Aftas: nunca, jamais em hipótese alguma use Bicarbonato de Sódio para curar aftas

Afta na boca: Jamais coloque Bicarbonato de sódio para curar aftas

Não tem coisa mais incomoda do que uma afta, não é? Mas na verdade, ninguém sabe ao certo a causa do surgimento de uma afta. O que sabemos é que muita gente usa os mais estranhos artifícios para curar aftas. Um dos mais usados é o Bicarbonato de sódio, mas, segundo os especialistas isso é um grande erro.

Alguns especialistas dizem que ela pode ser resultado de uma doença auto-imune, quando o próprio organismo produz substâncias que atacam a mucosa da boca e levam à formação da ferida. Outros acreditam que a afta também pode ser provocada pela ação de um vírus. Além de tudo isso, existem suspeitas que a afta pode ser desencadeada pelo consumo excessivo de alimentos muito condimentados ou ácidos, pelo estresse ou até mesmo pela proximidade da menstruação nas mulheres.

Podemos ter dois tipos de afta: minor e major. A primeira é mais freqüente e atinge apenas a superfície da mucosa da boca. Desaparece em mais ou menos dez dias e não deixa marcas. Já na afta major, a ferida é maior, mais dolorida e leva até um mês para sumir. Para completar, deixa cicatrizes brancas na mucosa. Apesar de todas as dores que provocam, não há nada que possa ser feito contra esse incômodo – não existem remédios específicos para combater as aftas, só algumas pomadas que aliviam a dor.

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Atenção!!! Para aqueles que acham que o Bicarbonato de Sódio é um “santo remédio”. Na verdade este sal serve apenas para diminuir a dor, pois destrói as células nervosas responsáveis por ela. O bicarbonato de sódio é uma substância muito cáustica que destrói também, os tecidos saudáveis da mucosa fazendo com que a afta demore ainda mais a desaparecer.

Mas o que acontece?

  1. A pessoa começa a ter uma sensação de queimação e surge uma área avermelhada na gengiva ou na língua
  2. Quatro dias depois, surge uma ferida coberta por uma membrana branco-amarelada, e circundada por um halo vermelho
  3. A ferida rompe a derme e atinge o tecido conjuntivo, que é irrigado por vasos nervosos – e aí vem a dor
Revista mundo estranho, wikipédia

Atenção: O material neste site é fornecido apenas para fins educacionais, e não deve ser usado para conselhos médicos, diagnósticos ou tratamentos. 


Bióloga - CRBio/RJ 96514/02-D. Fundadora e administradora do Diário de Biologia. Possui graduação em Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas. Doutorado (2013) e Mestrado (2009) em Zoologia pelo Museu Nacional/UFRJ, especialista em insetos, autora do livro "O Mundo Secreto dos Insetos" - Cortez Editora. Experiência com palestras nacionais e internacionais. É autora ou coautora de artigos científicos publicados em revistas científicas, livros e capítulos de livro, e comunicações em eventos nacionais e internacionais. Colaboradora em revistas de divulgação científica para crianças (Ciência Hoje Para Crianças e Revista Recreio). Interessada em cultivo de plantas carnívoras. Atualmente mora na França, mas seu coração é brasileiro. Instagram: @karlla_diariodebiologia.