O que causa sarna na pele?

20 junho, 2010

Meu cachorro tá com sarna. Não sei o que fazer. O que causa sarna? é um fungo? Isso pode pegar na gente? Elis Ângela –  Brasília/ DF
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Elis o melhor é levar logo o seu cãozinho ao veterinário.  A sarna – também chamada de escabiose – não é causada por fungos. Na verdade é uma doença parasitária, causada por uma ÁCARO chamado Sarcoptes scabiei. A sarna que atinge o ser humano é diferente da sarna dos cães. No entanto, existe uma variação do ácaro que pode ocorrer nos cães e contaminar pessoas. É melhor prevenir. O ditado popular: “Fulano está arrumando sarna para se coçar. ” não é à toa. O principal sintoma desta doença é a coceira intensa e intolerável que ela causa.
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Se você acha que a sarna se associa exclusivamente à falta de higiene, enganou-se. Para se pegar sarna, basta ter contato com uma pessoa com o problema. É uma doença contagiosa transmitida pelo contato direto de pessoa para pessoa ou animal. Roupas contaminadas também são transmissoras. O ácaro vive dentro da camada superficial da pele cavando túneis  onde a fêmea deposita seus ovos que eclodirão em cerca de 7 a 10 dias dando origem a novos parasitas.
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Os túneis geralmente não são visíveis pois com o ato de coçar, a escoriação causada na pele esconde estas formações. O que se encontra na maioria dos casos é pequenos pontos escoriados ou recobertos por crostas em consequência da coceira. É possível a infecção secundária destas lesões com surgimento de pústulas e crostas amareladas. A exposição é mais comum em casas de repouso, asilos de velhos, hospitais e creches. A escabiose também pode ser transmitida no ambiente domiciliar e por contato sexual. Normalmente, para diagnosticar é feita uma raspagem na pele em busca dos ácaros, seus ovos ou fezes.
:o  Roupas infestadas com ovos e adultos!
Imagem de Microscopia eletrônica, mostrando os ácaros na pele.
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Categoria: Visitante Curioso

Você sabe como se formam as pérolas?

16 janeiro, 2010

É incrível como a natureza nos envolve com sua beleza e perfeição. A formação das pérolas verdadeiras envolve proteção, dor e um pouco de magia da mãe natureza.

As pérolas são produzidas através de um processo muito natural. Como muitos já sabem, são resultado de um demorado trabalho das ostras. As ostras são moluscos bivalves, que recebem esse nome por apresentarem um par de conchas. Essas conchas são formadas por nácar (uma mistura orgânica de camadas de conchiolina, calcite e carbonato de cálcio cristalizado) que é secretado por células ectodérmicas do molusco. Bom, a função desse nácar não é ficar produzindo pérolas por aí e sim se depositar interior da concha do animal proporcionando um meio para alisar a própria concha, como se isso reasultasse em mais conforto. Já repararam como uma concha é sempre lisinha por dentro?

Pois bem, mas esse nácar (conhecido como madrepérola) também serve como mecanismo de defesa contra organismos parasitas e dejetos prejudiciais. Quando um molusco é invadido por um parasita ou é incomodado por um objeto estranho (um grão de areia, por exemplo), e isso causa dor e irritação no tegumento do animal, entra em ação um processo que chamamos de enquistação. Neste processo, como forma de proteção desta irritação, a ostra começa a cobrir aquele grãozinho de areia com nácar. Com o passar do tempo são sendo depositadas muitas e muitas camadas de nácar, o que acaba por ocasionar a formação de uma pérola. A qualidade e espessura destas camadas microscópias de nácar são importantes fatores que determinam o brilho de uma pérola.

 

Pérolas são produtos da dor, resultados da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra , como um parasita ou um grão de areia. Pérolas são feridas curadas. :(

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Categoria: Curiosidades - Animais

Gêmeo Parasita – Fetus in Fetu

27 dezembro, 2008

Esta anomalia poderia ser dizer que é um exacerbo do caso dos gêmeos xipófagos (siameses). Neste caso, é considerada uma anomalia “fetus in fetu“, quando um gêmeo malformado é encontrado dentro do corpo de um gêmeo hospedeiro, seja uma criança ou um adulto vivo.

Isso mesmo, os gêmeos não chegam a se separar completamente quando são zigotos e ficam unidos por alguma região do corpo. Um destes gêmeos cresce, se desenvolve “normalmente”, enquanto o outro se atrofia e se aloja no interior do gêmeo sadio e passa a depender completamente dele.

De acordo com a literatura especializada, quando o feto hospedeiro consegue sobreviver ao parto, este fica com uma protuberância, como se fosse um inchaço na região onde está feto parasita. Cerca de 80% dos casos ocorrem com o parasita alojado na região abdominal. Quando nasce uma criança (ou um adulto passa por exames específicos), podem ser escontradas no abdomen massas contendo ossos, cartilagem, dentes, tecido do sistema nervoso central, gordura e músculo denominadas ‘teratomas’. Mas só serão consideradas como fetus in fetu caso haja um tronco e membros reconhecidos.

Embora seja difícil saber a taxa exata de incidência, já que os casos podem passar despercebidos durante longos períodos, acredita-se que o fetus in fetu ocorre a cada grupo de 500 mil nascimentos, e muitas vezes passam desapercebidos sem serem diagnosticados.

 

O indiano Baghat viveu durante anos, sem saber, com o seu irmão gêmeo no próprio estomago.

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Um caso de teratoma – aglomerado de tecido com ossos, cartilagem, dentes, tecido do sistema nervoso central, gordura e músculo!

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Categoria: Anomalias da medicina

Uma língua horripilante!

16 outubro, 2008

Os isópodes são pequenos crustáceos achatados que não possuem carapaça. Normalmente levam uma vida normal, como herbívoros, carnívoros, carniceiros… Mas o Cymothoa exigua, costuma fixar moradia dentro da boca de um peixe!

Isso mesmo, ele se agarra na língua do peixe com suas patas em forma de ganchos, e ali se alimenta de muco, sangue e do tecido e aos poucos acaba comendo a língua inteira do pobre peixe! Fixado na base da língua, este bichinho estranho acaba tomando o seu lugar, crescendo junto com o seu hospedeiro (o peixe) e aproveitando também para comer os restos alimentares.

Ele pode alcançar o mesmo tamanho da língua do peixe, mas o que parece se horripilante, não é: o peixe (caranho vermelho) continua se alimentar normalmente, e pode viver desta forma até o fim da vida.

O único parasita conhecido capaz de substituir (comer) um órgão do seu hospedeiro e com isso, ainda ajudar na sua alimentação.

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Categoria: Curiosidades