Perder peso sentado, sem o menor esforço? Pílula promete substituir exercício físico


Quem não gostaria de perder peso sentado, sem o menor esforço e cansaço? Quase toda a população mundial. Pois então quase toda a população pode abrir um sorriso, pois a solução para isso pode estar a caminho. Em Harvard os cientistas vem estudando a criação de uma nova pílula que ajudaria o corpo a queimar o excesso de gordura. Eles vão ainda mais longe dizendo que essa nova pílula poderia substituir o exercício físico.

A pílula funcionaria acionando uma molécula que transformaria a gordura branca, que é ruim, em gordura marrom, que é importante para o organismo. A gordura branca é a gordura que nos deixa gordos quando acumulada. Isso acontece quando não dissipamos na forma de calor, toda a energia que consumimos em forma de alimento. Já a gordura marrom foi descoberta recentemente, entre as fibras musculares de humanos adultos. Ela é responsável pela transformação de energia em calor, sendo o principal órgão produtor de calor do organismo. Portanto os cientistas buscaram e encontraram através de uma molécula uma forma de simular a produção de gordura marrom, além de tranformar a gordura branca em gordura marrom. É o processo desencadeado por atividades físicas aeróbicas, como caminhada, corrida e natação.

Além de ajudar as pessoas a perderem peso, uma droga que transforma células brancas em células marrons também pode reduzir as chances de desenvolvimento de diabetes tipo 2 e ainda protegeria os pacientes contra doenças do coração.

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Em Harvard os cientistas vem estudando a criação de uma nova pílula que ajudaria o corpo a queimar o excesso de gordura. Eles vão ainda mais longe dizendo que essa nova pílula poderia substituir o exercício físico. Foto: Reprodução/atribuna

Apesar disso esse tipo de medicamento tem que ser tratado com muita cautela. Endocrinologistas dizem que a já existente Tofacitinib, (com princípio ativo semelhante e usada para tratamento de artrite) não teve o uso aprovado na União Eropeia e ainda não foi avaliada no Brasil. Nos Estados Unidos além de ser caro, o medicamento é relacionado a riscos de infecções.

Para as pílulas chegarem ao mercado são necessários muitos estudos clínicos e de segurança, com no mínimo cinco mil pacientes, o que poderia levar 6 anos. Além disso estudiosos da área da obesidade dizem que dificilmente o remédio poderia substituir o exercício físico. Ele não traria nenhum benefício para o sistema cardiovascular e no aumento da massa muscular, sendo no máximo um aliado no combate a obesidade.


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Para as pílulas chegarem ao mercado são necessários muitos estudos clínicos e de segurança, com no mínimo cinco mil pacientes, o que poderia levar 6 anos. Foto: Reprodução/artbody

Fonte: oglobo e abril

 

 


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Bióloga - CRBio/RJ 96514/02-D. Fundadora e administradora do Diário de Biologia. Possui graduação em Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas. Doutorado (2013) e Mestrado (2009) em Zoologia pelo Museu Nacional/UFRJ, especialista em insetos, autora do livro "O Mundo Secreto dos Insetos" - Cortez Editora. Experiência com palestras nacionais e internacionais. É autora ou coautora de artigos científicos publicados em revistas científicas, livros e capítulos de livro, e comunicações em eventos nacionais e internacionais. Colaboradora em revistas de divulgação científica para crianças (Ciência Hoje Para Crianças e Revista Recreio). Interessada em cultivo de plantas carnívoras. Atualmente mora na França, mas seu coração é brasileiro. Instagram: @karlla_diariodebiologia.