Comportamento

“Perdi meu hímen, é possível recuperá-lo?”



“Estava ‘brincando sozinha’ na cama e rompi meu hímen sem querer (sangrou e tudo). Queria saber quanto tempo demora para regenerar e o que eu posso fazer para acelerar o processo. Não posso perder minha virgindade agora. Me ajuda!” (Anônimo)

Bem, senhorita, creio que algumas de nossas postagens já trataram questões semelhantes, mas vamos acabar com essa dúvida de uma vez por todas, né? Em primeiro lugar, gostaria que entendesse que sua concepção de virgindade, infelizmente, é machista: ter hímen não tem nada a ver com ser virgem ou não. Além disso, em pleno século XXI, porque deveríamos nos preocupar se uma mulher é virgem?  Antes de tudo, lembre-se que a virgindade faz parte da sua intimidade. Se para você isso é importante, ok… mas tem de ser algo por você e não por valores ditados pelo meio social.


Mas voltando ao assunto, a notícia ruim é que seu hímen JAMAIS vai regenerar sozinho (sinto muito!). A natureza é sábia, e a evolução do corpo humano levou nossos tecidos e células a se especializarem e dispender energia para regenerar partes importantes, que são realmente funcionais. Sabe para que serve o hímen? Alguns dizem que serve para proteger as meninas contra infecções vaginais na infância, mas, na verdade, não serve para nada! Essa simples película forma-se antes do nascimento da mulher e pode se romper tanto com a penetração de um órgão sexual masculino, quanto durante carícias individuais, sendo possível romper-se também por meio de outros tipos de impactos/atritos não necessariamente ligados ao sexo (como quedas, esforço físico durante exercícios, dentre outros). Há meninas, por exemplo, que rompem o hímen na infância brincando (e não me refiro as brincadeiras adultas…). Veja as maneiras de romper o hímen [button link=”#link” size=”small”]AQUI[/button].

Além disso, é importante saber que, assim como várias outras partes do corpo, o hímen pode variar de mulher para mulher. Há 5 tipos de hímen, sendo o mais comum o hímen anular (que têm um formato de anel, possuindo um pequeno furo que permite a passagem da menstruação, rompendo-se com certa facilidade e normalmente ocasionando apenas um pequeno sangramento, sem muita dor), o septado (mais resistente, com uma pele no meio do furo), o cribiforme (ainda mais resistente, possuindo vários furinhos por onde passa a menstruação), o imperfurado (muito raro e resistente, não permitindo a passagem se quer da menstruação, e por isso se faz necessária sua retirada por meio de intervenção cirúrgica) e, por fim, o complacente (muito flexível, a ponto de poder esticar e não ser rompido). Dessa forma, essa película nada tem a ver com a virgindade, pois temos desde o hímen que pode se romper com muita facilidade, até aquele que necessita de muitas relações sexuais, ou mesmo cirurgia, para ser rompido.

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Mas no caso de seus valores morais, religiosos, familiares, etc., serem muito “pesados” para você, há alternativas para “recuperar”, com certos riscos, seu hímen. Já existe o hímen artificial, que consiste em uma cápsula que, ao ser introduzida no órgão genital feminino, pouco antes da relação sexual, forma um hímen falso, que ao iniciar a penetração, libera um líquido semelhante ao sangue. Porém, especialistas afirmam que qualquer tipo de corante pode alterar a fisiologia do órgão genital, ocasionando processos alérgicos, inflamatórios ou infecciosos. Outro método é a himenoplastia, que consiste na cirurgia para a reconstituição das partes do hímen que se romperam, mas continuam no canal vaginal. Nesse caso, mesmo que muito simples, por ser um processo cirúrgico, os riscos são de uma possível inflamação (e até fibrose) no processo de cicatrização, além de possibilidades de dor na hora do “novo” rompimento, ou até disfunção erétil do parceiro na tentativa de penetrar a nova “armadura”.

Quanto ao tema, algumas observações me parecem mais importantes. O famoso sangramento na primeira relação sexual pode ocorrer não apenas por causa do rompimento do hímen, mas por conta do atrito na relação sexual, principalmente devido a falta de lubrificação do órgão genital ou mesmo excesso de força no ato. Outra coisa a ser lembrada é que, apesar de muitas meninas acharem que mantendo uma película a sua castidade está salva, isso não é bem verdade, pois a perda da virgindade ocorre ao realiza-se qualquer tipo de contato sexual (ou seja, relações orais e anais também contam!). No mais, os conselhos de sempre: use camisinha da primeira até a última relação, para prevenir gravidez e doenças sexualmente transmissíveis! E tendo consciência dos seus atos, e do prazer de ambas as partes, pare de preocupar-se com seu hímen e seja feliz!

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Fontes: uol/mulheres/clickatualidade/bolsademulher/discoverymulher/oglobo/lmrcirurgiaplastica  Imagens: revistadonna/razão
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