Como saber se tenho Sífilis? Médicos explicam o que sente em cada fase da doença

A sífilis possui três estágios, mas nos dois primeiros os sintomas somem sem tratamento.

sintomas da sifilis

Os sintomas da sífilis se resumem principalmente a ferimentos indolores na região genital.

A Sífilis é uma doença intimamente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum.

Essa doença tem cura, contudo se não tratada pode se espalhar pelo corpo e causar graves lesões de órgãos levando a morte.

Uma das grandes dúvidas das pessoas é sobre os sintomas da doença.

Então, como saber se tenho sífilis?

A Sífilis tem cura?

De acordo com o Infectologista, Celso Granato, a sífilis apresenta fases distintas: primária, secundária e terciária, intercalada por períodos latentes (adormecida).

Entre 2015 e 2016, a sífilis teve um aumento de 27,9% no Brasil.

Conforme a Dra. Nicole Geovana, os principais sintomas são as pequenas feridas que surgem nos órgãos genitais e algumas ínguas nas virilhas.

Todavia, de acordo com o Dr. Charles Schwambach, médico especialista em homeopatia, a sífilis pode ser tratada e curada e não voltar mais, mas se tiver alguma relação desprotegida com alguém infectado pode pegar novamente.

De acordo com o infectologista, Celso Granato, a sífilis é classificada pelo seu estágio de infecção, por isso fique atento aos sintomas.

Para saber se você tem sífilis, você precisa observar as características abaixo.

Sintomas da sífilis: Como identificar a fase primária

Assim que a pessoa é infectada pela bactéria, cerca de três a quatro dias, formam-se as feridas indolores no local da infecção, geralmente na região íntima.

Nesse estágio é difícil observar outros sintomas, pois as feridas podem se localizar no reto ou colo do útero.

No entanto, elas desaparecem em até dez dias, mesmo sem tratamento, ficando “adormecida” no organismo.

Por isso, a doença acaba sendo ignorada.

Sintomas da sífilis: Como identificar a fase secundária

A segunda fase acontece cerca de duas a oito semanas após a primeira fase. Nem todas as pessoas irão desenvolver esse segundo estágio.

Porém, os que desenvolvem apresentam:

  • vermelhidão pelo corpo,
  • coceira,
  • ínguas nas axilas e pescoço
  • dores musculares
  • febre
  • dor de garganta
  • dificuldade para engolir

Conforme o primeiro estágio, no segundo, os sintomas também desaparecem sem tratamento após duas semanas.

Mais uma vez a bactéria fica “adormecida”.

Normalmente, as pessoas até buscam ajuda, mas como os sintomas desaparecem, muitas delas, “esquecem” que estiveram doentes.

No entanto, os médicos já pedem uma bateria de exames e aqui, ela é diagnosticada.


Sintomas da sífilis: Como identificar a fase terciária

O terceiro estágio é praticamente fatal, pois é muito difícil de ser detectada e tratada. Os sintomas incluem:

  • irregularidades em grandes vasos como a aorta
  • alterações cerebrais
  • problemas de visão, coração e juntas
  • complicações cerebrais.
  • epilepsia
  • dor de cabeça muito forte

Diagnóstico

De acordo com o Dra. Keilla Freitas, médica infectologista, o diagnóstico é realizado de forma bem simples:

  1. Primeiro pelo quadro clínico e apresentação dos sintomas, principalmente pelos ferimentos.
  2. Segundo pelos exames sorológicos chamados de VDRL e FTA-ABS ou TPHA. O VDRL é um exame de rastreio de anticorpos. Já o FTA-ABS é um teste mais específico e tem como finalidade a confirmação da doença.

Lembrando que ao apresentar algum destes sintomas é necessário buscar ajuda médica para análise e confirmação da doença, procure sempre um especialista.


Atenção: O material neste site é fornecido apenas para fins educacionais, e não deve ser usado para conselhos médicos, diagnósticos ou tratamentos. 


FONTESintomas da sífilis
Bióloga - CRBio/RJ 96514/02-D. Fundadora e administradora do Diário de Biologia. Possui graduação em Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas. Doutorado (2013) e Mestrado (2009) em Zoologia pelo Museu Nacional/UFRJ, especialista em insetos, autora do livro "O Mundo Secreto dos Insetos" - Cortez Editora. Experiência com palestras nacionais e internacionais. É autora ou coautora de artigos científicos publicados em revistas científicas, livros e capítulos de livro, e comunicações em eventos nacionais e internacionais. Colaboradora em revistas de divulgação científica para crianças (Ciência Hoje Para Crianças e Revista Recreio). Interessada em cultivo de plantas carnívoras. Atualmente mora na França, mas seu coração é brasileiro. Instagram: @karlla_diariodebiologia.