PEIXE BAIACU: o animal mais inflável do planeta!

16 dezembro, 2007

O baiacu não poderia receber outra denominação: O animal mais inflável do planeta. Também poderia ser chamado de criatura que mais recebe nomes, por ser um peixe considerado muito bizarro e por ser cosmopolita (é encontrado em todos os lugares). É conhecido como peixe-porco-espinho, baiacu-de-espinho, baiacu-de-chifre, baiacu chifrudo e peixe balão. Nome é o que não falta!

Todos esses nomes, apelidos e denominações se referem aos mecanismos de defesa deste peixinho e a sua capacidade de expansão. Quando está calmo, ele parece um peixe comum, mas quando é atacado infla repentinamente até se tornar uma enorme esfera coberta de espinhos, três vezes maior que seu tamanho original.

Assim que pressente o perigo, o baiacu começa a ingerir ar ou água: as pregas do seu estômago começam a se abrir, a pele se expande e as escamas se abrem como espinhos. Esse fenômeno ocorre graças a adaptações morfológicas de seu estômago - que sem função digestiva, fica dobrado em inúmeras preguinhas microscópicas - e também à sua estrutura esquelética: o baiacu possui a espinha dorsal, mas muito de seus ossos desapareceram especialmente as costelas. Fantástico, não?

 

Baicau-de-espinho (Diodon holocanthus), vive nas costas tropicais do mundo inteiro, tem a incrível habilidade se transformar-se em uma balão cheio de espinhos… Impressionante!

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Categoria: Curiosidades

Os CHIMPANZÉS são os maiores usuários de remédios!

15 dezembro, 2007

Já sei o que vocês vão dizer: Os humanos são os maiores usuários de remédios. Mas não somos os únicos, e pesquisas de comportamento animal revelam um impressionante conhecimento farmacêutico entre os outros animais.

Bem, de acordo com pesquisas recentes, o chimpanzé está no topo da lista. Esses bichinhos, assim como nós, de vez em quando também sofrem de dor de estômago depois de comerem muito ou após a ingestão de toxinas. Eles também hospedam parasitas e contraem doenças, além de sofrerem com o estresse e suas conseqüências. Ai que vida difícil , não?

Não é de se surpreender que um primata inteligente, como o chimpanzé, que aprende por tentativa e erro e pelo exemplo, utilize produtos medicinais, já que o seu habitat está cheio deles. São diversas ervas utilizadas por esses animais. E saiba que muitos deles são também utilizados por nós em nossos medicamentos e chás que tomamos sempre que há necessidade.

Na Tanzânia, os chimpanzés que sofrem de diarréia utilizam as folhas amargas de uma planta conhecida pela população da região como “mujonso” que é usada para tratar malária, diarréia amebóide e verminoses em geral. Por toda a África, os chimpanzés são visto à procura de plantas nativas, arrancando folhas inteiras, dobrando-as cuidadosamente, e imediatamente engolindo sem mastigar. As folhas são expelidas inteiras e com elas os parasitas intestinais. Impressionante, não??

Ao que parece muitos outros animais se automedicam. Os macacos-prego já foram vistos esfregando o pêlo em plantas de propriedades curativas e como repelentes de insetos. Os Lêmures esfregam no pêlo substâncias químicas extraídas das centopéias para matar os insetos. Uma elefanta foi observada a procura de folhas de uma árvore com propriedades que induzem o parto pouco antes de dar a luz.

Assim pessoal, diante da nossa necessidade (que aumenta a cada dia) de novos remédios e antibióticos, tais exemplos são uma boa razão para que se mantenha intacta a nossa “Farmácia da Natureza” com o máximo de respeito possível!

 

O Chimpanzé (Pan troglodytes) apresenta uma incrível capacidade de automedicar-se.

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Categoria: Curiosidades

Por que vemos uma imagem só, se temos dois olhos?

10 dezembro, 2007

Seres humanos e vários outros bichos possuem dois olhos apontados para a mesma direção, o que faz com que boa parte do mundo seja detectada em dobro (uma vez em cada olho, claro!). Mas pense bem: Se duas imagens são enviadas ao cérebro, como é que não vemos em dobro o que está diante do nosso nariz?

Bem, na verdade isso acontece porque as imagens das duas retinas correspondentes ao mesmo ponto no espaço à nossa frente são combinadas no córtex visual (a porção mais superficial do cérebro). Isso significa que nessa estrutura há neurônios que recebem simultaneamente sinais elétricos relativos às imagens formadas em cada um dos olhos, permitindo a visão binocular. Como as duas imagens de um mesmo objeto em que olhamos cair sobre pontos exatamente correspondentes das duas retinas, os sinais referentes às duas imagens são alinhadas e ativam exatamente os mesmos neurônios no córtex visual, levando à percepção de uma única imagem.

Isso não acontece para as imagens dos objetos que não recebem o foco do olhar. E isto é muito útil, pois quando objetos estão fora do plano de foco, sabemos que eles formam duas imagens, pois a distância entre eles indica ao córtex o quanto o objeto está a frente ou atrás do plano de foco.

Reparem nisso: Se os olhos precisam ser puxados para bem perto do nariz (ficando vesgo) para que uma imagem fora de foco seja percebida pelo córtex como uma só, é porque o objeto está muito perto dos olhos, não é? E se os olhos ficam bem paralelos, é porque o objeto está muito longe dos olhos. É por isso que a visão bilocular possibilita uma visão tridimensional. Com noção de profundidade.

O pesquisador australiano Jack Pettigrew, acreditava que a função da visão bilocular era aumentar a sensibilidade dos animais noturnos a pouca luz ao permitir que um mesmo neurônio combinasse os sinais dos dois olhos. Ele achava também que a noção de profundidade (hoje tão útil para estacionar um carro) seria um efeito colateral da vantagem de enxergar bem a noite. Vai entender não é?

 

Nossa capacidade de enxergar profundidade pode ser um “efeito colateral” pela vantagem de uma boa visão noturna!

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