Gravidez

Ácido fólico na gravidez livra os bebês de graves malformações congênitas

Ácido fólico na gravidez

O ácido fólico na gravidez é de extrema importância. Contudo, nem todas as mulheres que pretendem engravidar sabem a importância de tomar ácido fólico no período que antecede a concepção e também no primeiro trimestre de gestação. Muitas mulheres, de fato, querem engravidar rápido e se esquecem da suplementação vitamínica prévia.

De acordo com dados publicados pelo Centro Norte-Americano de Controle e Prevenção de Doenças em sua publicação Morbidity and Mortality, a ingestão de Ácido fólico na gravidez (também conhecido como vitamina B9) livra milhares de bebês todos os anos de má formação congênita. Só nos EUA os defeitos congênitos graves no cérebro e na coluna vertebral em recém-nascidos diminuiu em 35% desde 1998, depois que o ingestão desta vitamina se tornou mais acentuado.




Benefícios do ácido fólico na gravidez

Um estudo publicado na The BJM [1] mostrou que a suplementação de ácido fólico no início da gravidez pode ajudar a prevenir a fissura labial e fissura palatina. Esses defeitos congênitos, decerto, ocorrem se partes da boca e do lábio não se fundirem adequadamente durante as primeiras seis a 10 semanas de gravidez. Outro estudo, da Scientific Reports [2] revelou que o ácido fólico na gravidez como suplementação materna diminui significativamente o risco de defeitos cardíacos congênitos.

Sabemos que não há como evitar todos os defeitos congênitos com 100% de certeza. Contudo, entre outros benefícios para a mãe, o ácido fólico na gravidez serve para diminuir o risco de malformações congênitas do bebe, como:

  • defeitos do tubo neural
  • defeitos cardíacos congênitos
  • fenda palatina
  • lábio leporino

Alimentos ricos em ácido fólico

Os alimentos ricos em ácido fólico, como levedura de cerveja, feijão e lentilhas são muito indicados para quem está tentando engravidar. O que muita gente não sabe, é que é muito fácil colocar o ácido fólico na alimentação, pois ele está presente em quase tudo.

Os especialistas afirmam que mesmo ingerindo fontes de ácido fólico como os grãos, a mãe pode não estar recebendo fontes desta vitamina o suficiente para que o bebê se desenvolva saudável. Além do consumo destes alimentos, é comum o médico indicar que a mulher tome os comprimidos de ácido fólico de 2 a 3 meses antes de engravidar e nas primeiras semanas de gestação para garantir que não haja falta de ácido fólico na gestante.

Alimentos para incluir na dieta

Leguminosas: são ricas em ácido fólico e muitos outros nutrientes. Um copo de lentilhas cozidas contém 90% da nossa necessidade diária. Enquanto isso, um copo  de feijão cozido contém cerca de 33% do que precisamos.

Aspargos: é rico em fibras e contém uma boa quantidade de folato (ácido fólico natural). Possui cerca de 34% da necessidade diária por meia xícara.

Fígado bovino: é rico em proteínas e folato. Possui cerca de 54% da necessidade diária de folato em um único bife de 80 gramas.

Ovos: ovos são uma boa fonte de folato, pois, apenas um ovo tem 6% das nossas necessidades diárias.

Espinafre, couve e rúcula: os vegetais verdes folhosos têm baixo teor calórico, mas são ricos em muitos nutrientes, incluindo o folato. Um copo (30 gramas) de espinafre cru, por exemplo, contém cerca de 15% do que precisamos por dia.

Abacates: são ricos em gorduras saudáveis ​​e folato. Pelo menos metade de um abacate fornecendo cerca de 21% do que precisamos em um dia.

Beterrabas: são ricas em nitratos e folatos. Um copo de beterraba crua, por exemplo, contém 37% da nossa necessidade diária.



Mamão: é rico em antioxidantes e folato. Um copo de mamão maduro fornece aproximadamente 13% do que precisamos comer em um dia.

Brócolis: especialmente quando cozido, o brócolis é rico em folato. Um copo de brócolis cru fornece 14% da meta do dia. Ao mesmo tempo, meia xícara  de brócolis cozido pode suprir 21% de suas necessidades diárias.

Muitas pessoas não sabem, mas hoje, a farinha de trigo usada para fabricar pães, bolos e massas contém uma pequena dose do ácido fólico, que já insere de forma preventiva este nutriente na alimentação das pessoas.

Quanto ácido fólico uma grávida precisa?

Todas as mulheres grávidas devem tomar pelo menos 400 microgramas de ácido fólico por dia. Alguns médicos dizem que tomar ácido fólico somente depois de engravidar pode não ser o suficiente. Contudo, grande parte das mulheres se quer percebem que estão grávidas até seis semanas ou mais após a concepção. Dessa forma, os defeitos do tubo neural ocorrem durante o primeiro mês de gravidez, muitas vezes antes que a mulher perceba que está grávida.

O que estamos dizendo aqui, é que o certo é prevenir. “Todas as mulheres em idade fértil deveriam tomar um multivitamínico contendo ácido fólico todos os dias“, aconselha Siobhan M. Dolan, co-autor do livro Mamãe Saudável, Bebê Saudável. Então, para certificar-se de que você tem ácido fólico suficiente em seu corpo para um gestação segura, recomenda-se que as mulheres que planejam engravidar ou que estejam em idade fértil tomem 400 mcg de ácido fólico diariamente.

Contudo, a mulher precisa de doses mais altas de ácido fólico caso esteja dentro de um desses grupos citados abaixo:

  • doença renal e está em diálise
  • anemia falciforme
  • problemas do fígado graves
  • use bebida alcoólica diariamente



  • tomar medicamentos para tratar a epilepsia, diabetes tipo 2, lúpus, psoríase, artrite reumatoide, asma e, por fim, doença inflamatória intestinal.

Não tomei ácido fólico no começo da gravidez. Meu bebê corre risco?

Se você não tomou o suplemento de ácido fólico no comecinho da gravidez, procure não se preocupar. Os problemas que o ácido fólico previne são relativamente raros. Assim, você certamente ingeriu naturalmente algum ácido fólico na sua alimentação e na farinha de trigo enriquecida.  Ou seja, cada vez que você comeu um pãozinho, estava tomando ácido fólico, o que já ajuda muito.

De qualquer forma, aconselha-se fazer o exame de sangue específico para dosagem do ácido fólico no organismo da gestante.

Artigos médico-científicos: The BJM [1]  Scientific Reports [2]

Atenção: O material neste site é fornecido apenas para fins educacionais, e não deve ser usado para conselhos médicos, diagnósticos ou tratamentos. 


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