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Paralisia do sono: Acordar e não conseguir se mexer na cama. Veja porque acontece!

Paralisia do sono: veja porque esse fênomeno acontece

Paralisia do sono: Acordar e não conseguir se mexer na cama. Veja porque acontece!
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A paralisia do sono é um dos fenômenos mais assustadores relacionado ao sono. Você tenta despertar depois do sono e … Abre os olhos, mas eles não se movem. Tenta mexer alguma parte do corpo, mas não consegue. Tenta gritar e pedir ajuda, mas não consegue emitir nenhum som. Isso parece terrível não é? Mas acontece com muita gente e talvez já tenha acontecido com você também. O nome disso é  paralisia do sono ou paralisia noturna. É um fenômeno natural, temporário e benigno do ser humano que ocorre durante o sono.

O fenômeno não é recente e nem são de hoje as tentativas de explicá-lo. Por exemplo, o folclore brasileiro conta a lenda da Pisadeira. É uma mulher que surge do seu esconderijo para pisar sobre o peito da pessoa adormecida, que por sua vez permanece em estado letárgico enquanto mantém a consciência de tudo que acontece. A mitologia japonesa dá a esses mesmos sintomas o nome de kanashibari, que seria obra da magia de um dos deuses budistas. Aliás, o médico responsável pela famosa técnica de como dormir rápido também procura tais explicações.

A paralisia do sono é uma parassonia. De acordo com um estudo publicado no periódico Jornal de Pediatria  [1] as parassonias consistem em fenômenos motores, autonômicos ou experienciais indesejáveis, que ocorrem durante o sono.   Os autores atribuem as parassonias ao stress psicológico que podem aumentar a frequência dos episódios




O que é paralisia do sono?

A chamada “paralisia do sono” acontece quando estamos dormindo. Na verdade é uma forma de evitar que o corpo se mova durante os sonhos. É um fenômeno natural e benigno que ocorre todas as noites, embora seja raramente notado pela própria pessoa enquanto dorme. Momentos antes da mente despertar, a paralisia cessa. Por isso, raramente se tem consciência da sua existência. Se, por acaso, a mente despertar antes do mecanismo de paralisação ser desativado, a pessoa pode perceber a paralisia do sono.

Esta consciência pode ser muito perturbadora, pois o indivíduo dá por si mesmo completamente paralisado, incapaz de mover os membros, tendo uma sensação de agonia e de impotência muito fortes. A mente ainda está a atravessar um período de transição entre o estado de sono e o estado de vigília (ou vice-versa). Assim, podem surgir alucinações hipnagógicas: presença de uma pessoa, ouvir vozes ou sons, sensação de flutuação ou de se sair do próprio corpo, imagens de pessoas, visualização de objetos, sensação de ver em redor mesmo tendo os olhos fechados, etc. Tanto as alucinações como a própria paralisia são inofensivas, existindo quem aproveite esta fase para induzir sonhos lúcidos ou alucinações agradáveis.

Paralisia do sono: o que fazer?

Tal fenômeno pode ter duração variando alguns segundos até cerca de três minutos. Passado o tempo, a paralisia cessa e o corpo recobra capacidade de se mover novamente. Um dos conselhos mais usuais é ficar parado a respirar lentamente e esperar que passe. Enquanto se concentra na respiração, a mente não fixa no momento. Então, quando menos espera o corpo deixa de estar paralisado. Pode-se tentar mover um dedo e lentamente mover o resto da mão, do braço, até que todo o corpo se mova. Outra técnica popular é piscar várias vezes, ou fechar os olhos fazendo um pouco de força. Seja qual técnica você usar, o corpo acabará desativando a paralisia.

Estima-se que até 60% da população mundial já tenha passado por essa experiência pelo menos uma vez na vida. Em algumas culturas, isso significava pré-disposição ao xamanismo e contato com o mundo dos espíritos.

paralisia do sono lenda

O folclore brasileiro conta a lenda da Pisadeira para justificar a paralisia do sono. É uma mulher que surge do seu esconderijo para pisar sobre o peito da pessoa adormecida. Essa pessoa permanece em estado letárgico enquanto mantém a consciência de tudo que acontece.

Artigo médico-científico: Jornal de Pediatria  [1]

Atenção: O material neste site é fornecido apenas para fins educacionais, e não deve ser usado para conselhos médicos, diagnósticos ou tratamentos. 


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