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Como existem tantas raças diferentes de cães, se todos são da mesma espécie?

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Todos os cães que conhecemos hoje são da mesma espécie (canis lupus). No entanto, as diferenças morfológicas são “gritantes” e por isso muitas pessoas acham que os cães são de diferentes espécies.

Bem, existe um procedimento que chamamos de “cruzamento seletivo”, na qual os criadores selecionam quais atributos devem se sobressair no cachorro e escolhem de forma minuciosa quais animais possuem essa característica mais acentuada. Inicia-se então um processo demorado em que vão cruzando esses cães uns com os outros até que aquela característica genética prevaleça. A cada geração aquela particularidade vai se acentuando até que, depois de inúmeros cruzamentos, todos os filhotes sempre nasçam iguais.


Isso pode ser conseguido, a partir do momento em que animais geneticamente próximos são cruzados (cruzamento endogâmico), ou seja, membros da “mesma família”, o que enfraquece a variabilidade genética entre eles. Como isso, os mesmos genes são herdados de um para o outro, e se um animal tem um defeito genético, todos os animais descendentes dele terão esse problema. O que acontece, é mais ou menos aquela história que te contavam quando criança que se primos tiverem um filho, ele nasceria com “defeito”.

As novas raças surgiram através deste tipo de seleção fenotípica, que foi, com o tempo se aprimorando. Os cães são bonitinhos, mas carregam consigo a mesma informação genética “defeituosa“.  O nome disso é baixa variabilidade genética: cruzamento entre indivíduos geneticamente próximos que não permite muita escolha genética na loteria da vida. Isso tem um lado ruim: os cães de raça, que são cruzados entre si, possuem doenças que são comuns em cada raça, porque são passadas para frente cruzando animal com defeito genético com outro animal com o mesmo com defeito genético, nascendo filhotes com esse defeito genético e assim por diante.

como-existem-tantas-racas-diferentes-de-caesProblemas que algumas “raças puras” possuem

  • Yorkshire: O colapso traqueal é um problema característico desta raça. A traqueia do animal diminui, o que dificulta a passagem do ar. Podem ocorrer vômitos e problemas cardíacos em decorrência do problema.
  • Pastor alemão: Os cruzamentos mudaram a estrutura óssea do quadril, causando displasias coxo-femurais com frequência, isso causa dores ao animal, que pode até não conseguir mais andar.
  • Pinscher: Luxação na rótula do joelho e necrose da cabeça do fêmur são comuns nos cães desta raça. Outras doenças da raça são epilepsia e sarna demodécia, também chamada sarna negra.
  • Dálmata: Esta é a raça mais atingida por surdez. Até 30% dos dálmatas ficam surdos de um ouvido e 10% de ambos. E dá para prever quem será afetado: quanto maior a extensão da cor branca, maior a probabilidade de perder a audição.
  • Pugs: Por conta do focinho “achatado”, apresentam muitos problemas respiratórios que, com o passar do tempo, podem resultar em doenças cardíacas. A cauda em espiral que tanto agrada os compradores é um defeito genético que nas formas mais graves pode levar a paralisia.
Fontes: biologiavida / Mundo Estranho / Viver Bem Animal
Imagens: Reprodução/epoca / petshoprj


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