Comportamento

Atenção gordinhos: pesquisas apontam que vocês são mais felizes e possuem melhor desempenho sexual!

Que nossas características físicas são determinadas por vários genes, isto é algo certo. A ideia de que os fatores ambientais interferem na expressão dos genes também é dado como algo certo na atualidade. Mas ainda é controverso para a ciência o quanto os fatores genéticos interferem em questões emocionais e comportamentais, tais como a nossa opção sexual, a personalidade e os sentimentos. Apesar de atualmente sabermos que diversas doenças são relacionadas a fatores genéticos (como o câncer, a hemofilia, etc.), a relação entre os genes e doenças como depressão e ansiedade (das quais pouco sabemos sobre suas causas, que podem ser diversas, dependendo do histórico e modo de vida do paciente), ainda é pouco conhecida.

No entanto, com os avanços recentes na Genética Molecular, cada vez mais parece haver relações entre essas psicopatologias e os fatores genéticos. Em termos gerais, depressão é uma doença psiquiátrica, que produz uma alteração do humor, gerando uma tristeza profunda e constante, associada a sentimentos de dor, desesperança e baixa autoestima. Em uma sociedade em que, dentre muitos outros problemas, a busca pelo corpo perfeito é algo eminente, acreditaríamos que pessoas obesas tendem a ser mais propensas a estados depressivos, pois sofrem certos preconceitos e não se enquadram aos padrões impostos, certo? Errado!


Em estudos recentes, como o realizado pela Universidade de MacMaster (Canadá), aponta-se que pessoas obesas correm menor risco de entrar em depressão. Mas como isso ocorre? Isso se deve ao gene da obesidade (chamado FTO – “Fast-Obesity”). Em uma pesquisa com 17,2 mil amostras de DNA de pessoas de 21 países, cientistas descobriram que esse gene reduz em 8% as chances de ter depressão, ou seja, o mesmo gene que é culpado pela tendência de engordar, deixa as pessoas que o possuem um pouquinho mais felizes do que as outras. Curioso, não é?

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Em outra pesquisa relacionada ao tema, pesquisadores da Universidade de Erciyes (Turquia), apontam que homens gordinhos também estão menos propensos a sofrer de ejaculação precoce, podendo, inclusive, durar cerca de 4 vezes mais tempo do que as pessoas em forma. E porque isso ocorre? Como sabemos, dois hormônios estão altamente relacionados com as questões sexuais: a testosterona e o estrogênio. Apesar do primeiro hormônio apresentar-se em maior quantidade nos homens, e o segundo nas mulheres, eles estão presentes, em quantidades diferentes, em ambos os sexos. E enquanto a testosterona está ligada a massa corporal magra, tamanho muscular e força, os níveis de estrogênio regulam o acúmulo de gordura. Por isso, o estradiol, um dos tipos de estrogênio, consequentemente mais presente em homens acima do peso, mexe com um balanço químico interno, o que leva a uma maior demora para chegar a ejaculação.

Para se ter uma ideia, na pesquisa, enquanto os participantes com IMC (Índice de Massa Corporal) normal demoravam, em média, 1,8 minutos para chegar ao ápice sexual, os gordinhos demoravam, em média, 7,3 minutos! Incrível, né? Pois é, sabemos que engordar pode trazer muitos problemas de saúde (cardíacos, hipertensivos, etc.) e não recomendamos que ninguém seja obeso. Mas uma coisa é fato: o preconceito com pessoas acima do peso é infundado! Esteja bem com o seu corpo, cuidando sempre da sua saúde, e saiba: gordinhos fazem sucesso! E você não precisa de um corpo “perfeito” para ser feliz!

Fonte: superpriderobertofrancodoamaraldrauziovarellarevistavivasaudewikipedia
   Imagens: Reprodução/wooplus/ manualdohomemmoderno

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