Veja como descobrir se sua tatuagem recente infeccionou. Aprenda diferenciar sintomas comuns pós-tatuagem de sintomas de infecção

Como saber se a tatuagem recente está infeccionada?

Seja sua tatuagem grande ou pequena, assim que você faz e nos próximos sete dias é supernormal que ela fique avermelhada, dolorida e inchada. É claro que as tattoos maiores e elaboradas tendem a levar mais tempo para curar que desenhos simples. Mas, como saber se a tatuagem recente está infeccionada?

Mesmo assim, durante todo tempo de cicatrização é preciso manter um cuidado rigoroso com o local e seguir à risca as recomendações do seu tatuador. Afinal, a tatuagem é uma ferida e tem que ser tratada como tal.

Por alguma razão, em alguns casos, acontece uma inflamação no local e, se não for tratada o quanto antes, pode infeccionar e a coisa pode ficar “bem feia”. Por causa do sintoma dolorido e avermelhado que normalmente a tatuagem deixa nos primeiros dias, muitas pessoas não percebem que, na verdade, o local está infeccionado. Veja agora como descobrir se está tudo bem, ou se a ferida precisa de tratamento.

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Inflamação

Quando há uma inflamação, a coloração da pele em volta da tatuagem ficará roseada ou avermelhada. Outro sintoma importante é, juntamente com a alteração da cor, uma leve coceira no local. A pele ficará mais quente somente neste local. Coloque, cuidadosamente, a mão limpa sobre a área da tatuagem. A sensação é de que o local está mais quente do que o resto do seu corpo? Se a resposta é sim, provavelmente, sua tatuagem está inflamada e precisa de cuidados.

Fique atento, nas diferenças: Quando fazemos uma tatuagem a irritação provocada pela agulha também causa calor, vermelhidão e talvez, coceira. No entanto, estes sintomas precisam diminuir nas próximas 48 horas. Caso os sintomas piorem, certamente, há inflamação anormal no local.

Inchaço

O inchaço também é típico de uma tatuagem recente, principalmente se ela for grande. Mas esse inchaço é muito leve e desaparece em poucas horas. Se o inchaço começar a se espalhar a partir da área original, é sinal de que uma infecção está se formando.

Febre e dores musculares

Você pode não ter percebido os sintomas anteriores e por isso, deixou de tratar a área e então, você poderá ter febre, especialmente se sua tatuagem for grande e elaborada. Geralmente, as dores musculares estão relacionadas à febre, embora a dor possa ser restrita à área direta abaixo da tatuagem, segundo especialistas.

Dor

Ter o local dolorido após uma tatuagem é normal. Mas, isso não passa de um desconforto, seguido de uma sensibilidade, afinal, há um machucado ali. No entanto, as dores desaparecem depois de 48 horas. Se isso não acontecer, ou se a dor aumentar, é provável que a tatuagem está nos estágios iniciais da infecção e deve ser examinada imediatamente.

Secreção

Depois da tattoo pronta, é comum sair um pouco de secreção clara, algumas vezes com gotículas de sangue. É uma reação normal do organismo ao ferimento causado pela agulha e isso, faz parte da cicatrização. Mas atenção! Isso não deve durar mais que 24 horas e mais, se essa secreção tem aspecto leitoso e estende-se por mais dias, sua tatuagem pode estar seriamente infectada.


Inchaço dos gânglios linfáticos

Nódulos linfáticos inchados é sinal de que o sistema imunológico foi colocado em ação para atacar um intruso, possivelmente bactérias. Verifique se há inchaço nos gânglios próximos à área da tatuagem nova.

Tatuagem também mata

Isso pode parecer assustador, mas é verdade. Como mostramos o caso do homem que morreu depois de nadar no mar com uma tatuagem recente, uma infecção pode se espalhar pelo sangue causando sepse, e isso mata. Fique atento (a)!

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Atenção: O material neste site é fornecido apenas para fins educacionais, e não deve ser usado para conselhos médicos, diagnósticos ou tratamentos. 


Bióloga - CRBio/RJ 96514/02-D. Fundadora e administradora do Diário de Biologia. Possui graduação em Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas. Doutorado (2013) e Mestrado (2009) em Zoologia pelo Museu Nacional/UFRJ, especialista em insetos, autora do livro "O Mundo Secreto dos Insetos" - Cortez Editora. Experiência com palestras nacionais e internacionais. É autora ou coautora de artigos científicos publicados em revistas científicas, livros e capítulos de livro, e comunicações em eventos nacionais e internacionais. Colaboradora em revistas de divulgação científica para crianças (Ciência Hoje Para Crianças e Revista Recreio). Interessada em cultivo de plantas carnívoras. Atualmente mora na França, mas seu coração é brasileiro. Instagram: @karlla_diariodebiologia.