Gravidez

Banho quente, bijuterias e mais 2 causas para malformação fetal que você jamais imaginava

Banho quente, bijuterias e mais 2 causas para malformação fetal que você jamais imaginava
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A formação de um bebê dentro da barriga é um processo incrível, delicado e, infelizmente, sujeito a erros. Embora muitas das causas de erros ainda sejam desconhecidas, a ciência vem conseguindo descobrir cada vez mais fatores externos que podem provocá-los.

Algumas vezes a causa é genética ou desconhecida, mas na maioria dos casos há providências que a futura mamãe pode tomar e que diminuem muito o risco de o seu bebê nascer com problemas congênitos.


O site Bebê Mamãe, listou algumas coisas do dia a dia que favorecem má formação do bebê e quase ninguém fala a respeito. Corremos atrás de confirmações científicas, veja a seguir:

1- Usar bijuterias

De acordo com o InMetro, bijus de mal procedência, aquelas vendidas no camelô que escurecem com pouquíssimo uso estão sendo fabricadas com uma quantidade de chumbo muito acima do aceito. A orientação é que as gestantes não se exponham a objetos com chumbo na composição.

Explicamos o porquê: Mulheres grávidas constituem um grupo de indivíduos especialmente mais susceptível aos efeitos tóxicos associados ao chumbo. Durante a gravidez, ocorrem modificações fisiológicas para que o organismo materno consiga suprir as necessidades de cálcio para o feto.

O chumbo e o cálcio possuem similaridade bioquímica, porém, o chumbo é tóxico e o cálcio é fundamental para o feto. Esta similaridade “engana” o organismo e leva o chumbo a ser acumulado nos nossos ao invés do cálcio. Um artigo publicado na revista Neurotoxicology, revelou que durante os primeiros anos de vida, o metal provoca prejuízos cognitivos, motores e comportamentais.

2- Comer abacaxi não orgânico

Diversas pesquisas sobre gastrosquise têm relacionado o problema à um pesticida muito usado em todo o mundo, inclusive no Brasil: a atrazina. Um dos estudos mais recentes sobre o assunto, publicado na revista científica Maternal and Child Health Journal e feito com quase 10 mil bebês e suas mães descobriu que o risco do bebê ter gastrosquise aumenta se a mãe ingere ou é exposta a grandes quantidades de atrazina na gestação.

Ocorre que a atrazina é um pesticida muito utilizado no cultivo do abacaxi Gastrosquise é uma condição em que há uma má formação na parede abdominal, de modo que há uma abertura na barriga e o intestino e/ou estômago acabam saindo.

3- Tomar banho muito quente

Aquele banho quentinho é uma delícia, mas atenção: gravidez e água quente não combinam. De acordo com Dra. Carolina Ambrogini, obstetra da Unifesp, no primeiro trimestre de gestação, é preciso fugir das altas temperaturas. Tomar banho de banheira ou de ofurô ou frequentar uma sauna devem ser evitados com rigor.

Quando a temperatura corporal da mãe fica acima de 38.8 graus, especialmente entre cinco e seis semanas de gestação, as chances da espinha não se fechar aumentam, fazendo com que o bebê nasça com espinha bífida. Segundo a médica, isso se dá devido ao calor estimular a vasodilatação do corpo e baixar a pressão arterial.

4- Ingerir carnes malpassadas

Comidas cruas podem levar à toxoplasmose e esta doença pode afetar o bebê causando má formações como perda da audição, problemas de visão e intelectuais. A toxoplasmose, infecção causada por fezes de gato ou ingestão de carnes cruas ou malpassadas, é na maioria das vezes assintomática.

Segundo a obstetra Dra. Carolina Ambrogini, quanto mais cedo o bebê for infectado, pior. A toxoplasmose pode levar a um aborto espontâneo ou trazer problemas de visão e cérebro ao longo do desenvolvimento da criança. Toda grávida, deve consumir carnes bem passadas e alimentos cozidos. Práticas de jardinagem devem ser moderadas e o contato com a terra deve ser evitado, uma vez que ela pode estar contaminada com fezes de gato.

portaleducacao / revistacrescer /  bebemamae   artigos: Maternal and Child Health Journal / Neurotoxicology

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