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Estudo afirma que nosso corpo precisa de pelo menos 14 dias para se acostumar ao horário de verão

Estudo afirma que nosso corpo precisa de pelo menos 14 dias para se acostumar ao horário de verão
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Amado por muitos e odiado por outros, o horário de verão tem o objetivo de economizar cerca de 4% da energia consumida no país. É uma medida comum em muitos países e já bastante aceita aqui no Brasil. As primeiras ideias sobre esse assunto surgiram no fim do século 18 e um de seus maiores defensores foi o americano Benjamin Franklin. Ele dizia que a mudança no horário era necessária para gerar economia tanto em velas como em querosene. O horário de verão passou a ser seguido no Brasil desde a década de 1930. Mas as discussões acadêmicas significativas sobre seu impacto na saúde começaram nos anos de 1970.

Recentemente, estudo desenvolvido por Umemura no Grupo Multidisciplinar de Desenvolvimento e Ritos Biológicos, mostrou que a mudança no relógio afeta também na temperatura do corpo humano. Ele diz que com a mudança no horário as pessoas são obrigadas a acordar mais cedo e isso gera uma série de modificações fisiológicas no organismo. Este estudo também concluiu que o corpo humano precisa de ao menos 14 dias para se adaptar totalmente ao horário de verão. Enquanto essa adequação não ocorre, são comuns problemas como falta de atenção, de memória e sono fragmentado.


Cansaço e deficits de atenção

O pesquisador diz que a temperatura do nosso corpo começa a subir mais cedo do que antes do horário de verão. Isso aponta para uma desestabilização entre os ritmos da temperatura corporal e da atividade de repouso. Essa falta de sincronia entre diferentes ritmos gera algumas falhas no organismo humano como distúrbios de sono.

Logo no início do horário de verão, a maior incidência do sol em horários considerados noturnos faz o organismo atrasar seu ritmo. Isso faz com que a pessoa tenda a ficar mais tempo acordada por sentir sono mais tarde, o que afetaria negativamente o sono noturno. O resultado disso é que a pessoa fica mais propensa a ter desvio de atenção, pode ter maior cansaço durante o dia, dificuldade para dormir e fragmentação do sono. Inclusive há estudos que mostram que os acidentes de trânsito e de trabalho são mais evidentes no horário de verão e a culpa pode ser da fadiga e do desvio de atenção.

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14 dias

O trabalho concluiu que, na maioria dos casos, aos poucos o corpo começa a se acostumar e que 14 dias seria o mínimo necessário para a pessoa se adaptar ao horário de verão. No entanto, embora seja menos comum, algumas pessoas realmente não conseguem alcançar o conforto nesses dias e os podem perdurar até fevereiro, quando ocorre a mudança para o horário normal.

Para chegar a essas conclusões Umemura estudou a cronobiologia de 20 pessoas que foram monitoradas dia e noite com aparelhos, tanto no início como no fim do horário de verão do ano anterior. Todas elas foram afetadas nas rotinas rígidas de trabalho.

Fonte: folha  Imagem: mundomulheres/ prodigital

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