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Fluoxetina para emagrecer: Você pode engordar ainda mais

Fluoxetina para emagrecer: Você pode engordar mais ainda

Fluoxetina para emagrecer: Você pode engordar ainda mais
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Se falarmos do Cloridrato de fluoxetina, fica claro que as pessoas não estão se importando muito com sua ação no organismo. Há uma busca grande por uso dessa substância com fins de emagrecimento. Assim, fomos buscar o esclarecimento de porque você não deve usar cloridrato de fluoxetina para emagrecer. Na verdade, você pode engordar!

O que é Fluoxetina? É um antidepressivo que age no sistema nervoso atuando no cérebro e interferindo na produção e absorção de serotonina, um neurotransmissor responsável pelo nosso bom humor e sensação de bem-estar. Começar o texto com definições é, algumas vezes, muito importante. Assim é possível ter noção do tipo de medicamento que estamos tratando. Na farmácia você pode encontrar a fluoxetina genérica (Cloridrato de fluoxetina) ou os nomes fantasia: Prozac, Fluxene, Verotina, Eufor 20, Fludac e Daforin.

Por que emagrece?




De acordo com o Dr. Juliano Pimentel, a não ser no tratamento de bulimia nervosa ou compulsão alimentar severa, a fluoxetina não é indicada para emagrecimento. Ou seja, ela não atua no centro da fome, como muitas pessoas pensam. O resultado que leva ao emagrecimento em muitos casos, é um efeito colateral do medicamento.

O médico explica que por tirar a ansiedade e alterar o paladar e o apetite, muitos usuários acabam por perder peso, sobretudo no início do tratamento.

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Você pode engordar



O cérebro é uma máquina com várias peças ainda desconhecidas. Assim, o que funciona para uns, pode ter efeito contrário para outros.

Um estudo publicado na revista científica Molecular Psychiatry (1) estudou os efeitos da fluoxetina no hipocampo do cérebro e concluiu que a perda de peso está relacionada com a perda do apetite. Contudo, ao aumentar a serotonina no organismo, o medicamento promove o bem-estar. Assim, se sentindo melhor, o apetite pode aumentar e não diminuir como esperam muitas pessoas.

Outro estudo, publicado no The American Journal of Clinical Nutrition (2), estudou 45 pessoas obesas, em dois grupos. Um dos grupos usou fluoxetina diariamente por 52 semanas, enquanto o segundo, usou placebo. No início do tratamento, até a semana 29, os usuários de fluoxetina perderam mais peso que o grupo placebo. Mas, no final do estudo, os usuários de fluoxetina engordaram novamente e atingiram o mesmo peso anterior. Alguns estavam ainda mais gordos.



Fluoxetina para emagrecer: Você pode engordar mais ainda

Imagem mostra a sinapse de um neurônio. Há uma transmissão de impulso usando neurotransmissores que são liberados e continuamente sujeitos a recaptação. Antidepressivos, como a Fluoxetina, funcionam bloqueando a recaptação da serotonina, deixando-a disponível.

Este efeito de perda de peso limitado ao início do tratamento foi relatado em diversos outros estudos. Uma compilação publicada no The Journal of Clinical Psychiatry (3), revelou que o efeito “emagrecedor” da fluoxetina é limitado à fase aguda inicial do tratamento. “O efeito do antidepressivo pode variar muito e depende das características de cada indivíduo”, disseram os autores. Por fim, o estudo diz que a longo prazo, fica evidente de que a perda de peso é ilusória.

A explicação para esta perda de peso seguida de ganho de peso foi explicada no estudo publicado na revista Biological Psychiatry (5). “ A inversão no padrão da semana 1 à semana 6, sugere um processo de adaptação em regiões cerebrais específicas ao longo do tempo. É uma resposta à inibição sustentada da recaptação da serotonina”, diz o estudo.

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Quem pode tomar para emagrecer

A princípio, ninguém deve tomar fluoxetina para emagrecer. Isso deve ser seriamente controlado por um médico. Mas um estudo publicado na International Journal of Obesity (4) sugere que os efeitos emagrecedores da fluoxetina podem funcionar bem para pessoas obesas que estão dentro do grupo de obesidade mórbida, diabético tipo II e o grupo dos hipertensos. No entanto, segundo o estudo, este tratamento precisa ser acompanhado por um psiquiatra que deverá avaliar as mudanças de comportamento.

DJP Artigos: 1 / 2 / 3 / 4 / 5

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