Estudos e pesquisas

Pesquisadora desenvolve treinamento cerebral que pode aliviar o sofrimento de uma desilusão amorosa

Pesquisadora desenvolve treinamento cerebral que pode aliviar o sofrimento de uma desilusão amorosa
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Quem nunca sofreu com uma desilusão amorosa ou mesmo uma traição de um amigo na vida? Sofrer com uma decepção é algo natural do ser humano e podemos observar isso tranquilamente em nosso dia-a-dia, mas também sabemos que esse sentimento de coração partido nos deixa tão para baixo que pode nos levar a uma depressão.

Porém, uma pesquisa mostrou que podemos treinar o nosso cérebro para melhorar nosso comportamento perante a uma desilusão e ainda diminuir a ansiedade e fortalecer o nosso autocontrole emocional apenas utilizando atividades simples no computador.


A pesquisa foi comandada pela professora Barbara Sahakian da Universidade de Cambridge, onde estuda a base neural da disfunção emocional e comportamental. Ela já demonstrou em outros estudos que atividades simples no computador podem nos ajudar a fortalecer o nosso autocontrole e agora podem ajudar a lidar com problemas emocionais como um “coração partido”.

As atividades de computador propostas pela professora são bem simples, como jogos on-line de setas com alguns sons envolvidos. Ela diz que esses jogos ajudam a fortalecer o córtex pré-frontal, região do cérebro associada a funções executivas e de controle inibitório. Assim como nossos músculos, o nosso cérebro necessita de treinamento aumentando a nossa capacidade de responder ao estresse emocional.

A pesquisa demonstra que esse tipo de treinamento pode evitar o estresse de um coração partido e ainda responder melhor a situações de emoções fortes como perdas. A pesquisadora diz que é possível treinar a região pré-frontal com a finalidade de ajudar as pessoas a terem melhor comportamento, evitando a compulsão durante um relacionamento, porém admite que leva  algum tempo e que não é fácil aliviar um sofrimento de perda, mas que podemos continuar treinando o nosso cérebro e aguardar os resultados.

iflscience / theguardian /   Artigo: Barbara J. Shakian

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