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Vale a pena tomar Ritalina? Para que serve? Quais os efeitos colaterais?

Ritalina: Vale a pena tomar? Para que serve? E os efeitos colaterais?

Vale a pena tomar Ritalina? Para que serve? Quais os efeitos colaterais?
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A Ritalina ou metilfenidato é um medicamento que já vai completar 70 anos de seu desenvolvimento. No início foi criado com a intenção de “melhorar” crianças hiperativas e com déficit de atenção. Mas, conforme seu sucesso foi ganhando espaço, jovens e adultos passaram a consumi-lo para melhorarem seu desempenho com estudos e trabalhos que exigiam concentração e foco. Mas afinal, vale a pena tomar Ritalina? Para que serve? Quais os efeitos colaterais?

De acordo com o um estudioso dos efeitos medicamentosos e naturais na saúde mental, Ricardo Spinoza, o que torna a Ritalina atrativa é a promessa de um bom aumento na concentração e foco. Paralelamente, promete melhorar a capacidade de raciocínio, garantindo habilidade de ir bem em provas e trabalhos que exigem concentração e foco.




Pílula da inteligência

 Nos anos 80s a Ritalina passou a ser considerada a “pílula da inteligência”. Isso porque, jovens estudantes passaram a usá-la para melhorar a memória e concentração durante o período de estudos. Por ser um medicamento estimulante, a pessoa pode até passar a noite acordada estudando sem perder o foco e a concentração. OU seja, ela pode facilmente driblar o cansaço. Por isso, tornou-se cada vez mais comum encontrá-la em faculdades de medicina, cursos pré-vestibulares, startups e até mesmo em grandes empresas.

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Para que serve



Concentração e foco: A bula da Ritalina diz que o medicamento age em casos de  distractibilidade moderada a grave. Assim, há uma promessa do aumento da concentração e foco para cumprir os compromissos que exigem raciocínio.

Estimulante: Segundo a bula do medicamento, além do seu uso em crianças e jovens com síndrome comportamental, ele é indicado também, para tratamento de narcolépticos. Isso quer dizer que o medicamento pode manter uma pessoa ativa, com foco e concentrada por muito mais tempo. Isso porque, ele pode driblar o sono e o cansaço.

Inteligência: É duvidoso que um medicamento possa trazer inteligência a uma pessoa. Mas, o fato é que, acredita-se, que a Ritalina possa favorecer pessoas que tem dificuldade de aprendizado, facilitando a resolução de cálculos e problemas lógicos.



Efeitos colaterais

Vamos ser justos: se a Ritalina prometesse tudo isso com garantia de que não houvessem efeitos colaterais, metade do mundo já estaria usando. Contudo, as coisas não são bem assim. A Ritalina tem graves efeitos colaterais que devem ser seriamente levados em conta.

Em primeira mão a bula reserva um grande espaço para os efeitos imediatos do uso do medicamento. São coisas como desconforto abdominal, náusea, azia, nervosismo, insônia, desmaios, dor de cabeça, sonolência, tontura, alterações nos batimentos cardíacos, febre, reações alérgicas e diminuição de apetite que pode resultar em perda de peso ou atraso de crescimento em crianças.

No entanto, dois grandes problemas: A dependência e o efeito rebote. Especialistas dizem que o primeiro risco da Ritalina é deixar o usuário totalmente dependente. Segundo eles, você simplesmente não vai querer parar, mesmo se estiver sofrendo com os efeitos colaterais. E o efeito rebote é ainda pior. Muitas vezes, ao interromper o uso do medicamento, a pessoa sofre de uma diminuição na capacidade de assimilar as coisas, prejuízos nos estudos e problemas de sociabilidade (isolamento).

Enfim, vale a pena tomar Ritalina?

Apesar da fama, nunca se comprovou cientificamente que pessoas saudáveis, sem distúrbios mentais pudessem se beneficiar dos efeitos deste remédio. Isso quer dizer, que usar Ritalina para ir bem em um concurso ou para ficar aceso e focado durante os estudos, pode ser apenas conversa fiada.

Agora, se você é uma pessoa (ou tem um filho) com problemas como TDAH e Narcolepsia, os medicamentos que estimulam o sistema nervoso central (como a Ritalina) podem ser eficazes. Hoje, é indispensável conversar com um psiquiatra, pois existem outras saídas bem mais eficazes e seguras que a Ritalina.

MN / SM

Atenção: O material neste site é fornecido apenas para fins educacionais, e não deve ser usado para conselhos médicos, diagnósticos ou tratamentos. 


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