É verdade que as orelhas e o nariz nunca param de crescer?


Ouvi dizer que as orelhas e o nariz crescem durante toda vida. Isso é mesmo verdade?” Higor Lopes


Sim, Higor, é verdade! Isso quer dizer que  quanto mais ficamos velhos mais “orelhudos” e “narigudos” vamos ficando. Daí porque o nariz e as orelhas de um idoso são maiores do que quando era jovem. Isso porque essas estruturas são formadas por um tipo de cartilagem diferente que, ao contrário da que existe no restante do corpo, não se ossifica à medida que o corpo humano cresce. Os ossos começam a se formar a partir do segundo mês da gestação. Ao nascer, a criança já apresenta um esqueleto bastante ossificado, mas as extremidades de diversos ossos mantêm regiões cartilaginosas que permitem o crescimento.

Por volta dos 18 anos (às vezes mais), a cartilagem vira osso, e a pessoa pára de crescer. Porém, nos adultos, há cartilagens em locais onde a flexibilidade é importante: como nariz e orelha. Nesses locais, as cartilagens não se ossificam, elas continuam crescendo, mas não se assustem com isso pois essas estruturas crescem muito pouco e só se tornará desproporcional ao corpo se vivermos pelo menos um 200 anos!

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O nariz e as orelhas de um idoso são maiores do que quando ele era jovem.


Atenção: O material neste site é fornecido apenas para fins educacionais, e não deve ser usado para conselhos médicos, diagnósticos ou tratamentos. 


Bióloga - CRBio/RJ 96514/02-D. Fundadora e administradora do Diário de Biologia. Possui graduação em Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas. Doutorado (2013) e Mestrado (2009) em Zoologia pelo Museu Nacional/UFRJ, especialista em insetos, autora do livro "O Mundo Secreto dos Insetos" - Cortez Editora. Experiência com palestras nacionais e internacionais. É autora ou coautora de artigos científicos publicados em revistas científicas, livros e capítulos de livro, e comunicações em eventos nacionais e internacionais. Colaboradora em revistas de divulgação científica para crianças (Ciência Hoje Para Crianças e Revista Recreio). Interessada em cultivo de plantas carnívoras. Atualmente mora na França, mas seu coração é brasileiro. Instagram: @karlla_diariodebiologia.