Passar álcool na pele ajuda a baixar a febre?


“Queria saber se é verdade que um pano umedecido com álcool comprado no mercado ajuda mesmo a baixar e febre em crianças.” Stella Paranguá

Stella, esta é uma prática antiga que não possui qualquer fundamento científico. Passar álcool de uso doméstico na pele, ou colocar um pano com álcool no corpo não ajuda a baixar a febre e ainda por cima coloca a pessoa sob risco de uma intoxicação.

O álcool apresentam propriedades que quando entram em contato com a pele, causa aquela sensação geladinha o que passa a impressão de que a temperatura corporal diminuiu, mas na verdade essa queda repentina da temperatura faz com que o organismo da pessoa febril entenda que é preciso eleva-la ainda mais.


Além disso, a pessoa pode se intoxicar aspirando o álcool que é extremamente volátil, o álcool também pode causar ardor e ressecamento na pele. Por esta razão a prática antiga de colocar uma tampinha de álcool na banheira durante o banho dos bebês também não é recomendado.

Para baixar a febre, o ideal é tomar um banho morno. Nunca tome banhos frios ou gelados durante uma crise febril, pois além do desconforto, o banho frio provoca diminui a temperatura da pele, enganando os receptores de temperatura que recebem a informação de que a febre programada não foi atingida. O organismo reage aumentando ainda mais a temperatura do corpo e provocando, inclusive, uma febre “rebote”, mais alta do que o inicial.

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O álcool não tem propriedades que ajudam a baixar a febre.
Fonte: Baby Center e NY Times

Atenção: O material neste site é fornecido apenas para fins educacionais, e não deve ser usado para conselhos médicos, diagnósticos ou tratamentos. 


Bióloga - CRBio/RJ 96514/02-D. Fundadora e administradora do Diário de Biologia. Possui graduação em Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas. Doutorado (2013) e Mestrado (2009) em Zoologia pelo Museu Nacional/UFRJ, especialista em insetos, autora do livro "O Mundo Secreto dos Insetos" - Cortez Editora. Experiência com palestras nacionais e internacionais. É autora ou coautora de artigos científicos publicados em revistas científicas, livros e capítulos de livro, e comunicações em eventos nacionais e internacionais. Colaboradora em revistas de divulgação científica para crianças (Ciência Hoje Para Crianças e Revista Recreio). Interessada em cultivo de plantas carnívoras. Atualmente mora na França, mas seu coração é brasileiro. Instagram: @karlla_diariodebiologia.