Estudos revelam que pessoas naturalmente ruivas precisam de mais anestesia e sentem mais dor durante o tratamento dentário


Existem poucos ruivos: somente 2% da população possui esse tipo de cor natural nos cabelos. Essas pessoas possuem variantes genéticas do receptor melanocortina-1 (MC1R ) do cromossomo 16. Ainda que qualquer ruivo seja apreciado pela cor tão viva e bonita, eles possuem uma desvantagem: sentem mais dor que as outras pessoas.

Foi o que revelou o estudo feito na Universidade de Louisville, em Kentucky nos EUA, que os ruivos naturais são muito mais resistentes aos anestésicos locais subcutâneos do que as pessoas sem essa variação genética. Por causa disso, experimentam maior ansiedade em relação ao cuidado odontológico. Mas isso não é “medinho” nem frescura, essas pessoas realmente precisam de uma dosagem anestésica maior. O estudo também revela que essas pessoas costumam evitar o tratamento dentário. Elas na verdade sentem mais dor e muito mais medo da cadeira do dentista. Tudo influenciado pelas variações genéticas.


Esta mutação, que afeta o cromossomo 16 e leva o nome de MC1R, faz com que as pessoas sintam mais dor.

Em relação à necessidade de maior dosagem de anestésico, outro estudo realizado no Institute and Department of Anesthesiology na mesma universidade, determinou que pessoas ruivas requerem mais anestesia que o restante da população. Se um dentista aplicar a mesma quantidade de anestésico em um ruivo e em uma pessoa que tenha o cabelo preto, o primeiro ainda sentirá dores. O estudo diz que a descoberta é, portanto, não só de importância clínica prática, mas sugere que as diferenças genéticas contribuem para exigência anestésica em seres humanos.

Os especialistas indicam 20% a mais de drogas, e não somente para ir ao dentista, mas em procedimentos que precisam de suturas e cirurgias, cuidando para que não desencadeie uma overdose.

Fonte: empathyforpain
Artigos: Edwin B et. al / Catherine J. et. al
Imagens: Reprodução/Red_hair / drtooth

Atenção: O material neste site é fornecido apenas para fins educacionais, e não deve ser usado para conselhos médicos, diagnósticos ou tratamentos. 


Bióloga - CRBio/RJ 96514/02-D. Fundadora e administradora do Diário de Biologia. Possui graduação em Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas. Doutorado (2013) e Mestrado (2009) em Zoologia pelo Museu Nacional/UFRJ, especialista em insetos, autora do livro "O Mundo Secreto dos Insetos" - Cortez Editora. Experiência com palestras nacionais e internacionais. É autora ou coautora de artigos científicos publicados em revistas científicas, livros e capítulos de livro, e comunicações em eventos nacionais e internacionais. Colaboradora em revistas de divulgação científica para crianças (Ciência Hoje Para Crianças e Revista Recreio). Interessada em cultivo de plantas carnívoras. Atualmente mora na França, mas seu coração é brasileiro. Instagram: @karlla_diariodebiologia.