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Gravidez na Era Vitoriana: regras absurdas que as grávidas do século 19 precisavam seguir

Gravidez na Era vitoriana: regras absurdas para grávidas do século 19

Gravidez na Era Vitoriana: regras absurdas que as grávidas do século 19 precisavam seguir
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Se ficar grávida hoje já deixa a mulher insegura e preocupada com o que pode e o que não pode, gravidez na Era Vitoriana, era algo inimaginável. Certamente, não havia testes de gravidez confiáveis, monitoramento fetal e muito menos recursos para medir a pressão arterial. Veja agora regras absurdas que as que as grávidas do Século 19 precisavam seguir.

Os textos e informações foram tiradas dos livros de Claire Ridgway, uma escritora especialista em Era Vitoriana, Era de Tudor e a vida de Anne Boleyn. Ela é autora de 3 livros e todos foram best-sellers na Europa.




Use seus espartilhos

As mulheres desta época amavam seus espartilhos! Eles representavam feminilidade e status social. A maioria das mulheres não ousaria ser vista em público sem essa peça. Muitas o usavam mesmo dentro de casa. Com as gestantes não era diferente. A princípio, a orientação era: “Para o seu próprio bem e para o bem do bebê que está por vir, você deve usar seu espartilho corretamente durante o período de maternidade.”

É obvio que com o tempo isso caiu por terra e usar espartilho durante a gravidez provou ser problemático. Os espartilhos tinham a intenção de restringir o tamanho da cintura de uma mulher e muitos abortos da época foram, devido ao uso desta peça durante os meses avançados da gestação.

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Gravidez na Era vitoriana: regras absurdas para grávidas do século 19

Mesmo nos meses avançados de gestação era recomendado o uso de espartilhos. Isso resultou em muitos abortos.



 

Não tome banho

Soranus de Éfeso, um famoso médico grego da época, pregava que era especialmente perigoso tomar banho no primeiro mês de gestação.  Apesar de muitas mulheres desconhecerem a gravidez no início, quando abortavam, os médicos já perguntavam: “Você tomou banho nas últimas semanas? “Se a resposta fosse “sim” o aborto era prontamente provocado pela água quente ou morna.

Assim, os médicos acreditavam que a temperatura quente da água causava queda na pressão sanguínea e tontura. Mas, o pior é que também poderia “soltar a textura do corpo inteiro” e enfraquecer o feto.

Fique longe de sapos e ratos

Outra regra absolutamente sem sentido era que as gestantes não podiam ter qualquer contato com sapos e ratos durante a gravidez. O médico de reis franceses conhecido como Parét, dizia que o feto poderia ser permanentemente marcado. Ou seja, ao menor contato com esses animais, o bebê nasceria com manchas pelo corpo. Hoje, acredita-se que esse contato com ratos e sapos era a causa das marcas de nascença.

Cuidado com o que come

Doutor Soranus adorava dar regras ás grávidas. Assim, ele sempre recomendava que as grávidas nunca tivessem flatulências, diarreias e constipação. Isso apavorava muitas gestantes, uma vez que, sabemos que esses tropeços intestinais são bastante comuns em mulheres grávidas. Ele pregou que a flatulência pode causar efeitos nocivos (não está claro quais efeitos eram esses). Ao mesmo tempo, a constipação poderia sufocar e a diarreia carregaria a crianças para fora do corpo.

Um famoso livro do século 15 “The Distaff Gospelensinava que a mulher não deveria comer cabeças de peixe. Isso porque, uma vez grávida, o bebê nasceria com a boca deformada. Acreditava-se também, que se a grávida comesse alimentos bem quentes e secos (nada de caldos, comidas suculentas e frutas), o filho homem viria ao mundo com “temperamento seco”. Isso quer dizer que o filho não seria afeminado – o homossexual de hoje.

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Nada de relações sexuais

Os médicos da época desencorajavam veemente de fazer sexo durante a gravidez. Pensamentos sexuais e luxuriosos poderia resultar em um bebê com danos mentais (os bebês com Síndrome de Down, por exemplo). Além disso, caso o ato íntimo não pudesse ser negado ao marido, afinal eles é que mandavam, teria que cuidar para que o homem tivesse os pés limpos. Fazer sexo com homens de pé sujo, faria criança nascer fedida, cresceria com mau hálito e o bumbum iria feder a vida toda.

Coma o que quiser

Ao mesmo tempo que deveria se cuidar para não terem problemas intestinais e digestivos, os desejos das grávidas eram imensamente respeitados por mais estranhos que fossem. Então, quando tinham vontade de comer terra com feijão, por exemplo, ela o fazia. Em regra, deixar de comer o que desejava resultaria em um bebê sem parte da caça (anencefalia) ou partes do corpo (defeitos de formação fetal). Contudo, se a vontade da mãe fosse comer cabeça de lebre, ela deveria resistir a todo custo. Comer cabeça de lebre durante geraria um bebê com fissuras na boca – lábio leporino.

Hiena durante o trabalho de parto

Plínio, era um cientista grego que era um autoproclamado especialista em partos na época. Ele acreditava que o cheiro de gordura dos lombos de uma hiena poderia colocar uma mulher em trabalho de parto. Assim, era comum que uma hiena fosse providenciada quando a mulher começava sentir as dores. Outros conselhos era besuntar os quadris e partes íntimas da mãe com óleos de rosas e dar pimentas e manteiga para mãe comer. Tudo isso faria com que o bebê “escorregasse” mais fácil.

Gravidez na Era vitoriana: regras absurdas para grávidas do século 19

Os médicos aconselhavam dar pimentas e manteiga para mãe comer na hora do parto. Isso faria com que o bebê “escorregasse” mais fácil.

Evite pessoas e lugares feios

As grávidas eram encorajadas e passar a gravidez inteira tendo o mínimo possível de contato com pessoas feias e jamais frequentavam lugares sujos e feios (feiras, por exemplo). Isso porque, se uma mulher olhasse para coisas feias enquanto estivesse grávida, seu filho acabaria sendo feio. Assim, sua casa era sempre enfeitada com flores e tecidos bonitos. Por causa disso, segundo registros históricos da época, um mendigo que tinha algo como um gêmeo xifópago, foi morto por um homem na qual sua esposa grávida viu pela janela.

Também era de conhecimento comum que uma mulher grávida deveria evitar olhar para seus animais de estimação ou outros animais, porque seu bebê poderia acabar parecendo com eles.

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