medula óssea e por que as pessoas fazem transplante de medula óssea quando estão com câncer.”
Luis Carlos Barbosa - Franco da Rocha/SP

Luis, fiquei muito feliz com seu email, fico feliz quando recebo incentivos como este, pois o site é totalmente direcionado àquelas pessoas que não tem conhecimento aprofundado em Biologia. Vamos a sua pergunta:

Quem nunca chupou o ossinho da galinha? Pois é, a medula óssea é aquele líquido (meio gelatinoso) que ocupa o interior dos ossos, popularmente chamada de “tutano”. É lá que são produzidos os componentes do nosso sangue: as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas. As hemácias levam o oxigênio dos pulmões para as células do corpo. Os leucócitos são os agentes mais importantes do sistema de defesa do nosso organismo, são células do nosso sistema imunológico. As plaquetas compõem o sistema de coagulação do sangue.

Quando uma pessoa adquire doenças malignas que afetam as células do sangue, como anemia aplástica (aquela em que a medula óssea não produz as células do sangue)  e leucemias (um câncer que afeta os leucócitos) o transplante pode ser necessário. Mas nem todo câncer pode ser curado com esse transplante.

Como a produção do sangue é feita pela medula, e essas doenças atacam diretamente seu funcionamento, o transplante é o tratamento recomendado para substituí-la, por células normais de medula óssea. Esse procedimento provoca a reconstituição de uma nova medula, resultando ocasionalmente, na cura do paciente.

No tratamento a medula óssea do paciente é destruída, ele recebe a medula sadia num procedimento parecido com uma transfusão de sangue. Essa nova medula é rica em células chamadas progenitoras, que, uma vez na corrente sangüínea, circulam e se alojam na medula óssea, onde se desenvolvem. Esse é um período difícil, pois enquanto a nova medula se desenvolve o paciente fica exposto a episódios infecciosos e hemorragias e por isso, deve ser mantido internado no hospital, em regime de isolamento.

A medula óssea é um tecido gelatinoso que preenche a cavidade interna dos ossos.

Geralmente a medula é retirada do osso íliaco do doador. É dali que se retira também o líquido da medula para se fazer diagnósticos.

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Qual a diferença entre animal peçonhento e venenoso?

3 fevereiro, 2010

“Não consegui uma maneira para explicar ao meu filho o porquê dos sapos serem venenosos, mas não serem classificados como peçonhentos.”
Márcia Angélica

Márcia, essa e á uma dúvida bastante comum. Há uma pequena, porém importantíssima, diferença entre animais venenosos e peçonhentos. Nem todo animal peçonhento é venenoso, porém os venenosos não são peçonhentos. Vamos entender por que?

Animais Peçonhentos são aqueles que possuem glândulas de veneno que se comunicam com dentes, ou ferrões, ou aguilhões, por onde o veneno passa ativamente, ou seja, possuem um mecanismo qualquer que os permite injetar seu veneno no organismo de outro animal. Bons exemplos são: algumas serpentes que possuem os dentes ocos ligados a glândulas de veneno e estes são usados para inocular veneno (ou peçonha) que algumas vezes podem até matar; escorpiões que injetam o veneno produzido na glândula de do aguilhão; as abelhas que usam o ferrão para picar e injetar o veneno no “inimigo” e por aí vão mais exemplos como aranhas, arraias, etc.

Animais Venenosos são aqueles que produzem as substâncias tóxicas (veneno), mas não possuem um aparelho inoculador (dentes, ferrões, aguilhões, esporões), e por isso, dependem da situação para usá-las. O envenenamento pode ser passivo por contato como a lagarta taturana que possui pêlos por onde secretam veneno com um simples contato; pode ser também por compressão, como o sapo que necessita de apertar as glândulas localizadas no dorso perto da cabeça ou por ingestão como o peixe baiacu que possui toxinas em vários tecidos do corpo como fígado, brânquias, intestinos e podem causar envenenamento caso seja ingerido.

No caso dos sapos, vale a pena lembrar que aquele líquido que este animal esguicha numa situação de perigo e stress não é veneno. O que ele faz é  esvaziar a bexiga sobre o agressor na intenção de assustá-lo, mas a urina não é tóxica. Os sapos não liberam veneno a menos que este seja pressionado. Mas ele é esperto: quando está em perigo, infla os pulmões e isso faz com que as glândulas de veneno fiquem mais expostas, com isso, caso um predador encoste, o veneno será liberado!

:( Venenoso: O sapo precisa de sofrer uma forte pressão na glândula de veneno!

:( Venenoso: o Baiacu não pode inocular veneno, mas seus tecidos possuem toxinas!

:evil: Peçonhento: o escorpião injeta veneno pelo aguilhão que contém uma glândula tóxica!

:evil: Peçonhento: algumas espécies de serpentes possuem presas ocas por onde injeta seu veneno!

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FONTE

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