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Categoria: Rapidinhas do mês!
Postado por Karlla Patrícia
30 de julho de 2010
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Categoria: Rapidinhas do mês!
Postado por Karlla Patrícia
28 de julho de 2010
“Eu gostaria de saber porque não devo criar aquelas lagartas peludas? Como elas podem nos machucar?” Ana Rita – Comentários
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É verdade Ana, criar ou tocar lagartas com pelos (verdade são cerdas e não pelos) pode ser um grande erro. No Brasil temos várias espécies borboletas e mariposas (Lepidópteros) na qual suas larvas – as lagartas – são peludas e, por isso, merecem nossa atenção. O grande problema dessas lagartas, estão principalmente nas suas cerdas, que podem conter um líquido urticante que penetram na nossa pele.
As famílias de “borboletas” que mais causam acidentes com suas larvas são os MEGALOPIGÍDEOS e os SATURNÍDEOS. As espécies de megalopigídeos possuem cerdas implantadas na pele da lagarta onde possuem uma bolsa cheia de substância tóxica, que, quando pressionado, impulsiona o líquido para cima, entrando em contato com a pele humana causando a lesão. Estes micro espinhos são estruturas de ponta aguda e tão sensível que ao contato com as partes descobertas do corpo, acabam liberando o liquido. A gravidade da queimadura depende de quantos espinhos tocaram na nossa pele. Nas espécies de Saturnídeos, a glândula tóxica fica na ponta dos espinhos que, ao entrar em conato com a nossa pele, acaba se quebrando e liberando o líquido. Os espinhos geralmente estão distribuídos ao longo do corpo da lagarta, ou ocultos sob pêlos longos e sedosos, ou ainda ligados a tubérculos que se projetam da pele da lagarta formando vários pequenos “pinheiros” esverdeados que são chamados de “Scoli”. Essas queimaduras não são nada “simpáticas!”.. Podem causar hemorragia na gengiva, hematomas, urina escura indicando problemas renais e até mesmo levar a morte.
No Brasil a lagarta mais “famosa” quanto a queimaduras são as taturanas de nome Lonomia obliqua, que geralmente ficam aglomeradas umas as outras bem camufladas em tronco de árvores. Somente o fato de tocar um aglomerado desses já é um bom motivo para sair correndo para o hospital antes de os sintomas apareçam. Assim pessoal, na dúvida, o melhor é não arriscar e evitar ao máximo brincar com lagartas. São muitas espécies perigosas e as formas são variadas! Mas, apesar do perigo, elas são lindas demais!
Lagarta da família Saturniidae mostrando os “pinheirinhos” tóxicos!
Aqui da família Megalopygidae, linda demais!
Um aglomerado de taturanas… Medo!
Para não pensar que é brincadeira, veja que queimadura terrível na mão!
Sem comentários… Essa pessoa deve ter dormido em cima das lagartas!
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Postado por Karlla Patrícia
26 de julho de 2010
“Eu nunca entrei em um blog de biologia tão perfeito! Gostaria de saber se é que ninguém já perguntou qual a função do apêndice?” Hugo (através de comentários)
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Obrigada pelo carinho, Hugo. Por incrível que pareça ninguém perguntou sobre o apêndice ainda! Para quem não sabe, o apêndice faz parte do nosso sistema digestivo e está localizado logo no início do intestino grosso. É uma estrutura tubular sem saída que mede de 5 a 10 cm de comprimento de mais ou menos 1 cm de largura, seria como um dedo mindinho da mão de um adulto. Na maioria das pessoas, ele se localiza no lado direito inferior do abdome (veja imagem).
Bem, há muito tempo, o que se sabe sobre o apêndice é que ele é uma estrutura sem nenhuma função, que só serve para aglomerar sujeira do intestino e causar infecções, causando a apendicite. Esta infecção faz com que ele seja rotineiramente retirado, pois, quando inflamado, pode levar a pessoa à morte. Esta teoria vem sendo defendida há muito tempo baseada nas evidências de estudos de anatomia comparada em primatas, na qual o apêndice foi considerado por muito tempo como uma estrutura vestigial, isto é, uma estrutura que, ao longo da evolução, perdeu completamente sua função original. Mas hoje em dia, estudos tentam comprovar que não é bem assim.
Alguns cientistas garantem que o apêndice humano auxilia o sistema imunológico. Vendo esta estrutura no microscópio, os pesquisadores encontraram uma grande quantidade de tecido linfóide, presente também em outras áreas do sistema digestivo. A função desse tecido ainda não é muito conhecida, mas está claro que ele reconhece substâncias estranhas presentes nos alimentos ingeridos e ativa de alguma forma nosso sistema imunológico. Assim, dizemos que ele promove o crescimento populacional de bactérias do bem no nosso organismo e facilita o repovoamento dessas bactérias no cólon. Ou seja, o apêndice funciona como uma fábrica de bactérias, cultivando os germes “bons” como se fosse uma casa segura para esses microorganismos.
Pelo que os pesquisadores dizem, as bactérias vivem no apêndice sem serem perturbadas, até que sejam necessárias nos locais onde ocorrem os processos de digestão. O apêndice possui um fundo cego e uma abertura estreita, impedindo assim o influxo dos conteúdos intestinais. Acredita-se que as células do sistema imunológico encontradas no apêndice estão lá para proteger, e não para atacar, as bactérias benéficas. Assim, quando ocorre perda do conteúdo intestinal, as bactérias benéficas escondidas no apêndice emergem e repovoam a camada de biofilme do intestino, antes que bactérias maléficas se instalem.
