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Perigos e riscos que uma mulher pode correr todas as vezes que faz as unhas, baseado em estudos

Fazer as unhas: perigos e riscos de tirar cutículas, lixar e pintar as unhas

Perigos e riscos que uma mulher pode correr todas as vezes que faz as unhas, baseado em estudos
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Tirar cutículas, lixar e pintar as unhas. Dificilmente você verá uma mulher vaidosa sem que suas unhas estejam impecáveis. Não somente no Brasil, mas nos principais países do mundo, fazer as unhas semanalmente ou quinzenalmente é algo comum entre as mulheres. Aliás, muitas não abrem mão desse “mimo”. O fato é que há perigos e riscos graves que uma mulher pode correr todas as vezes que vai fazer as unhas.

Desde o esmalte, até o material usado na retirada da cutícula podem oferecer riscos importantes à nossa saúde. Inegavelmente, boa parte das mulheres preferem, por comodidade, fazer as unhas fora de casa. Aliás, muitas delas, se quer, tem o próprio material. A seguir, veja todos os sérios perigos que você pode estar correndo.




Tirar as cutículas

A questão da retirada das cutículas – eponíquio – já tem sido bastante discutida entre dermatologistas. Como com muitas estruturas do corpo, a cutícula tem a sua função. Assim, acredita-se, que a retirada dela não seja algo tão banal quanto um corte de cabelo, exemplo.

Essa camada de células queratinizadas protege contra bactérias que possam na pele e sob as unhas. Então, as cutículas fazem uma eficiente vedação. Além de cobrir a raiz da unha, ela protege a pele ao redor, a raiz e a unha real.

De acordo com a American Academy of Dermatology, não é aconselhável empurrar e muito menos cortar as cutículas. Removendo a cutícula e quebrando o selo entre a pele e as unhas pode causar uma infecção da pele chamada paroníquia. Nesta infecção – que pode ser bacteriana ou fúngica – a pele ao redor da unha se torna dolorida, vermelha e inflamada.



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Pintar as unhas

Um novo publicado na Environment International [1] descobriu que substâncias químicas do esmalte podem entrar na corrente sanguínea. Há como detecta-las em apenas duas horas de aplicação.

Tais substâncias podem afetar o sistema endócrino. A saber, elas podem contribuir para a infertilidade, cânceres relacionados a hormônios, como câncer de mama e ovário. Além disso, distúrbios da tireoide, problemas neurológicos, diabetes e até obesidade podem estar relacionados ao esmalte.



Os pesquisadores acham que muitos dos problemas endócrinos que as mulheres apresentam após os 40 anos, estão fortemente relacionados ao uso de esmaltes durante toda a vida.

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Os instrumentos e ferramentas da manicure

Não importa se você faz as unhas em casa ou na manicure. Os instrumentos e ferramentas para retirar e empurrar as cutículas, lixar as unhas e limpar os esmaltes podem estar bastante contaminados. Baseando-se no famoso Guideline for Disinfecting Manicuring Equipament  [2], feito pelo Nail Manufacturers Council dos EUA, vamos explicar o porquê.

Alicate: é comum que a retirada da cutícula cause sangramento. A verdade é que nunca dá para saber se a manicure realmente faz uso de uma autoclave para esterilização. Em casa, você se quer tem um equipamento desses. Sangue, transmite, no mínimo, hepatite, Aids, infecções fúngicas e bacterinas.

Lixas de unha: a menos que a lixa seja absolutamente descartável, a transmissão de fungos da unha de uma pessoa para outra é inevitável. Ou até mesmo sua unha contaminada, pode, com ajuda da lixa contaminar todas as outras.

Palitos de unha: Este é um instrumento que, assim como as lixas, devem ser sempre descartados a cada uso. Esses se contaminam com sangue, fungos e bactérias. São exatamente nojentos. E pior, é impossível esteriliza-los por serem na maioria das vezes feitos de madeira.

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