Por que as pessoas “choram” quando descascam ou picam cebola?


Quando a gente corta a cebola, algumas células do vegetal se rompem e deixam escapar uma série de compostos. Um deles, formado principalmente por enxofre, resulta em uma substância chamada ácido sulfênico e é transformada em um gás.

Na atmosfera, esse composto de enxofre vira gás e se espalha pelo ambiente. Quando entra em contato com os olhos que estão constantemente úmidos, ele forma uma uma solução fraca de ácido sulfúrico (H2SO4) que irrita o globo ocular. Para se livrar do ácido sulfúrico, o organismo reage. As glândulas lacrimais são estimuladas e produzem lágrimas para lavar o globo ocular. No fim da choradeira, o olho está limpo de novo.


Para evitar o “chororô”, a melhor coisa é cortar as cebolas ao lado de um ventilador, evitando que os gases cheguem perto da visão, ou ainda molhá-las para que o ácido dilua antes de chegar aos olhos. O interessante é que cientistas japoneses descobriram uma enzima na cebola que estaria envolvida na produção do tal gás irritante. Agora o desafio é produzir um vegetal geneticamente modificado, sem essa enzima.

Cortar_cebola_sem_chorar

A cebola libera um gás que reage com a lágrima e irrita os olhos!
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Atenção: O material neste site é fornecido apenas para fins educacionais, e não deve ser usado para conselhos médicos, diagnósticos ou tratamentos. 


Bióloga - CRBio/RJ 96514/02-D. Fundadora e administradora do Diário de Biologia. Possui graduação em Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas. Doutorado (2013) e Mestrado (2009) em Zoologia pelo Museu Nacional/UFRJ, especialista em insetos, autora do livro "O Mundo Secreto dos Insetos" - Cortez Editora. Experiência com palestras nacionais e internacionais. É autora ou coautora de artigos científicos publicados em revistas científicas, livros e capítulos de livro, e comunicações em eventos nacionais e internacionais. Colaboradora em revistas de divulgação científica para crianças (Ciência Hoje Para Crianças e Revista Recreio). Interessada em cultivo de plantas carnívoras. Atualmente mora na França, mas seu coração é brasileiro. Instagram: @karlla_diariodebiologia.