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Postado por Karlla Patrícia
24 de julho de 2010
Em muitos sites aparecem as imagens assustadoras de pessoas com chifres enormes, surgindo na testa, na orelha e até nas mãos. Pois bem, hoje resolvi falar um pouco sobre os chifres humanos, conhecido na literatura médica como Cutaneum cornu.
Por mais assustador que possa parecer, esses chifres são lesões pouco comuns formadas com um material queratinoso, ou seja, o mesmo material presente na nossa unha e cabelos e é semelhante ao chifre dos animais. Estes chifres surgem a partir de repetidas lesões epidérmicas, que podem ser benignas, pré-malignas ou malignas. Os chifres são geralmente, resultado de exposição prolongada ao sol, e por causa disso surgem nas partes que mais recebem diretamente a luz do sol como: couro cabeludo, mãos, orelhas, testa, Pálpebras, lábios e etc.
Na maioria das vezes (60%), os chifres são benignos, mas podem abrigar células cancerosas e por isso é bom que o acompanhamento médico seja constante. Mas pensando bem, não consigo imaginar alguém que não procure um médico depois de perceber que tem um chifre surgindo na cabeça. Mas acredite a maioria das pessoas que desenvolvem o chifre, recuam do processo cirúrgico após descobrirem que não se trata de um artefato maligno e sim algo feito com o mesmo material de unha e cabelos.. tem louco pra tudo.
Os chifres humanos são compostos por uma queratina compactada e geralmente muitas lesões são encontradas na sua base. Embora sejam grosseiramente semelhantes a chifres de animais são histologicamente bem diferentes. Os animais podem possuir cornos que são projeções compostas de epiderme superficial super-queratinosa, depois uma derme e então o osso posicionado no centro. No caso dos chifres humanos, não existe formação óssea, todo o chifre é uma massa de queratina endurecida sem ligação com o crânio. Por não estar ligado ao crânio, um recurso cirúrgico é suficiente para sua retirada!
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Postado por Karlla Patrícia
22 de julho de 2010
“Quase morri engasgada com um pedaço de pão. Bateram na minhas costas, fiquei tossindo, quase vomitei tudo. Me explica por que a gente engasga?” Karen Oliveira - Recife / PE
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É horrível, não é Karen? Bom, o engasgo é um sinal de que o alimento que você ingeriu percorreu o caminho errado para o sistema digestivo. A tosse provocada parece ser a única saída para o desespero! Engasgar significa que a comida sólida ou líquida passou pelo lugar que não deveria. Nossa laringe, localizada na garganta, é formada por estruturas de cartilagem - um tecido resistente e flexível – entre as quais está a epiglote, que poderia ser comparada a uma tampinha. Essa epiglote pode abrir e fechar, independentemente da nossa vontade, por várias vezes ao longo do dia, regulando a passagem do ar e dos alimentos.
Só que ás vezes esta laringe falha no fechamento, principalmente qunado comemos muito rápido. O alimento que deveria ir para o esôfago pelo caminho errado, ou seja, ele é desviado para a laringe. Nossa laringe existe apenas para receber ar e controlar sons da nossa fala, recebendo alimento ele sofre uma irritação que é o engasgo. Assim que a laringe percebe que não é ar que está ali, as terminações nervosas da laringe reagem provocando a tosse para expelir o material que pegou o caminho do aparelho respiratório. A expulsão ocorre pelos orifícios de entrada do ar, tanto pela boca quanto pelo nariz, e o engasgo passa. Mas é uma reação bem incomoda de sentir!
O engasgo é um jato de ar disparado pelas terminações nervosas da laringe que desobstrui a passagem de ar para os pulmões.
O engasgo é um sinal de que o alimento que você ingeriu percorreu o caminho errado!
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Postado por Karlla Patrícia
20 de julho de 2010
Me encanta su sitio “Diario de biología.” Soy argentina y yo siempre se traduce de los temas. Tengo una pregunta: Cuando comemos dormimos, ¿por qué sucede esto? Sofía – Buenos Aires/Argentina
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Sofía, é verdade! Quando terminamos uma refeição completa, como um almoço por exemplo, o nosso organsimo passa por algumas alterações que dá aquela sensação de “preguicinha” e sono. É como se o corpo quisesse hibernar.
Tudo começa quando o alimento chega ao estômago. Neste momento o fluxo sanguíneo se acumula nesta região do abdomen. Isto acontece para que o processo de digestão seja facilitado pela circulação muito ativa naquele local. Com o aumento na circulação abdominal, muito sangue acaba sendo desviado para o processo de digestão, o cérebro fica menos oxigenado e o sistema nervoso com menos fluxo sanguíneo.
Existe uma região no nosso cérebro responsável pela sensação de fome. Essa região fica localizada próxima ao centro que controla o estado de alerta. O “aviso” de satisfação (fome saciada) enviada ao cérebro “desliga” nossos sinais de alerta. Isso por que, a glicose vinda dos alimentos aumentam nossos níveis glicêmicos e inibem as células nervosas responsáveis pela sensação de alerta e então somos parcialmente desligados. Este ciclo, provoca uma diminuição nas nossas atividades gerais causando uma sensação de sono, dormência, preguiça e tudo mais.
É preciso levar em conta também, nossos ritmos biológicos diários. Eles costumam variar durante o dia e exatamente na hora do almoço, no meio do dia, é o momento do declínio desses ritmos. A dica para não cochilar depois do almoço no trabalho é evitar alimentos ricos em glicose e comer pouco carboidrato para que os sinais de alerta das células nervosas não sejam interrompidos. Mas que este soninho é bom, isso é!
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Postado por Karlla Patrícia