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Japoneses criam fazenda dentro de fábrica abandonada com luzes LED que não usa agrotóxicos e pode revolucionar a agricultura no planeta

As plantas são seres vivos que não se locomovem, então para elas crescerem e se reproduzirem precisam produzir seu próprio alimento através da fotossíntese. A luz solar é peça chave e essencial para que esse processo ocorra, portanto sem ela a planta morreria de fome. Isso normalmente ocorre, exceto no oeste japonês em uma fazenda indoor que cultiva alface sem utilizar a luz solar.

As grandes fazendas produtoras de alimentos, com a missão de alimentar cada vez mais pessoas no mundo, produzem grandes quantidades de alimentos. Entretanto, nem sempre quantidade está atrelado a qualidade, como acontece na maioria das fazendas sem uma manejo ou orientação adequada no qual quantidades exorbitantes de defensivos agrícolas são utilizados, seja para o controle de plantas invasoras e prejudiciais a cultura de interesse, seja para o controle de doenças nas culturas ou para o controle de pragas.  O grande problema é que essa quantidade exagerada de defensivos pode contaminar solos, água, os alimentos e as pessoas. Por outro lado, existem aquelas fazendas menores, no qual geralmente o alimento é de melhor qualidade já que não se usa tantos defensivos agrícolas como nos latifúndios por se tratarem de ambientes mais equilibrados. Porém tais fazendas não produzem a quantidade necessário de alimento que o mundo precisa. Existem vários estudos buscando otimizar essa relação e muitos deles dando bons resultados, contudo existe um realmente inovador que é a fazenda indoor.


A chave para o sucesso dessa fazenda foi algo que os japoneses dominam, a tecnologia. O fisiologista Shigeharu Shimamura junto com a empresa GE Reports transformou uma antiga fábrica de semicondutores em uma fazenda high tech que é capaz de produzir em torno de 10 mil cabeças de alface por dia. Essa grande produtividade se deve ao fato da fazenda ser um ambiente totalmente planejado para otimizar a fotossíntese, dentre as variáveis de controle estão a temperatura do ambiente, umidade e irrigação. Além disso, a fazenda é mais eficiente quanto ao uso de água já que a irrigação é feita de forma a não desperdiçar nada. São usados ao todo 17500 lâmpadas de LED na fazenda, e as plantas são produzidas em 18 racks com 15 andarem cada uma, otimizando também o espaço utilizado para a cultura. Como o ambiente é isolado não é necessário usar defensivos agrícolas.

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O monitoramento fotossintético apresentou dados que as plantas crescem em média duas vezes mais que em uma fazendo comum. Isso acontece porque a luz de LED desenvolvida pela GE emitem ondas luminosas ótimas para o crescimento da planta, elas são constantes e homogêneas durante o tempo que a planta precisa. Além de tornar a fotossíntese mais eficaz, melhora também o desempenho respiratório da planta que pode gastar essa energia extra para produzir mais biomassa. Outro fato importante é que a cultura dessa fazenda não está sujeita a intempéries da natureza, sendo essa umas das grandes causas na variação de produção de alimento e preços. “Eu sabia como plantar bons vegetais de forma biológica e eu queria integrar esse conhecimento à tecnologia”, disse Shimamura. Quem sabe essa não seja a solução para o problema da fome no mundo.

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Fontes: dailymail/hypeness      Imagens: hypeness

 


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