Anomalias e doenças

Não estou grávida, o que pode acontecer se eu pegar o zika vírus?

Embora pesquisas ainda estejam sendo conduzidas para entender melhor todos os aspectos e consequências da doença, o que se sabe até agora é que existe uma relação entre infecção por zika na gravidez e microcefalia. Isso não quer dizer, contudo, que toda grávida que teve zika terá um bebê com malformação no cérebro. Os mecanismos da contaminação do feto ainda estão na fase de investigação pela comunidade científica e, infelizmente, muitas perguntas ainda não têm resposta definitiva.

No entanto existe uma dúvida, caso contraiamos a virose e não esteja grávida, existe algum outro problema grave a que estamos expostos? A resposta é sim, existem outros perigos importantes e consideráveis. Um deles é uma síndrome rara ligada a infecções, mas também existem outros sintomas. Conheça-os a seguir.


Inicialmente, os sintomas podem ser confundidos com uma simples gripe, provocando:

  • Febre, entre 37,8°C e 38,5°C;
  • Dor nas articulações, principalmente das mãos e pés;
  • Dor nos músculos do corpo;
  • Dor de cabeça, que se localiza principalmente atrás dos olhos;
  • Conjuntivite, que é uma inflamação do olho e que provoca cor avermelhada dos olhos, sensação de picada que leva a lacrimejar, inchaço das pálpebras e secreção amarela;
  • Hipersensibilidade nos olhos, e maior sensibilidade à luz do dia;
  • Manchas vermelhas na pele, que iniciam na face e que se podem espalhar pelo corpo e, que podem ser confundidas com sarampo;
  • Cansaço físico e mental.

sintomaszika

Síndrome de Guillain-Barré

Alguns estados do Nordeste que tiveram a ocorrência do vírus zika têm observado um aumento incomum dos casos da síndrome de Guillain-Barré. Trata-se de uma alteração que atinge os nervos periféricos do corpo e natureza autoimune que pode ser desencadeada por vírus. Entre os agentes virais relacionado à SGB, estão o vírus da dengue, o herpes zoster, o HIV, o Epstein-Barr, o citomegalovírus e, de relação mais recentemente confirmada, o zika vírus.

Geralmente os sintomas da síndrome aparecem depois de uma infecção, um episódio gripal ou diarreia, por exemplo. O mecanismo da doença é autoimune: o corpo produz anticorpos que passam a atacar a bainha de mielina, uma espécie de capa que envolve o neurônio e permite a adequada transmissão dos impulsos nervosos.

A doença afeta o sistema nervoso e que pode provocar fraqueza muscular e paralisia de braços, pernas, face e musculatura respiratória. Especialistas afirmam que é muito provável que exista uma conexão. “Neste momento, temos que encarar que existe um indício forte de relação entre o zika e a síndrome de Guillain-Barré, mas para ter certeza absoluta precisamos de mais elementos e avaliar com mais profundidade os pacientes que desenvolveram a síndrome”, diz o médico Marcondes Cavalcante França Junior, coordenador do Departamento Científico de Neurogenética da Academia Brasileira de Neurologia.

Fonte: bolsademulher/g1.globo/tuasaude     Imagens: tuasaudefatos

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