Picada de aranha brasileira pode causar ereção de 4 horas nos homens


A aranha armadeira brasileira (Phoneutria nigriventer) não tem nenhuma característica diferenciada a não ser sua picada extremamente dolorosa que injeta dois tipos de toxinas que podem ser fatais. Mas o que muitas pessoas não sabem é que quando esta aranha pica homens, eles costumam sofrer um episódio de priapismo que pode durar horas. O Priapismo é uma condição médica onde o homem tem uma ereção constante e extremamente dolorosa. No priapismo o órgão sexual masculino não retoma o estado flácido mesmo sem estimulação física ou psicológica.

 Assim que é picado por esta aranha, há um desencadeamento de um efeito colateral que resulta nestes dolorosos acessos de priapismo. Uma das toxinas responsáveis por este efeito (toxina Tx2-6) resulta em um forte estímulo nervoso aumentando as taxas de ácido nítrico no sangue que termina em uma ereção que dura longas 4 horas podendo levar até à impotência sexual definitiva.

Além disso, o veneno desta aranha conta com uma neurotoxina (toxina PhTx3) que bloqueia o controle muscular, o que poderá resultar também em uma asfixia por paralisia do movimento respiratório. O veneno demora cerca de 12 horas para perder o efeito, enquanto isso, a vítima sofre dor intensa no local da picada e no órgão sexual cometido por uma ereção que parece não ter fim.

Phoneutria_nigriventer
Muitas pessoas não sabem que quando esta aranha pica homens, eles costumam sofrer um episódio de priapismo que pode durar horas. Foto: wikipedia

 

Fonte: wikipedia

 


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Bióloga - CRBio/RJ 96514/02-D. Fundadora e administradora do Diário de Biologia. Possui graduação em Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas. Doutorado (2013) e Mestrado (2009) em Zoologia pelo Museu Nacional/UFRJ, especialista em insetos, autora do livro "O Mundo Secreto dos Insetos" - Cortez Editora. Experiência com palestras nacionais e internacionais. É autora ou coautora de artigos científicos publicados em revistas científicas, livros e capítulos de livro, e comunicações em eventos nacionais e internacionais. Colaboradora em revistas de divulgação científica para crianças (Ciência Hoje Para Crianças e Revista Recreio). Interessada em cultivo de plantas carnívoras. Atualmente mora na França, mas seu coração é brasileiro. Instagram: @karlla_diariodebiologia.