Animais

As plantas também podem ter câncer?

” … Queria saber se os vegetais também tem câncer como os animais.” Fábio Costa




Fábio, podemos dizer que as plantas tem câncer sim. Na verdade, chamamos de “galhas” os tumores que os vegetais desenvolvem. São estruturas que se originam na planta aumentando ou diminuindo o número de células no órgão ou tecido atacado. Os organismos que provocam o surgimento da galha podem ser vírus, bactérias, fungos, liquens, ácaros ou insetos. A doença não leva a planta à morte, mas pode prejudicá-la de diversas maneiras.

Um dos tipos mais comuns de galha é induzido pela bactériaAgrobacterium tumefaciens‘, que vive no solo e normalmente ataca plantas comuns em nossa alimentação, como o tomate, o feijão e a batata. A bactéria entra em contato com a planta através de lesões entre a raiz e o caule induzindo as células a aumentarem a produção de hormônios que estimulem a proliferação celular (hiperplasia). É esse desequilíbrio hormonal que faz com que as células se multipliquem desordenadamente, dando origem a tumores em diferentes partes da planta.

As galhas causadas por insetos também são bem comuns em diversas plantas. Aposto que você já viu uma folha de uma planta qualquer com formações como verrugas, que são como câmaras larvais. Geralmente, os insetos galhadores atacam as plantas para postura dos ovos. As fêmeas colocam seus ovos na planta e esta indução provoca modificações estruturais com a formação de tecidos nutritivos para as larvas que surgirão após a eclosão dos ovos. É a atividade metabólica das células do vegetal que permite a nutrição do inseto parasita. Depois de se alimentar dos tecidos formados por indução, as larvas se tornam adultos e saem da câmara deixando apenas a galha que normalmente não regride. No geral, o inseto possui um a especificidade de hospedeiro, ou seja, uma determinada espécie de inseto só atacará uma determinada espécie de vegetal.



Olha aí a larva do inseto dentro da galha..



FONTE: Mundo Estranho e Wikipédia

6 comentários

6 Comments

  1. Hanah Ceres

    em

    Não sabia! Interessante. xD

  2. Galhas de insetos são estruturas patológicas originadas da neoformação de tecidos, como resultado de um estímulo químico e/ou mecânico do inseto. Durante o desenvolvimento da galha, modificações estruturais ocorrem com formação de tecidos cecidogênicos, que geralmente incluem os nutritivos que alcançam a câmara larval, cujas células mostram características de alta atividade metabólica que permitem a nutrição do parasita. As galhas de insetos se desenvolvem após indução por larvas ou adultos , que realizam a postura de ovos ou se alimentam do vegetal, injetando substâncias e ainda realizando alterações mecânicas.

  3. Espindola

    em

    Eu queria saber porque o milho de pipoca estoura e o milho de galinha não

    • José

      em

      pq é um tipo diferente de milho de dentro tem meio q um amido q qnd esquenta ele meio q “explode”

  4. Luiz Krug

    em

    Olá, moro e sou guia aqui na chapada diamantina (lençóis). Gostaria de ter informações sobre trabalhos ou publicações (papers) que me ajudem a identificar as galhas e suas plantas hospedeiras. às vezes eu pego um galho galhado, ponho na garrafa plástica e ás vezes nasce o inoculador.
    Estou escrevendo um livro “Decifrando as Trilhas” baseado em 30 anos de perguntas. A mais difícil de responder são as perguntas sobre galhas pois não gosto de me limitar a dizer que são tumores.
    Estou no face luiz krug krug.
    Muito obrigado pela atenção

  5. Comparativamente a plantas herbáceas ou arbustivas, espécies arbóreas apresentam ciclo de vida mais longo, que as tornam mais previsíveis no tempo e no espaço. Os insetos herbívoros têm maior probabilidade de colonizar e manter sua população nessas plantas, sofrendo menores riscos de extinção devido a persistência do recurso. É possível que a previsibilidade do recurso associada à especificidade dos insetos galhadores permitem que um único indivíduo arbóreo suporte a maioria das espécies de galhadores associados a uma determinada espécie vegetal. Dessa forma, as curvas de rarefação de espécies devem atingir pontos de saturação com um número relativamente baixo de indivíduos, conforme observado nesse estudo.

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