Este homem foi morto e embalsamado como um animal e passou mais de 100 anos exposto em um museu. Seu funeral só aconteceu em 2000


As bizarrices do Século 19 nos deixam bastante assustados. Mas em alguns casos, as loucuras cometidas nessa época vão além. Nestes tempos, era comum que os europeus ricos viajassem para território africano afim de caçar animais que eram embalsamados e exibidos como troféus. Contudo, um ricaço francês chamado Jules Verreaux decidiu ir um pouco além e, entediado com tantos animais que já havia caçado, decidiu fazer o mesmo com um ser humano.

A história conta que o homem saiu em comitiva para a África com o objetivo de caçar um negro humano para expor na sua sala de troféus. E foi isso que o francês fez: ele aparentemente caçou um humano africano e levou para a Europa onde o corpo foi dissecado e embalsamado. Não contente com isso, sem qualquer respeito ao seu semelhante, levaram o corpo para uma sala de exposição com outros animais na mesma situação.


Assim que enjoou daquela “peça”o corpo do africano foi doado para o Museu Darder em Girona, norte da Catalunha, quase na fronteira entre Espanha e França, onde o homem embalsamado era um objeto de culto e parte da cultura tradicional. Ficou exposto ali por 80 anos. Felizmente, durante os Jogos Olímpicos de 1992, o corpo foi retirado do museu sob ameaça de um boicote internacional.

Mas, em 1997 o corpo voltou a ser exposto no Museu. Somente em 2000 que o governo de Botswana pediu a devolução do corpo ao seu país de origem, e ele foi recebido com honras e seu funeral finalmente aconteceu.

Fonte e imagens: intellectuale

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Bióloga - CRBio/RJ 96514/02-D. Fundadora e administradora do Diário de Biologia. Possui graduação em Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas. Doutorado (2013) e Mestrado (2009) em Zoologia pelo Museu Nacional/UFRJ, especialista em insetos, autora do livro "O Mundo Secreto dos Insetos" - Cortez Editora. Experiência com palestras nacionais e internacionais. É autora ou coautora de artigos científicos publicados em revistas científicas, livros e capítulos de livro, e comunicações em eventos nacionais e internacionais. Colaboradora em revistas de divulgação científica para crianças (Ciência Hoje Para Crianças e Revista Recreio). Interessada em cultivo de plantas carnívoras. Atualmente mora na França, mas seu coração é brasileiro. Instagram: @karlla_diariodebiologia.