Importação de sêmen de estrangeiros dá salto no Brasil. Mais de 50% das mulheres exigem doadores loiros de olhos azuis


A ANVISA divulgou que entre 2011 e 2016 ouve um aumento de 2.500% a busca por sêmen de doadores estrangeiros.  Ao mesmo tempo, 38% mais mulheres solteiras são as responsáveis pela solicitação destas amostras.

Dr. Giuliano Bedoschi, especialista em reprodução humana contou que a Anvisa mudou as regras e facilitou a importação do material e hoje com apenas 40 dias após a solicitação a mulher já pode fazer a inseminação. Além disso, o médico explica que nos EUA o critério para a seleção de doadores é mais rigoroso pois, eles fazem testes sorológicos e genéticos que não são feitos aqui.

A doação de sêmen nos Estados Unidos é remunerada, então muitos universitários buscam essa alternativa para pagar a faculdade e bancar suas contas. Além disso, quando o sêmen de um doador resulta em gravidez, ele recebe uma remuneração ainda maior na próxima doação.


Apesar de no Brasil a lei ser rigorosa quanto a identidade do doador, as futuras mamães podem escolher as características físicas. Segundo a própria ANVISA a busca por gametas masculinos de doadores loiros de olhos azuis são prioridade para 52% das mulheres. E mais: 95% dos pedidos são para sêmen de homens caucasianos, ou seja, brancos.

Dr. Giuliano explicou que geralmente, o médico sugere que a mulher (ou o casal) escolha um doador com fenótipo parecido com a mãe ou do marido. Ainda assim há resistência.

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Atenção: O material neste site é fornecido apenas para fins educacionais, e não deve ser usado para conselhos médicos, diagnósticos ou tratamentos. 


Bióloga - CRBio/RJ 96514/02-D. Fundadora e administradora do Diário de Biologia. Possui graduação em Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas. Doutorado (2013) e Mestrado (2009) em Zoologia pelo Museu Nacional/UFRJ, especialista em insetos, autora do livro "O Mundo Secreto dos Insetos" - Cortez Editora. Experiência com palestras nacionais e internacionais. É autora ou coautora de artigos científicos publicados em revistas científicas, livros e capítulos de livro, e comunicações em eventos nacionais e internacionais. Colaboradora em revistas de divulgação científica para crianças (Ciência Hoje Para Crianças e Revista Recreio). Interessada em cultivo de plantas carnívoras. Atualmente mora na França, mas seu coração é brasileiro. Instagram: @karlla_diariodebiologia.