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Doença Mão-Pé-Boca em adultos: pais e professores não estão livres de contaminação

Doença Mão Pé Boca em adultos: Pais e professores podem ser contaminados

A virose conhecida como “ Doença mão pé boca ” (HFMD, sigla em inglês – Hand, Food and Mouth Disease), tem causado grande preocupação nas escolas e creches. A doença é extremamente contagiosa e justamente por ser acometida mais facilmente por crianças até 5 anos, é figurinha fácil em creches e escolas. No entanto, há pouca preocupação dos pais e professores quanto ao contágio adulto. Contudo, a Doença mão pé boca em adultos é uma realidade.

De acordo com um estudo publicado na RPMGF – Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar é a segunda infeção viral mais frequente (logo a seguir às infeções respiratórias comuns) e é muitas vezes tratada como “alergia”. Isso porque, é uma doença viral que pode sessar em poucos dias.




Mão-Pé-Boca em adultos

Essa virose contagiosa, provocada pelos sorotipos do Vírus Coxsackie, também pode contaminar adultos, sim, embora seja bastante rara. Como qualquer virose infantil, a Mão-Pé-Boca, leva o adulto a sintomas muitos mais agravantes.

♥  Doença mão-pé-boca está se espalhando em creches e escolas. Os pais devem estar atentos aos sintomas e medidas preventivas

Um caso clínico relatado no estudo a cima citado, revela sofrimento e incerteza no diagnóstico adulto. Um homem de 35 anos, desenvolveu úlceras dolorosas na garganta. Em dois dias desenvolveu dor nas extremidades das mãos e dos pés, que o doente descrevia como “sensação de vidro espetando”. Passou então a não conseguir se alimentar devido as feridas na garganta e as erupções surgiram nas mãos e nos pés. Nenhum antibiótico surtia efeito.



Com 4 semanas de sintomas e a ida a vários médicos, um exame de sangue revelou infeção recente pelo vírus Coksackie A9 e Enterovirus 71 humano (IgG e IgM aumentadas). Oito semanas após o início do quadro, o doente reclamou de se sentir sempre cansado e com falta de ar.  Foi diagnosticado uma pericardite, inflamação na membrana que envolve o coração, na qual foi relacionada a presença do vírus no organismo. O paciente então, passou por uma internação de 9 dias, até ficar assintomático.

Prevenção

Não há vacina para a DMPB. Normalmente, assim como ocorre com outras infecções virais, ela tende a regredir de forma espontânea. Conforme explicou o site MD Saúde, pessoas contaminadas devem ficar em casa. Crianças não devem ir à creche ou à escola, e adultos devem faltar o trabalho até todos os sintomas terem desaparecidos.



Como o vírus ainda pode ser eliminado nas fezes mesmo após a cura dos sintomas, é importante orientar o paciente a lavar as mãos com frequência, principalmente após ir ao banheiro e antes de manusear comida. Nas creches, é preciso ter muito cuidado com a higiene das mãos na hora de trocar as fraldas, para que os profissionais não transmitam o vírus de uma criança para outra.

Roupas comuns e roupas de cama podem ser fontes de contágio (principalmente se houver secreção das lesões da pele) e devem ser trocadas e lavadas diariamente. Separe também talheres e copos dos doentes.

Artigo científico: Ana Dantas et al

 

Atenção: O material neste site é fornecido apenas para fins educacionais, e não deve ser usado para conselhos médicos, diagnósticos ou tratamentos. 


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