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Vulvovaginite: veja quais são as causas mais comuns e como tratar definitivamente!

Vulvovaginite: causas mais comuns e como tratar definitivamente!

Vulvovaginite é uma inflamação ou infecção da vulva e da vagina, que ocorre simultaneamente.

Bastante comum entre todas as faixas etárias, essa doença inflamatória pélvica pode ser causada por uma série de fatores.

No entanto, antes de abordar causas, é importante saber que essa condição é diferente de vaginite e de vulvite.




Vaginite é a inflamação do canal de ligação entre o orifício externo e o útero.

Já a vulvite, trata-se do processo inflamatório da parte externa da genitália feminina, conhecida como vulva.

Mas, apesar da diferença de localização dessa inflamação pélvica, os sintomas das três são bastante similares.

Abaixo, vamos saber um pouco mais sobre as causas, os sintomas e tratamentos para cada uma delas.

Doenças que causam vulvovaginite

Geralmente os tipos de vaginite ocorrem, por consequência de um relevante aumento do número de bactérias na região íntima.

Esse, por sua vez, pode ser causado por alterações hormonais, infecções, fatores ambientais ou até mesmo por contato de algum material com o órgão genital.

São três os tipos de infecções vaginais mais comuns capazes de causar a vaginite:

Infecção por fungos

A candidíase é uma das causas mais comum da vaginite.

Esse tipo de infecção tem como consequência um corrimento branco e bem espesso, além de coceira na vagina.

Pode acontecer por causa do uso frequente de antibióticos, pois, esse tipo de medicamento mata as bactérias antifúngicas responsáveis pelo equilíbrio da flora vaginal.

Vaginose bacteriana

A vaginose bacteriana é uma infecção resultada da proliferação de organismos como Micoplasma hominis, Staphylococcus, Peptoestreptococcus e Gardnella vaginallis.

Esse tipo de vaginite ocorre quando o número de bactérias “ruins” fica maior que o número de bactérias “boas” na região genital.

A vaginose causada por bactéria, provoca também forte corrimento de cor esbranquiçada e com odor.

Tricomoníase

O terceiro tipo de vaginite é causado por um parasita pequeno chamado Trichomonas vaginalis, transmitido através das DSTs (doenças sexualmente transmissíveis).



Nesse caso, o sintoma mais forte é o corrimento.

Ele pode ser amarelo, esverdeado ou até um pouco acinzentado.

Além disso, muitas vezes esse corrimento vem com forte odor.

Os homens portadores desse tipo de parasita, nem sempre tem os sintomas.

Vulvovaginite de contato

Muitos produtos utilizados no dia a dia, como sabonetes, sabão em pó, cremes, preservativos sexuais e até mesmo absorventes com perfume, contêm produtos químicos que podem provocar esse tipo de infecção genital.

Problemas com cuidados pessoais

Outros dois fatores que podem contribuir para o aparecimento da vulvovaginite são: falta de higiene e uso frequente de roupas íntimas apertadas.

Ambos deixam a região da genitália mais sensível e, portanto, suscetível às irritações, infecções e inflamações.

Cuidando da higienização e escolhendo bem as lingeries, é possível minimizar bastante essa possibilidade.

Vulvovaginite infantil




A vulvovaginite infantil acomete muitas meninas de 2 a 7 anos.

No entanto, no caso das crianças, 70% dos diagnósticos costumam ser de vulvovaginite inespecífica, quando o diagnóstico não aponta o causador.

Já nas adolescentes, boa parte das causas da vaginite acontecem por higiene inadequada e pela própria anatomia genital.

O que ocorre é que nessa fase, o órgão não está completamente definido e a pele da vulva ainda é muito fina.

Ou seja, mais sensível às infecções e inflamações.

Sintomas da vulvovaginite

Para qualquer um dos tipos de vaginite, os sintomas são semelhantes, tais como:

  • Coceira
  • Irritação
  • Vermelhidão
  • Inchaços e desconfortos
  • Secura por toda a região
  • Erupções, bolhas e inchaços na região
  • Corrimento com cor e odor forte

Isso posto, vamos falar agora sobre os melhores tratamentos para cada tipo de doença inflamatória pélvica?

Antes de mais nada, vale dizer que não basta diagnosticar as infecções.




É preciso saber os verdadeiros motivos dessas intercorrências.

Portanto, é fundamental buscar ajuda médica, para identificar as causas e tratar de maneira eficaz e segura, pra que o quadro não se repita.

Tratamento para vaginites

Podemos dividir os tipos de tratamentos em dois: os tratamentos médicos e os naturais, caseiros.

Para os dois casos, você precisa conversar com um médico para fechar o diagnóstico.

Os tratamentos caseiros são ideais para complementar os tratamentos médicos, mas devem ter o aval do seu profissional de saúde.

Tratamento natural para vulvovaginite

Nos casos menos severos, as infecções vaginais podem ser tratadas com remédios caseiros.

As duas receitas mais conhecidas para ajudar no combate às infecções, são o banho de assento com ervas e o chá de casca de aroeira.

Isso porque ambos servem como anti-inflamatórios e antibactericidas potentes.

