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Síndrome mão pé boca está se espalhando em creches e escolas. Os pais devem estar atentos aos sintomas e medidas preventivas

Síndrome mão pé boca: virose comum nas escolas e creches

Síndrome mão pé boca está se espalhando em creches e escolas. Os pais devem estar atentos aos sintomas e medidas preventivas
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Não temos ouvido falar desta virose, mas o fato é que há um alerta para que os pais estejam atentos à ela. Trata-se da doença conhecida como “ Síndrome mão pé boca ” (HFMD, sigla em inglês), uma virose bastante contagiosa, provocada pelos sorotipos do Vírus Coxsackie. De acordo com um estudo publicado na RPMGF – Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar é a segunda infeção viral mais frequente (logo a seguir às infeções respiratórias comuns), mas muitas vezes tratada como “alergia”.

Segundo Dr. Drauzio Varela, este vírus normalmente habita nosso sistema digestivo e podem provocar sintoma como estomatite. O alerta para os pais de crianças em creches e pré-escola. Isso porque, o vírus costuma atacar o organismo de crianças até 5 anos. Apesar de que, outras idades da infância e adultos também podem se infectar e transmitir a virose.

Os sintomas incluem febre, dor de cabeça e falta do apetite. Há, também, garganta inflamada intensa. Mas a característica principal da doença é o desenvolvimento de muita coceira com bolhas muito pequenas nas mãos e nos pés. O prurido dói quando pressionado ou tocado.




Todo cuidado é pouco, pois o vírus encontra facilmente um caminho para infectar as crianças através de secreções das vias respiratórias, secreções das feridas das mãos ou dos pés e pelo contato com fezes dos pacientes infectados. Isso quer dizer que beijinhos, contato com catarro, dividir copo, brinquedos, roupas e objetos, por exemplo.

O vírus costuma contaminar na primeira semana, quando ainda está em um período de incubação, que leva de 3 a 7 dias. Os pais se quer sabem que o filho está contaminado quando, ele mesmo já está espalhando a doença nos amiguinhos.

Sintomas da síndrome mão pé boca



O estudo acima citado deixa claro que na maioria dos casos da Síndrome mão pé boca as crianças são as mais atingidas e as manifestações clínicas são típicas: febre, erupção cutânea nas palmas das mãos e planta dos pés, com ou sem presença de vesículas na cavidade oral. Normalmente a infeção é auto-limitada mas podem surgir complicações cardíacas (miocardiopatia, pericardite) e neurológicas (meningite viral, encefalite), potencialmente fatais.

Mas os pais devem estar mais preocupados com o grau de desidratação que essa virose pode levar. O estudo diz que o problema mais comum na Síndrome mão pé boca é a desidratação secundária a odinofagia intensa causada por úlceras orais dolorosas. Tais sintomas devem ser tratados com analgésicos e hidratação oral (preferencialmente a ingestão de líquidos frios que são analgésicos).

Prevenção



Não há vacina para a Síndrome mão pé boca. Normalmente, assim como ocorre com outras infecções virais, ela tende a regredir de forma espontânea. A melhor forma de evitar a doença é intensificar a higiene do seu filho.

Conforme explicou o site MD Saúde, pessoas contaminadas devem ficar em casa. Crianças não devem ir à creche ou à escola até todos os sintomas terem desaparecidos. Quando a Doença mão pé boca em adultos acontece, eles também devem faltar o trabalho.

Como o vírus ainda pode ser eliminado nas fezes mesmo após melhora dos sintomas, é importante lavar as mãos sempre. Isso, principalmente após ir ao banheiro e antes de manusear comida. Nas creches, é preciso ter muito cuidado com a higiene das mãos na hora de trocar as fraldas. Isso porque, os profissionais não transmitam o vírus de uma criança pra outra e ao mesmo tempo não se contaminem.

Roupas comuns e roupas de cama podem ser fontes de contágio (principalmente se houver secreção das lesões da pele) e devem ser trocadas e lavadas diariamente. Brinquedos também devem ser lavados com frequência.

mdsaude  Artigo médico-científico: Ana Dantas et al

Atenção: O material neste site é fornecido apenas para fins educacionais, e não deve ser usado para conselhos médicos, diagnósticos ou tratamentos. 


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