Gravidez

Menino ou menina? A gravidez de menino ou menina é diferente, sabia?

Menino ou menina? A gravidez de menino ou menina é diferente

Menino ou menina? A gravidez de menino ou menina é diferente, sabia?
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Menino ou menina? A desigualdade sexual começa no útero. Acredita-se, que há uma contribuição do sexo para as origens do desenvolvimento da saúde. Enquanto algumas mães querem saber maneiras de como engravidar rápido ou como engravidar de gêmeos, as que já estão grávidas querem saber o sexo o bebê. Assim, antes de fazer a ultra ou chá de revelação as mulheres ficam verdadeiramente ansiosas em saber o sexo do bebê. De acordo com a sabedoria popular, dá para saber se é menino ou menina, mesmo sem fazer qualquer exame. Mas, de acordo com a ciência, há diferença? A resposta é sim. Vários pesquisadores já buscam respostas científicas para diferenças entre gestações de bebês XX e XY.

Na sabedoria popular, decerto, temos uma lista bem grande de diferenças. Podemos citar, então, que mãe de menino não enjoa pela manhã, tem cabelos mais brilhantes e pele mais lisinha. Além disso, mãe de menino teria uma barriga mais pontuda e, nesta gestação, o pai também engorda. Na sabedoria popular,  quando a mãe fica com o pé frio na gestação, é menino e quando fica com o pé quentinho, é menina. Enfim, a lista é gigantesca. Contudo, para a ciência, as coisas precisam de explicação científica, não é?




Menino ou menina: mais enjoos indica menina

Enjoar na gravidez é muito comum. Aliás, muitos estudos dizem que o enjoo é uma a forma de proteger mães e fetos de toxinas alimentares. Além disso, protege o feto de substâncias teratogênicas que podem deformar o desenvolvimento fetal em seu momento mais crítico.

Contudo, de acordo com um estudo publicado na revista científica New Scientist  [1] , a maioria das mulheres que sofrem de enjoos severos na gravidez terão meninas. Os autores estudaram mulheres que foram atendidas por estarem em grave de estado de hiperemese gravídica.  Nesta condição, a grávida vomita tudo o que come, apresenta ganho de peso abaixo dos sete quilos ou emagrecimento. Além disso, pode ter boca seca e tem uma constante sensação de fraqueza e mal-estar.

Diante desse quadro, os pesquisadores revelaram que  mulheres que sofrem fortes enjoos em decorrência da condição hiperêmese gravídica têm mais chances de serem mães de meninas. Quando a mulher tem esta condição, as chances de ter uma menina são de 56%, lembrando que para as demais mães, as chances de ter uma menina são de 50%. Assim, esse estudo, pelo jeito corrobora com o mito popular de que a mãe de menino tem menos enjoos, pelo menos de manhã.



Menino ou menina: a mãe come mais indica menino

Os obstetras sabem há muito tempo que os bebês do sexo masculino tendem a ser maiores do que os bebês do sexo feminino. Mas eles não sabiam como essa diferença surgiu. Um estudo rastreou as dietas de mais de 300 mulheres que receberam cuidados pré-natais no Beth Israel Hospital, em Boston. As mulheres grávidas de meninos consumiram cerca de 10% a mais de calorias do que aquelas grávidas de meninas. Assim, elas comiam mais proteína, mais carboidratos e mais gorduras. Por fim, somavam cerca de 200 calorias extras por dia. Neste estudo, os autores culparam a testosterona secretada pelos testículos do feto. O hormônio, a saber, poderia estar enviando para as mães um sinal para que comessem mais.

Ao mesmo tempo, outro estudo publicado na revista  científica PLOS One [2] descobriu que embriões masculinos precisam de mais calorias durante a gestação para sobreviver. Além disso, as mães que engordaram menos na gestação tiveram mais meninas, enquanto mães que ganharam mais peso tiveram mais meninos. Por fim, o estudo revelou que mães que ganham até 9kg na gestação inteira têm 51% de chances de ter meninas. Ao mesmo tempo, mães que ganham 18 kg na gestação inteira tem 52.5% de chances de terem meninos.



Menino ou menina: meninos trazem complicações na gravidez

Ao que parece, uma gravidez mais “difícil” indica que a mãe está gerando filhos homens. Assim, outra pesquisa publicada na revista científica PLOS One [3], sugere que grávidas de meninos têm mais chances de ter parto prematuro. Além disso, podem desenvolver pressão alta e diabetes gestacional. Este estudo se baseou em 574 mil nascimentos, durante 30 anos.

Os pesquisadores descobriram que mãe de menino tem chances de ter um parto prematuro entre 20 e 24 semanas. Ao mesmo tempo, as chances são 27% maiores, já entre 30 e 33 semanas de gravidez são 24% maiores. Por fim, entre 34 e 36 semanas de gestação as chances de parto prematuro são 17% maiores. Além disso, mães que estão grávidas de meninos tem 4% mais chances de desenvolver diabetes gestacional. Ao mesmo tempo, 7.5% mais chances de sofrer com pré-eclâmpsia.

Artigos científicos: New Scientist  [1]  PLOS One [2]  PLOS One [3]

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