Curiosidades

Quais são os efeitos do uso da maconha no nosso corpo?

“Queria saber a respeito dos efeitos da maconha no nosso corpo. Sempre se fala mal, mas parece que existe um uso terapêutico, como é isso?” Diego D. Galvão

Olá Diego! Pois é, os efeitos da maconha pode variar de pessoa para pessoa, de acordo com características da droga, do ambiente em que é consumida e principalmente da condição neurológica do usuário. Tudo o que envolve os efeitos da cannabis sativa pode parecer ambíguo. Assim, os efeitos da droga são bidirecionais, dependendo da dose, do indivíduo e do ambiente. Hoje, vários pesquisadores estão interessados nos efeitos terapêuticos desta droga.


Quanto a atividade locomotora, o uso de maconha promove uma queda acentuada na atividade motora, ou seja, a pessoa pode passar a se movimentar menos e até chegar a um estado de sonolência. No entanto, se o princípio ativo (tetra-hidro-canabinol) estiver em uma dose muito elevada a reação pode ser oposta, levando a uma sensação de euforia e aumento de atividade motora. A pessoa pode gesticular, querer correr e falar muito!

Especialmente as pessoas que usam a droga pela primeira vez, podem apresentar um aumento da frequência cardíaca. O efeito não é o bastante para causar um infarto, mas é um aumento evidente. É este efeito que causa incomodo e ansiedade e até pânico. O aumento do apetite é um efeito bastante relatado, pois a droga estimula o sistema digestivo e ativa produção do suco gástrico. Além disso, a temperatura corporal diminui e a boca fica seca.

O cigarro de maconha contém também aqueles compostos presente no cigarro comum. Alguns estudos apontam que o uso de maconha por longos períodos (10 anos pelo menos) leva a um declínio na capacidade pulmonar. A memória de curto prazo é bastante prejudicada com o uso da maconha. No entanto, se o uso for suspenso as funções de memória e cognição voltam a ficar estabilizadas.

Quanto a dependência, os pesquisadores admitem que apesar de casos de dependência de maconha, ainda não foram feitos estudos clínicos que demonstrem, de forma clara, quais são os mecanismos desse tipo de dependência. O que se sabe é que de 5% a 8% dos usuários da droga ficam dependentes. A porcentagem é baixa se comparada a outras substâncias, como nicotina, cocaína ou heroína.

Estudos garantem a eficácia do uso terapêutico da maconha para reduzir os efeitos colaterais da quimioterapia contra o câncer, amenizando náuseas e vômitos. Para pacientes com Aids em estágio terminal, que apresentem falta de apetite, a droga também pode estimular a fome e proporcionar uma melhor qualidade de vida à pessoa. Além disso, pode substituir medicamentos como a morfina.

Recentemente foi desenvolvida, uma variedade de maconha com baixo teor do princípio ativo THC (tetra-hidro-canabinol), responsável por modificar a atividade cerebral, tem dado esperança a famílias de crianças que têm convulsões. O extrato é misturado ao azeite e oferecido em pequenas doses. Os resultados parecem ser ótimos.  Alguns relatos afirmam que crianças diminuíram os quadros de convulsões, outras com pouca coordenação motora voltaram a andar e falar. No entanto, esta aplicação ainda é vista com reserva por médicos, uma vez que, muitos estudos ainda não foram conclusivos.

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Foto: Reprodução/cbsnews

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Fonte: Bem Estar

 


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