Língua geográfica: a condição benigna em que a pessoa tem impressionantes desenhos na língua

Língua Geográfica: o que é? Tem cura? É grave? Dói?

“Meu filho tem língua geográfica desde os 2 anos de idade (agora está com 5 anos) queria saber se essa doença vai existir para sempre. Tenho muitas dúvidas, queria saber o que é?, sem tem cura, se é  grave e se dói?” (Luciene A.)

Luciene, a língua geográfica é também conhecida como glossite migratória benigna ou eritema migratório, é uma condição benigna. Sua principal propriedade são as lesões erosivas eritematosas (avermelhadas), com bordas irregulares, cinzento-esbranquiçadas, um pouco salientes. Como resultado, essas lesões fazem lembrar os contornos de um mapa geográfico e podem migrar de uma área para outra da língua

Na verdade, a língua geográfica aparece quando as papilas (essas pequenas protuberâncias que cobrem a língua) desaparecem de zonas aleatórias da língua, e deixam placas vermelhas lisas de diferentes tamanhos que criam um aspecto similar a um mapa, por isso o nome. Estas placas podem mudar de tamanho e forma de um dia para o outro e tem aparência de queimadura. A condição nem sempre é dolorosa, mas algumas pessoas referem moléstias na língua e sensação de ardência que piora ao comer alimentos quentes ou picantes.

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Ainda se desconhece a causa da perda das papilas, embora estudos demonstraram que a condição não tem um padrão familiar. A condição pode ter caráter hereditário e estar associada a atopias, como asma e rinite alérgica, a deficiências nutricionais especialmente de vitaminas. Contudo, ela pode também estar associada à psoríase, estresse emocional e dermatite seborreica.

Apesar de poderem se manifestar em pessoas de qualquer idade, as lesões surgem mais nos primeiros anos de vida e costumam a desaparecer até os sete, oito anos. A prevalência é maior no sexo feminino. Infelizmente, ainda não há tratamento específico, a única medida terapêutica ocorre sobre os sintomas, quando eles aparecem.

drauziovarella
Bióloga - CRBio/RJ 96514/02-D. Fundadora e administradora do Diário de Biologia. Possui graduação em Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas. Doutorado (2013) e Mestrado (2009) em Zoologia pelo Museu Nacional/UFRJ, especialista em insetos, autora do livro "O Mundo Secreto dos Insetos" - Cortez Editora. Experiência com palestras nacionais e internacionais. É autora ou coautora de artigos científicos publicados em revistas científicas, livros e capítulos de livro, e comunicações em eventos nacionais e internacionais. Colaboradora em revistas de divulgação científica para crianças (Ciência Hoje Para Crianças e Revista Recreio). Interessada em cultivo de plantas carnívoras. Atualmente mora na França, mas seu coração é brasileiro. Instagram: @karlla_diariodebiologia.