Mosquitos da dengue/zika cor-de-rosa são encontrados no interior de São Paulo e deixaram moradores em pânico

Isso está com cara de mais um fake viral espalhado pela internet, mas não é. O mosquito da dengue visto em Piracicaba, São Paulo exibia mesmo cores fortes, principalmente cor-de-rosa. Trata-se de mosquitos Aedes aegypti geneticamente modificados que são parte de um experimento realizado desde de abril de 2015 pela empresa Oxitec com apoio da prefeitura.

Só que esqueceram de avisar aos moradores da cidade com antecedência. A coloração diferente foi utilizada para determinar o tempo de sobrevida do mosquito, que não pica pessoas e nem transmite doenças. Por não oferecer nenhum risco, o mosquito rosa tem sido chamado de “Aedes do bem” e foram criados com o objetivo de tornar os mosquitos, utilizados para combater a disseminação da dengue, zika e chikungunya, mais resistentes. Os mosquitos, marcados com pó colorido, são liberados e depois recapturados para contagem.

A prefeitura de Piracicaba garante que os mosquitos não trazem nenhum risco. O biólogo Carlos Fernando Salgueirosa de Andrade, professor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e especialista em controle de insetos, explica que a medida é altamente necessária. “Trata-se de uma marcação muito utilizada em pesquisas. Não traz qualquer problema para a população e é essencial para se determinar a eficiência desse tipo de iniciativa”, disse.

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Os mosquitos soltos no bairro Cecap são machos, que não picam, e carregam uma mutação genética que faz com que a descendência dele morra antes de atingir a fase adulta. Dessa forma, ocorre uma diminuição da população do Aedes aegytpi capaz de transmitir a doença. Semanalmente, são liberados 800 mil mosquitos na região.

Fonte: noticias.uolg1.globo.    Imagens: Reprodução/g1.globo