Comportamento

Aprender ouvindo música? Entenda como a música mexe com o seu cérebro e como ela pode ser uma grande aliada para a aprendizagem

Quem não gosta de ouvir uma boa música? Às vezes, passamos horas ouvindo nossas músicas favoritas e as utilizamos como motivação para nossas atividades diárias. Tem gente que utiliza a música para estudar, fazer as tarefas domésticas, ir para a academia, correr, etc. Também não existe festa entre amigos ou baladinha sem música, não é mesmo? Parece que quando ouvimos música o tempo voa, a gente se distraí e fica mais fácil realizar uma tarefa. E essa sensação de que o tempo passa mais rápido é explicada pelo fato de que nosso cérebro possui uma capacidade muito limitada de recepção de informações. Por isso, ao ouvir músicas, nos concentramos naquilo e perdemos a noção do tempo. Para se ter uma ideia, essa é a estratégia utilizada pelos teleatendimentos, onde usa-se músicas para distrair as pessoas, e não perceberem a demora em sua solicitação de atendimento.

Além disso, a música também aflora sentimentos e percepções. Ao ouvir música ativamos uma série de regiões do nosso cérebro, que por sinal, é muito complexo. Música é uma forma de linguagem, e por isso requer uma ampla ativação de áreas cerebrais relacionadas com a memória e com os sentidos (visão, audição, olfato, etc.). O processamento da música pelo cérebro envolve 3 etapas: percepção musical, reconhecimento e emoção. E tais etapas se dão no córtex cerebral, que dentre sua complexidade, é divido em lobos frontal, occipital, parietais e temporais, cada qual com sua especialização, mas integradas em suas atividades. A linguagem, basicamente, está relacionada aos lobos frontal (região relacionada aos movimentos corporais) e temporais (relacionadas aos estímulos auditivos), mas diversas outras áreas são estimuladas nesse processo.


Dada a intensa ativação cerebral proporcionada pela música, estudos recentes comprovam que a utilização da música favorece a aprendizagem de disciplinas como português e matemática. Por isso há um movimento para que ocorra o ensino de música nas escolas. De acordo com uma pesquisa publicada no ], a música é capaz de remodelar áreas responsáveis pelo processamento de sons, que são relacionadas com áreas do cérebro ligadas a habilidades linguísticas como leitura e comunicação verbal. Outros estudos científicos apontam ainda que há uma grande correspondência entre a instrução musical nos primeiros anos de vida e o desenvolvimento da inteligência espacial, que é responsável pelo estabelecimento de relações entre itens e que, consequentemente, favorece as habilidades de raciocínio matemático. Tal habilidade também é necessária para a música, principalmente no que diz respeito ao ritmo, onde há uma noção métrica e temporal.

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Interessante, não é mesmo? Acredita-se, então, que o processo de interpretação musical pode ajudar a desenvolver não apenas a concentração e o raciocínio lógico, mas também a coordenação motora, e ser uma atividade que melhore o bem-estar dos alunos, motivando ainda a fixação de outros conteúdos. Além disso, a música torna as pessoas mais sensíveis às percepções de mundo e de sentimentos das pessoas que nos cercam, trazendo sensibilidade e emoções. Então, ouça música e faça um bem para o seu cérebro.

Fonte: neuroeducacaocienciasecognicaonoticias.
terra/meucerebro/   infoescola 
 Imagens: Reprodução/ exameuniversitario

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