Por que quando comemos caju nossa boca fica áspera?


“Por que quando tomamos suco de caju ou comemos a fruta nossa boca fica áspera? (Stefany Brito)”

Stefany, antes de responder sua pergunta, vamos conhecer um pouco mais sobre o caju? O termo caju vem da língua tupi acaju, que significa noz que se produz. Comumente, o caju é chamado de fruto, quando na verdade, trata-se de um pseudofruto. Ele é constituído por duas partes: a castanha – o fruto propriamente dito – é duro e oleaginoso; e o pedúnculo floral –  no qual é chamado de fruto erroneamente, consistindo em um corpo piriforme, suculento, podendo ter as cores amarelo, rosa ou vermelho. Do caju podem ser preparados sucos, mel, doces, bebidas destiladas, dentre outros.

Este pseudofruto possui diversas propriedades terapêuticas, antidiabética, adstringente, antidiarreica, depurativa, tônica, antiasmática, antisséptica, anti-inflamatória, depurativa, expectorante, vermífuga, diurética. Tudo isso devido à composição da castanha e pedúnculo floral.

Quando ingerimos caju, nossa boca fica áspera devido às suas propriedades adstringentes. Com essa característica, a polpa do caju é capaz de contrair tecidos e vasos sanguíneos, diminuindo a secreção das mucosas, por isso a sensação de boca áspera (travada). É a mesma sensação quando se come banana um pouco verde.

Na química, existem os compostos básicos, no qual possuem essa mesma característica de adstringir e são empregadas como medicamentos (antiácido), como é o caso do leite de magnésia, que vez ou outra tomamos para combater a azia. Nesses dois casos, as bases são fracas e não causam danos à saúde mas quando elas são fortes, como o caso da soda caustica, elas são corrosivas e requer cuidados ao serem manipuladas.


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Quando ingerimos caju, nossa boca fica áspera devido às suas propriedades adstringentes. Foto: Flickr

 Fonte: wikipedia, bemdesaude, wikipedia

Este texto é de autoria do Biólogo Paulo Alex

 


Atenção: O material neste site é fornecido apenas para fins educacionais, e não deve ser usado para conselhos médicos, diagnósticos ou tratamentos. 


Bióloga - CRBio/RJ 96514/02-D. Fundadora e administradora do Diário de Biologia. Possui graduação em Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas. Doutorado (2013) e Mestrado (2009) em Zoologia pelo Museu Nacional/UFRJ, especialista em insetos, autora do livro "O Mundo Secreto dos Insetos" - Cortez Editora. Experiência com palestras nacionais e internacionais. É autora ou coautora de artigos científicos publicados em revistas científicas, livros e capítulos de livro, e comunicações em eventos nacionais e internacionais. Colaboradora em revistas de divulgação científica para crianças (Ciência Hoje Para Crianças e Revista Recreio). Interessada em cultivo de plantas carnívoras. Atualmente mora na França, mas seu coração é brasileiro. Instagram: @karlla_diariodebiologia.