Anomalias e doenças

Novo medicamento é supereficaz no combate a psoríase. 80% das pessoas se livraram de vez das lesões

A psoríase é uma doença genética, autoimune, crônica e não contagiosa caracterizada por inflamações da pele, que afeta de 1 a 3% da população mundial. As causas da doença não são exatas, mas é uma doença com um forte componente genético, e também pode ser desencadeada por infecções, medicamentos anti-inflamatórios, obesidade, clima (mais comum em lugares frios), consumo de cigarro e álcool, e stress emocional.

Os tratamentos para a doença não são absolutamente definitivos e os pacientes sofrem com o surgimento das lesões. Mas agora, uma nova droga foi clinicamente testada e 70 – 80% dos portadores de psoríase tiveram cura parcial ao total, um resultado impressionante. A droga é conhecida como secuquinumabe – sim, o nome é estranho –  um inibidor da ação de uma citocina (molécula que ajuda as células a se “comunicarem”) chamada interleucina-17 (IL-17).


Segundo o artigo publicado na The New England Journal of Medicine, os pesquisadores contaram com 3.736 adultos portadores de psoríase de 21 países diferentes. Após 60 semanas a o desparecimento das lesões foi classificado como “total” ou “mínimo” de 76,4-81,8% dos participantes, dependendo do grupo de estudo. “Há dez anos, pensávamos que o desaparecimento total da doença era impossível“, disse o dermatologista Kenneth Gordon da Northwestern University Feinberg School of Medicine. “Agora, com esta droga, estamos diante da melhor resposta já vista“, completou.

Imagem mostra o antes de depois do tratamento com o secuquinumabe.

Imagem mostra o antes de depois do tratamento com o secuquinumabe.

O secuquinumabe, que já foi aprovado pela Food and Drug Administration (FDA), funciona através da neutralização de um caminho no sistema imunológico que é conhecido por promover a psoríase. Dentre os efeitos colaterais, o mais grave é que alguns pacientes desenvolveram neutropenia  (baixa contagem de células brancas do sangue).

No Brasil

A boa notícia é que, de acordo com Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico, desde janeiro de 2016 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou o tratamento biológico inibidor da IL-17A para pacientes com psoríase em placas moderada a grave, em pacientes adultos candidatos à terapia sistêmica.

O medicamento está sendo fabricado no Brasil pela Novartis com o nome de Cosentyx™.

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Fonte:abcfarma sciencealertfeinberg/ veja.abril Imagens: sciencealert/ healthguru

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