12% das mulheres podem ser alérgicas a sêmen, um problema que pode culminar em um choque anafilático, diz estudo

A hipersensibilidade seminal humana do plasma é uma condição em que a mulher (ou até mesmo o homem) é alérgica às proteínas do sêmen. Esta alergia resulta de uma má interpretação por parte do sistema imunológico. Quando o sêmen entra no organismo da mulher alérgica, os leucócitos, células de defesa do organismo, identificam erroneamente as proteínas do sêmen como invasoras atacando-as.

Os sintomas deste tipo de alergia variam, sendo que alguns pacientes podem apresentar ardor, prurido, ou vermelhidão nos órgãos genitais. Também pode causar infertilidade temporária, pois os leucócitos impedem que os espermatozoides alcancem o óvulo. Contudo, pessoas que são alérgicas ao sêmen são capazes de gerar filhos. Nos casos mais graves pode estar um choque anafilático, ou seja, uma hipersensibilidade imediata e agressiva, que afeta o corpo todo.  A manifestação mais grave passa por um inchaço e obstrução de vias respiratórias, podendo até ser fatal.

manchas

Um estudo realizado no centro de ciências da reprodução da Universidade Metropolitana de Manchester, no Reino Unido, concluiu que pelo menos 12% das mulheres são alérgicas ao sêmen do companheiro e refere ainda que as mulheres mais afetadas pelo problema são as que têm entre 20 e 30 anos. Dr. Carroll, responsável pelo estudo, disse que muitas mulheres não percebem que sofrem deste tipo de alergia, pois os sintomas são comuns e muitas vezes elas confundem com uma dermatite.

O estudo também revelou que a alergia não está ligada ao espermatozoide em si, e sim as proteínas presentes no líquido seminal. Para chegar a esta conclusão os espermatozoides foram isolados do líquido e os testes foram refeitos nas mulheres que se mostraram alérgicas. Todas elas tiveram reação com o sêmen mesmo sem conter as células espermáticas.

Fonte: dailymail/infoescola/cmjornal  Imagens: Reprodução/vivabem/ avidadeuma