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O ponto G existe ou não? 7 especialistas revelam suas opiniões sobre o “pontinho do prazer”

Ponto G: existe ou não existe? Veja a opinião de 7 especialistas

O famoso “Ponto G” é um termo que existe desde os anos 1980, mas até hoje é um grande mistério. A verdade é que, a maioria das pessoas não sabe onde ele se localiza e muito menos se ele realmente existe. De acordo com a sexóloga Marilene Vargas, este ponto fica a uns três dedos acima do osso púbico. O ponto exato teria uma textura da casca de uma noz e fica mais protuberante durante a excitação. A dúvida é: O ponto G existe ou não existe?

No entanto, vários especialistas dizem que as coisas não são bem assim. De acordo com o psicólogo, sexólogo e membro da Sociedade Brasileira de Estudos da Sexualidade, Paulo Bonança, apontar a existência do ponto G cria apenas ansiedade. “Podemos dizer que o ponto G é uma resposta sexual feminina a um estímulo associado ao desejo. Este ponto determina qual é a capacidade da mulher se entregar na relação. Ele não é um ponto físico”, acrescenta.

O ginecologista e presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo, César Fernandes, diz que o ponto G não é anatomicamente definido. “Na verdade, ele é imaginário. Está relacionado ao teto da vagina, que é uma zona sensível por ser próxima ao clitóris”, diz.




Sylvia Faria Marzano, urologista e terapeuta sexual, garante que o Ponto G não existe. “Há realmente uma rugosidade diferente em determinada área da vagina. Contudo, não é comprovado que as mulheres sintam mais prazer naquele ponto. Eu não acredito no Ponto G”, reafirma ela.

O sexólogo e terapeuta, Amaury Mendes Júnior, concorda que há um espessamento maior no ponto da vagina que fica atrás da bexiga. Esse é o local, a saber, em que os pesquisadores dizem ser uma reminiscência da próstata. “Mas ali não é o ponto mais sensível. Aliás, o prazer não está ligado à nada além da autoestima, ao parceiro e ao autoconhecimento”, completa.

Segundo o ginecologista e professor do Departamento de Ginecologia da UNIFESP, Ivaldo Silva, dizer que existe um ponto G é um exagero. “Cada pessoa tem pontos específicos com maior sensibilidade. Eu diria que essas são as zonas erógenas, áreas do corpo que apresentam maior irrigação nervosa, a região do períneo (entre a vulva e o ânus), por exemplo. São pontos muito sensíveis ao toque”, explica.

Rosana Simões, ginecologista e professora da UNIFESP, explica que não existe um “ponto” específico, hoje dizemos que há uma área’, chamada de ‘plataforma orgástica’. “Essa região localiza-se na parede vaginal, bem no começo. Se a mulher ficar por cima durante o ato, ela sentirá o local. Aliás, se a mulher ficar grávida, sentirá mais ainda.”, completa.



Oswaldo  Rodrigues Jr., psicólogo e diretor do Instituto Paulista de Sexualidade, diz que o Ponto G não é imaginação. Ela acha que realmente ocorre em diversas partes, inclusive extragenitais. “Ocorre que as sensações sexuais e eróticas passam por um processo mental. São, então,  registradas no cérebro e então passam a existir fisicamente”, explica.

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