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Neurocirurgião cria rato de duas cabeças e reafirma: “faremos um transplante de cabeça em humanos muito antes do que vocês imaginam”

O neurocirurgião italiano Sergio Canavero já é sucesso em todo mundo, depois de anunciar que antes de 2020 realizará o primeiro transplante de cabeça em um ser humano. O médico tem enfrentado inúmeros obstáculos por suas ideias, principalmente do ponto de vista ético e científico. No entanto, Canavero não desiste de seus objetivos e quer ficar para a história.

Em 2016, ele realizou o que chamou de um procedimento de “proof-of-concept“, no qual cortou a medula espinhal de um cão e reconectou-o. Com isso, provou que poderia sim conseguir o mesmo com seres humanos e desde então, vem testando métodos diferentes que assegurem seu principal objetivo: realizar o este tipo de procedimento em pessoas.


E agora Canavero publicou outro estudo igualmente polêmico que detalha como ele e outro cirurgião, Ren Xiaoping, anexaram a cabeça de um rato ao corpo de um rato. A equipe então repetiu o procedimento em vários outros animais, efetivamente criando uma série de ratos de duas cabeças.

A maioria dos animais nos estudos de Canavero viveu apenas alguns dias. Os ratos de duas cabeças viveram em média 36 horas, e Canavero não divulgou detalhes sobre o cão. Mas mantê-los vivos não era o objetivo. O que ele queria é provar que cada experimento deve ser uma evidência de que um procedimento completo nas pessoas está muito mais próximo do que se pensa.

Essa ideia polêmica tem sido tratada por vários cientistas como uma saída para salvar as vidas de pessoas com doenças mortais como atrofia muscular espinhal. Mas alguns especialistas estão céticos com os ideais de Canavero e acreditam que este tipo de procedimento não será possível em seres humanos.

Isso não é novidade!

Entre as décadas de 1930 e 1950 o cientista Soviético Vladimir Petrovich Demikhov realizou experiências de transplantes de partes do corpo de animais. Tornou-se com isso, o pioneiro em transplante de órgãos, como trocar corações e pulmão de um animal com outro. Seus experimentos eram severos e assustavam as pessoas da época. Ele começou a ser notado depois que iniciou uma série de transplantes de cabeças de cachorros. Sua experiência mais chocante foi quando ele inseriu a parte dianteira de um filhote no pescoço de um pastor alemão adulto. Segundo registros, Demikhov criou 20 cães de duas cabeças e todos, obviamente, morreram.

Fonte e imagem: IFLS
Artigo: Peng-Wei Li et. al

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