Como funciona a Pílula do Dia Seguinte no organismo?

Como funciona a Pílula do Dia Seguinte no organismo?

Como funciona a Pílula do Dia Seguinte? A pílula do dia seguinte é um método contraceptivo de urgência. Na maioria das vezes, é  utilizado após relações sexuais desprotegidas para evitar uma gravidez indesejada. Contudo, muitas mulheres ainda desconhecem como essa pílula funciona no organismo.

Como ocorre a gravidez?

(1) Assim que termina a menstruação, a hipófise recomeça o ciclo secretando um hormônio chamado FSH (hormônio folículo-estimulante). É esse hormônio que “avisa” aos ovários momento certo para preparar um folículo para a ovulação.

(2) O folículo se desenvolve e começa a produzir o estrógeno. Ele faz com que o revestimento uterino aumente para que esteja pronto para aceitar o óvulo fertilizado.

(3) O hipotálamo e a glândula hipófise (pituitária) regulam o nível de estrógeno presente no sangue. Quando esse nível estiver suficientemente alto, a glândula hipófise libera o Hormônio Luteinizante (LH). Esse hormônio “avisa” o folículo para lançar o óvulo na Trompa de Falópio.

(4) Se o esperma fertilizar o óvulo durante esse período e as condições estiverem favoráveis, o óvulo fertilizado será implantado no revestimento uterino preparado e a mulher estará grávida.

(5) Caso não ocorra a fertilização ou se algo evitar a implantação, a mulher não irá engravidar e, após duas semanas da ovulação, irá começar a menstruar.

Então, como funciona a Pílula do Dia Seguinte?

De acordo com um estudo de mestrado publicado da revista científica Cadernos UniPOA (1), a pílula do dia seguinte, é um método normatizado pelo Ministério da Saúde desde 1996. Sua função, a saber, é  evitar uma gravidez indesejada. A medicação hormonal, tem seu uso recomendado em situações de emergência, como em casos de violência sexual e relação sexual desprotegida. Ao mesmo tempo, em casos de possível falha de outro método, como a ruptura do preservativo. Por isso, é tão importante entender como funciona a pílula do dia seguinte.

Bem, onde a “Pílula do Dia Seguinte”, ou Levonorgestrel entra nessa história? O Levonorgestrel interrompe o ciclo hormonal natural, ou seja, ele pode prevenir ou atrasar o lançamento do óvulo. A pílula contém em sua fórmula um hormônio sintético em alta dose. Assim, esse hormônio diminui no organismo o nível do FSH que é o responsável, entre outras coisas, pelos movimentos da trompa que liberam o óvulo e o empurram em direção ao útero. Então, sem FSH, a trompa não realiza movimentos, o óvulo fica imóvel e não encontra o espermatozoide. Isso interrompe o ciclo evitando que a fertilização aconteça.

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Mas, atenção: Caso a ovulação já tenha ocorrido, o Levonorgestrel será menos eficaz. Por isso é importante utilizar a pílula o quanto antes após uma relação sexual sem proteção e por isso o nome de “Pílula do Dia Seguinte”. Caso o óvulo fertilizado já tenha sido implantado, a pílula não terá nenhum efeito. Assim, quanto mais demorar para tomar a pílula, menores serão as chances da pílula dar certo.

É importante salientar que a pílula do dia seguinte é um recurso que só deve ser empregado em caso de uma emergência e não como recurso anticoncepcional rotineiro. Em todos os casos, a mulher deve procurar um médico nas próximas 72 horas para a indicação da pílula. O farmacêutico não é autorizado a prescrever este tipo de medicamento.

Artigo científico: Cadernos UniPOA (1)

Atenção: O material neste site é fornecido apenas para fins educacionais, e não deve ser usado para conselhos médicos, diagnósticos ou tratamentos. 


Bióloga - CRBio/RJ 96514/02-D. Fundadora e administradora do Diário de Biologia. Possui graduação em Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas. Doutorado (2013) e Mestrado (2009) em Zoologia pelo Museu Nacional/UFRJ, especialista em insetos, autora do livro "O Mundo Secreto dos Insetos" - Cortez Editora. Experiência com palestras nacionais e internacionais. É autora ou coautora de artigos científicos publicados em revistas científicas, livros e capítulos de livro, e comunicações em eventos nacionais e internacionais. Colaboradora em revistas de divulgação científica para crianças (Ciência Hoje Para Crianças e Revista Recreio). Interessada em cultivo de plantas carnívoras. Atualmente mora na França, mas seu coração é brasileiro. Instagram: @karlla_diariodebiologia.