Você é ansioso? Conheça um pouco sobre os transtornos de ansiedade.

Imagine atravessar a rua distraidamente e um carro se aproximar sem que você perceba. Provavelmente você ficaria paralisado ou com muita raiva do motorista desgovernado! Medo e raiva são sentimentos distintos, mas fisiologicamente semelhantes. Você já sentiu seus batimentos cardíacos, transpiração e respiração aumentarem em situações de estresse, e mesmo não perceptivelmente, nossos músculos contraem, pupilas dilatam e sentimos um desejo agoniante de sair da situação. Isso porque há um aumento de alguns hormônios e neurotransmissores, como a adrenalina, que desencadeiam estímulos naturais de defesa, conhecidos como “luta ou fuga”.

Provocado pelo sistema nervoso autônomo, trata-se de uma série de reações não controláveis que respondem a uma situação de perigo, tentando evitá-la (medo) ou confrontá-la (raiva), e garantindo a sobrevivência. Medo, raiva e ansiedade são comuns e normalmente passageiros. Porém, em algumas pessoas podem ser persistentes e incontroláveis. Imagine não conseguir controlar seus pensamentos e sentir vários sintomas como tonturas, coração acelerado, dores e um medo que, apesar de não ser real, lhe dá um terrível desespero? Esse é o caso de pessoas com transtornos como TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada), síndrome do pânico e agarofobia (fobia social).

Não se conhece bem as causas desses distúrbios, mas sabe-se que estão ligados a liberação excessiva de alguns hormônios e alguns fatores contribuem para seu desenvolvimento, como hábitos de vida (fumar, beber ou consumir outras drogas), situações traumáticas e até questões genéticas. Os tratamentos recomendados são a medicação, para “regular o desequilíbrio” hormonal, e a psicoterapia, que ajuda o indivíduo a compreender seus comportamentos e controlá-los. E o tempo de acompanhamento depende muito de cada caso, então siga as orientações médicas!

Além dos tratamentos tradicionais, uma pesquisa aponta que técnicas de respiração ajudam no controle da ansiedade. Dentre seus principais sintomas está a sensação de falta de ar. Muitos recomendam: “respire fundo que ai passar”. Mas essa não é uma boa ideia, pois a hiperventilação é uma das causas: quando as pessoas respiram profunda e rapidamente, grande quantidade de dióxido de carbono é liberada, provocando tonturas, dormência e a sensação de sufocar. Em outras palavras, não é falta, mas o excesso de ar que causaria a sensação. O segredo seria respirar devagar e suavemente.

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Você já sentiu seus batimentos cardíacos, transpiração e respiração aumentarem em situações de estresse, e mesmo não perceptivelmente, nossos músculos contraem, pupilas dilatam e sentimos um desejo agoniante de sair da situação. Isso porque há um aumento de alguns hormônios e neurotransmissores, como a adrenalina, que desencadeiam estímulos naturais de defesa, conhecidos como “luta ou fuga”. Foto: Reprodução/ sindromedopanico

Em outra pesquisa, pessoas com TAG foram submetidas a testes, indicando alto coeficiente de inteligência e elevada atividade cerebral, o que indicaria que a ansiedade seria uma condição importante para a evolução humana em termos de sobrevivência. A ansiedade é natural, o problema é quando se torna excessiva e limita a vida cotidiana, e talvez, tão doloroso quanto os transtornos, seja a falta de compreensão por pessoas que julgam em vez de apoiar. Não se trata de “frescura”, como alguns rotulam, mas de um problema que precisa ser tratado, e um primeiro passo para enfrentá-lo é assumi-lo e buscar ajuda. Não deixe para depois, pois tende a piorar. E a principal ajuda vem de você!

Os tratamentos recomendados são a medicação, para “regular o desequilíbrio” hormonal, e a psicoterapia, que ajuda o indivíduo a compreender seus comportamentos e controlá-los.  Foto; Reprodução/sindromedopanico
Os tratamentos recomendados são a medicação, para “regular o desequilíbrio” hormonal, e a psicoterapia, que ajuda o indivíduo a compreender seus comportamentos e controlá-los. Foto; Reprodução/sindromedopanico

Fonte: clickeaprendadrauziovarellaminhavida e livescience