Hipertensão do epidídimo pode fazer seus testículos ficarem “azuis”. Mas é muito fácil resolver o problema!


Apesar do termo “bolas azuis” ser levado como brincadeira por muita gente, essa condição não é besteira, é real e pode acontecer com qualquer um. O termo “bolas azuis” (blue balls) foi descrito pela primeira vez em 1916, e foi ligado a doenças sexualmente transmissível, sendo que mais tarde foi diagnosticada como hipertensão do epidídimo por Weinzimer e Thornton.

O estímulo ou excitação sexual fazem com que o cérebro, os nervos, o coração, os vasos sanguíneos e os hormônios trabalhem juntos afim de aumentar rapidamente a quantidade de sangue fluindo para dentro do órgão genital. O sangue fica preso dentro das duas câmaras esponjosas (corpos cavernosos) localizadas no corpo do órgão. Ao encherem-se de sangue, as câmaras expandem-se fazendo com que o órgão adquira rigidez e se alongue em tamanho e diâmetro. Durante a excitação prolongada que não se segue de ejaculação pode haver uma congestão de fluídos  na região dos testículos . Quando isso acontece, pode haver um acúmulo de sangue na região dos testículos deixando-os levemente azulados.


A hipertensão do epidídimo também pode vir acompanhada de dor na região genital, famosa “dor no saco“. No entanto, há homens que descrevem dores de cabeça, dores musculares e mau humor. Em casos mais graves, há relatos de dores de estômago graves e dores de estômago.

O que fazer?

O tratamento mais comum é ejacular, seja através de relações sexuais ou por “justiça com as próprias mãos”. Ejaculação leva à normalização da atividade do sistema nervoso simpático e põe fim no congestionamento de sangue nos genitais que volta a circular normalmente. Em alguns casos, congestão e dor que acompanham desaparecem após um curto período de tempo, mas em outros casos, o alívio pode chegar depois de algumas horas.

Fonte: pediatrics.aappublications/ sciencedump/ /Bolas_azules

Atenção: O material neste site é fornecido apenas para fins educacionais, e não deve ser usado para conselhos médicos, diagnósticos ou tratamentos. 


Bióloga - CRBio/RJ 96514/02-D. Fundadora e administradora do Diário de Biologia. Possui graduação em Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas. Doutorado (2013) e Mestrado (2009) em Zoologia pelo Museu Nacional/UFRJ, especialista em insetos, autora do livro "O Mundo Secreto dos Insetos" - Cortez Editora. Experiência com palestras nacionais e internacionais. É autora ou coautora de artigos científicos publicados em revistas científicas, livros e capítulos de livro, e comunicações em eventos nacionais e internacionais. Colaboradora em revistas de divulgação científica para crianças (Ciência Hoje Para Crianças e Revista Recreio). Interessada em cultivo de plantas carnívoras. Atualmente mora na França, mas seu coração é brasileiro. Instagram: @karlla_diariodebiologia.