Para o banho de assento são necessários:

  • 2 colheres de salsa
  • 2 colheres de alecrim
  • 2 colheres de tomilho
  • 800 ml de água

Como fazer: Para preparar o banho de assento, você precisa ferver em água, as três ervas, durante cerca de 20 minutos.

Desligue o fogo, espere esfriar, coe o banho e aplique na região íntima duas vezes por dia.

As ações antibacteriana e anti-inflamatória dessas ervas, contribuem para o alívio imediato do desconforto.

Assim como o banho, o chá de casca de aroeira é conhecidamente aliado nos tratamentos de doenças inflamatórias pélvicas.

Isso porque a aroeira é uma planta repleta de propriedades antimicrobianas e anti-inflamatórias.

Para fazer o chá, você só precisa de:

  • 100 g de casca de aroeira.
  • 1 litro de água fervente;

Encha uma panela com água, espere ferver e coloque as cascas da aroeira.

Ferva por 5 minutos, coe e deixe amornar.

Beba o chá três vezes ao dia.

Tratamentos médicos para vulvovaginite

Para cada tipo de vaginite, existe um tipo de tratamento médico mais adequado.

No entanto, é de extrema relevância lembrar que, a definição de qualquer tratamento de infecção vaginal, depende do agente causador.

Infecções por fungos

Esse tipo de vaginite costuma ser tratada à base de medicamentos antifúngicos.

Podem ser pílulas, comprimidos, cremes e até supositórios vaginais.

Os casos simples podem ser tratados com remédios como o cetoconazol e o fluconazol.

Para complementar, os medicamentos orais são combinados com cremes ou pomadas específicas para a região.

A única diferença para os tratamentos de casos mais severos é o prazo de duração da medicação.

Entre os medicamentos mais conhecidos, está o Diflucan [bula].

Quando se trata de cremes antifúngicos, os mais recomendados costumam ser aqueles que contém clotrimazol [bula], o miconazol [bula] e tioconazol [bula].

Vaginose bacteriana

O tratamento mais indicado contra a vaginose bacteriana é o uso de antibióticos como cefalosporinas e amoxicilinas e metronidazol.

Todos eles contam com propriedades antibacterianas e que agem no combate aos bacilos causadores da infecção.

O tratamento também pode ser acompanhado de cremes e pomadas para a região.

Tricomoníase

São duas as opções mais conhecidas de tratamento contra a tricomoníase.

Pílulas orais ou géis vaginais que contam, em sua propriedade, com o metronidazol, mesmo medicamento usado no combate à vaginose bacteriana.

Perguntas frequentes sobre vulvovaginite

Qual pomada usar para vulvovaginite?

Depende do agente causador.

Por isso, o acompanhamento médico é tão importante.

Mas, algumas das pomadas mais usadas para o tratamento são: colpistatin [bula], crevagin [bula] e nitrato de miconazol [bula].

Vulvovaginite na gravidez é perigoso?

Qualquer infecção durante o período de gestação é motivo de atenção.

Com a vulvovaginite não é diferente.

Estão em andamento alguns estudos sobre infecções pélvicas na gravidez, mas nenhum deles ainda é totalmente conclusivo.

Em 2016, em uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz, 30% das gestantes voluntárias para o estudo, continham vaginose bacteriana.

Além disso, a pesquisa apontou que, na gravidez, essa infecção está associada com imunidade baixa e estresse emocional.

O maior perigo para as gestantes, é romper a bolsa, antecipando o trabalho de parto.

Vinagre é bom para vulvovaginite?

Não. Apesar de muitas notícias chamarem a atenção para o vinagre e sua capacidade de equilibrar o ph vaginal, essa informação não é verdade.

Ao contrário: a acidez do vinagre pode matar as defesas naturais da mulher, deixando-a mais passível de desenvolver novas infecções.

Assim sendo, é importante reforçar: nenhum tipo de lavagem da região íntima, deve ser feita sem orientação profissional.

Nunca se automedique sem consultar o seu médico.

Considerações finais

Apesar de se tratar de uma infecção que traz desconfortos no dia a dia, a vulvovaginite é de fácil tratamento.

Quanto mais cedo a condição for diagnosticada, mais simples e rápido é o tratamento.

Por outro lado, não se pode esquecer que alguns cuidados bem simples, podem minimizar os riscos de contrair vaginite, como:

  • Use preservativo;
  • Mantenha a região íntima sempre higienizada;
  • Evite peças íntimas apertadas e que impedem a circulação de ar na região da vagina;
  • Prefira sabonete e absorventes sem perfume;
  • Por fim, mantenha as consultas médicas em dia;

A vulvovaginite pode ocorrer em qualquer idade, tendo um causador diagnosticado ou não.

O importante é buscar ajuda médica já nos primeiros sintomas.

Em suma, o diagnóstico rápido e preciso, evita que os problemas se agravem e diminui, especialmente para as crianças e adolescentes, os constrangimentos na hora de um tratamento mais severo.

Cuide da sua saúde!


Atenção: O material neste site é fornecido apenas para fins educacionais, e não deve ser usado para conselhos médicos, diagnósticos ou tratamentos. 


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